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domingo, 17 de maio de 2009

AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA

NEUZA MACHADO


AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA
NEUZA MACHADO
(Início: 25 de novembro de 2005)

I

A PORTA DO MISTÉRIO

No Anno da Graça de 2005,
um anno bem singular,
Circe Irinéia foi destravar um trinco,
um Trinco de Porta de Bom Sonhar
que a incomodava sem parar,
um trinco de porta meio infinita,
uma porta bonita,
uma porta esquisita
que ficava em algum lugar,
perdido em algum escondido,
não presumido,
um lugar destemido,
um pouco esquecido,
desvanecido,
desbotado e apagado,
difícil de encontrar.

No Anno da Graça de 2005,
era um 25 de novembro espetacular,
fazia um calor de inquietar,
e Circe Irinéia viu uma porta,
um pouco torta,
uma porta meio infinita,
uma porta bonita,
uma porta esquisita,
e Circe Irinéia quis por ela passar,
pela porta fechada,
bem trancada,
impedindo a um qualquer humano destravar,
momentaneamente,
diferentemente,
casualmente,
impedindo-a de o infinito alcançar,
uma porta bendita
interinfinita
que ficava em algum lugar escondido,
perdido,
esquecido,
um pouco difícil de se encontrar:
um lugar destemido de Bom Sonhar.

No Anno da Graça de 2005,
início de noite de uma sexta-feira sem-par,
uma noite de arrepiar!,
uma noite de luar,
a Lua Cheia no Céu a passear,
fazia um calor de suar,
e o Sagitário Centauro estava a comandar
o horóscopo solar
de Circe Irinéia,
a Pensante Plebéia.

E foi nesse dia,
de muita magia,
de Estrela-Guia,
que a Circe Maria
viu uma porta ondeante
ante seus olhos, brilhante!,
uma porta de espantar!,
de muito sarapintar!,
e, sem pestanejar,
sem imaginar
o provável poder do azar,
a Circe Esquisita
quis por ela passar,
pois era uma porta bendita,
meio interdita,
localizada no cogito infinito do repensar,
e Circe Aquarela
Muito Amarela,
às vezes, Barrela,
de cor simples, singela,
corzinha aguada,
cenrada,
coada,
um tanto decoada,
querendo, animada,
ser Dourad’Afamada,
quis através dela
o outro extremo alcançar,
de certo, airosa!,
garbosa e honrosa,
mui curiosa,
imaginosa,
por ver, ansiosa,
desejosa,
o lado oculto,
jamais estulto!,
do Bom Sonhar.

No Anno da Graça de 2005,
um final de novembro estelar,
naquela noite de arrepiar,
Circe Irinéia viu a Grande Porta Inter-Infinita
do Bello Narrar
flutuar
ante seus olhos do Imaginar,
e quis por ela passar!


II

INVOCAÇÃO A JANO ANCESTRAL
PARA A OBTENÇÃO DE UM NARRAR SEM-IGUAL
GLORIFICADOR DO BRASIL IMORTAL

Naquele Anno da Graça de 2005,
no final de seu transitar,
já era um novembro de um calor de assustar
no Brasil Exemplar,
e Circe Irinéia quis o Mistério alcançar,
mas a Porta Infinita,
uma porta bendita,
muito bonita!,
a impedia de o outro lado mirar.

E foi então que, com sincera intenção,
Circe Irinéia
da Neo-Idéia
o auxílio pediu a um deus bem bonitão,
o deus latino da iniciação,
o Jano Romano de Bom Coração.
E a voz de Circe Irinéia
Pensante Plebéia
ecoou na amplidão:

Oh! Jano Imortal!
Senhor da Chave do Segredo da Porta Central,
localizada no Espaço Sideral
de Matéria Invernal,
separando o Além do Aquém Atual,
permita qu’eu conheça o Mistério Ideal
de quomodo passar per o Grande Portal
e, depois, retornar ao Mundo Vital,
quomodo o fez o Dante, aquele Cantor Maioral
da Idade Média Guerreira, momento medieval,
para qu’eu possa a todos contar
(e, quiçá, encantar!)
as minhas aventuras vividas no Mundo Irreal.

E quomodo fosse um trovejar de canhão
uma voz sonorosa ecoou na amplidão
e Circe Irinéia da Nova Canção,
com muita emoção!,
do deus romano recebeu permissão
para no Mundo da Luz passear com paixão,
além de encontrar no trajeto estelar
alguns mitos de agora e alguns mitos de então
e muitos outros que em breve virão.
E, para que, ela,
singela,
não perdesse o fio do trilho da suprema razão,
permitiu, também,
periódicos retornos ao Mundo Cristão.

Oh! Circe Irinéia!,
perspicaz plebéia!,
pela Porta do Além
e também do Aquém
de Jano Romano do Amor e do Bem
você pode passar
e, depois, retornar!
Não a impedirei de contar
e encantar
o que viu
ou presumiu,
antecipadamente,
muito contente!,
em seu caminhar.
Busque em seus sonhos risonhos,
às vezes, medonhos,
nunca tristonhos!,
o melhor jeito de o narrar formatar
.

Depois do aval
sensacional
do Neo-Guardião de natureza imortal,
Circe Irinéia da Nova Canção,
no final de novembro do anno em questão,
o 2005 de muita tensão,
de políticos maracoteiros de muita armação,
seu pessoal anno sete de contemplação,
com emoção!,
ela destrancou o Trinco do Mistério em Ação,
chamado por muitos de Trinco da Porta da Grande Ascensão,
aquela que dá acesso à Revelação.


III

DEDICATÓRIA AO GOVERNANTE ATUAL
QUE PASSA POR UM MOMENTO RADICAL
EMARANHADO NAS TEIAS DE POLÍTICOS
INTRIGANTES QUE QUEREM SEU MAL

Mas, esta história que quero contar,
por pertencer a um Gênero do Antigo Narrar,
do passado dos gregos e dos romanos de então,
necessita por certo de total proteção,
a proteção de um homem exemplar
e de boa intenção.
E per a razão de meu cogitar,
ao Luís Ignácio do Pernambucano Rincão,
atual Chefe de minha Nação,
fenomenal governante,
Presidente Presente de meu Brasil Triunfante,
a ele, em primeiro lugar,
esta nova estória vou dedicar.
E por ser ele um homem cristão,
nascido e criado em meio ao povão,
pernambucano ou mineiro ou paulista de ação,
quomodo Governante Presente
de meu Chão Resistente,
certamente!,
não se importará
e acredito! permitirá
que, ao meu Povo Brasileiro da Serra e do Mar,
do Oiapoque ao Chuí e do Grande Sertão,
esta dedicatória
com glória
também chegará.

Então, quomodo estava a contar,
esperando que a dedicatória não se perca no ar,
para você, óh! Luís!, e para o meu Povo Exemplar,
e para o povo global que vive a sonhar,
As Aventuras de Circe Irinéia do Insólito Narrar,
uma parenta arredia
de Odisséia Maria,
desejo tramar.

Assim, óh! Luís! Óh! Meu Povo Exemplar!,
naquele novembro da graça de 2005,
uma data para se lembrar,
Circe Irinéia viu um trinco
de Porta Espetacular,
uma Porta esquisita
transinfinita
a flutuar,
uma Porta Bendita,
uma Porta Bonita,
e quis por ela passar.
Entretanto,
que glorioso espanto!,
óh anosa exigência para um Novo Canto!,
para passar
na tal Porta Singular,
uma Invocação diferente,
ao deus do Portal Imponente,
ela foi implorar:
o Jano Romano, um deus milenar.

Naquele anno da graça de 2005,
com o auxílio de Jano Comandante
do Diferente Ausente Neant,
o Chaveiro Inflamante,
o tal precioso Trinco Intrigante
ela pode destrancar.
Mas, antes de iniciar a empreitada
per a Estrada Dourada,
espiralada,
que ficava do Lado de Lá,
a Circe Irinéia
revolveu sua idéia,
buscou a razão
e, com muita emoção!,
a narrativa bonita
que ia sair de sua mente irrestrita,
resolveu que a Bendita
seria ofertada,
com muita florada,
a você, óh! Luís!,
Presidente Presente de minha Nação,
mesmo sabendo, muito atilada,
que uma emboscada danada,
seus inimigos ocultos da outra fachada
estarão preparando, para você, óh! Luís!,
ao longo da estrada,
a distribuir maletões-mensalões
aos amigos e imigos de sua Morada.


IV

A TRAVESSIA SINGULAR

Naquele final de novembro de 2005,
Circe Irinéia da Diferente Idéia,
de alcatéia,
atravessou a tal Porta Inter-Infinita,
a tal Porta Bonita,
e, de lá, ela pode pensar
e repensar
na melhor forma de o narrar formatar,
para, depois, no futuro,
um futuro sem-muro,
com sincero expressar,
as suas aventuras seguras,
ao povo do Brasil Varonil de Belezas-Mil,
de Belezas Sem-Par!,
e aos povos do Mundo Rotundo
Praláde Profundo!
pudesse contar,
e aos netos e netas pudesse encantar.

E foi assim, tim-tim-por-tim-tim,
com pingos nos iis,
sem-firim-sem-fim-fim,
a tal travessia sem-guia,
tão singular!,
travessia sem-par:
Circe Irinéia da Conceptíssima Idéia,
em primeiro lugar,
movimentou, bem discreta!,
a chave correta
com o seu repensar.
Circe Irinéia pensou e repensou,
e a fórmula secreta
da chave e da trave
ela achou.
Para abrir a tal Porta,
por certo! Bendita,
ela necessitou, bem aflita!,
de inventar uma parlação bem bonita.
E esta era a invocação de Circe Esquisita:

Oh! Chave de Ouro de Jano Imortal!
Que vou girar no contrário estelar,
Abre, para mim, o Portal Sem-Igual,
Para qu’eu possa neste meu neo-cantar,
Aventuras viver, numa forma legal,
E, depois, ao meu Mundo Rotundo voltar,
E com certa certeza informal,
Aos Leitores Futuros,
De um Futuro-Sem-Muro
Vou contar e encantar.

E Circe girou a Chave Brilhante
na grande fechadura rangente, instigante,
e ouviu um barulho intrigante
de porta se abrir,
e sem mesmo imaginar o incerto porvir,
a Circe Irinéia da Conceptíssima Idéia
já estava andando imprudente,
mas por certo segura e contente,
por uma tortuosa viela,
sem guia e sem lente!,
praláde escura.

A Circe andava muito enlevada
na estrada escura e espiralada;
ouvia ruídos e sonata estrilada;
caminhava sem ver a beleza buscada,
pois era noite instigante,
de fato brilhante!,
naquela terra sonhada;
mas a Circe sabia que a madrugad’ansiada
estava por vir muitíssimo animada,
e que um’aventura segura
esperava por ela na curva da estrada.


V

E CIRCE SE DEPARA COM A PRIMEIRA AVENTURA

Depois de atravessar o Portal Sem-Igual,
e sair da viela, escura e sem sol,
a Circe foi andando e pensando,
distraída e informal,
pela Estrada de Sonho
de um País Maioral,
um País Bem Risonho
repleto de cores e desenho floral,
um País diferente
de gente influente,
que ficava no Plano Instigante
Insólito e Insano de seu cogitar,
porém, felizmente,
do outro distante,
o Terráqueo Vital,
multicheio de ódio,
transbordante de mal,
sem boa-sorte,
repleto de morte
e constante de azar,
com guerras inflamantes
e disputas constantes
na terra e no ar.

E um clarão se abriu
no céu cor de anil
de madrugad’ansiada
e uma luz magistral
de belez’anormal
iluminou a Estrada
espiralada e alada
de aura irreal,
com efeitos brilhantes
de tela pintada.

A tal Estrada Catita,
InterInfinita,
era uma Estrada Bendita,
e uma Aventura Bonita
esperava pela Circe Irinéia,
a Andante Esquisita,
numa Mata Fechada,
cheiííínha de árvores e muita florada,
com uma paisagem incomum de tonalidade mesclada,
onde os pássaros cantavam
e os animais se amavam
e um tapete de flores cobria a Estrada
com agradáveis odores.
E a luz refletida nos pingos de orvalho,
orvalho da noite que o dia precede,
sobre as folhas tão verdes da Mata Sagrada parecia,
aos olhos de Circe Irinéia DeMente da Idéia,
a outra face persona de Odisséia Maria,
pedrinhas preciosas
em rede, fermosas,
ditosas,
aplicadas nas folhas brilhosas,
airosas,
das flores-amores da chamada ninféia,
e nas árvores singelas,
tão belas,
da flor azaléia;
e caminhando
e cantando,
às vezes chorando,
a Circe Irinéia da DeMente Idéia
se viu bem defronte ao Castelo da Fada Meméia,
ou Vênus Madrinha da Poderosa Via,
a Suprema Consorte do Rei Sol Quirón Malaquia,
o qual, àquela hora do dia,
mineral,
sideral,
estava viajando pelo Espaço Estelar
Sem-Igual,
fermoso e garboso,
com um manto vistoso,
um manto real
costurado em Dakar,
de Yves Laurent Costureiro Famoso,
montado nas costas cheias de magia
de uma Estrela-Guia,
em direção à Montanha Sagrada de Santa Luzia,
acompanhado e escoltado por Joãozinho e Maria,
os meninos andantes da estória-magia,
fugidos que foram da Velha Sandia,
agora, felizes,
sem grades ou crises,
viviam na Estrada
Praláde Dourada,
protegendo os viajores
da razão desertores
de qualquer enrascada,
vivendo os dois, o Joãozinho e a Maria,
de brisa nortada
e muita alegria,
repletos de amores.


VI

SEGUNDA PARTE DA PRIMEIRA AVENTURA

A Circe, feliz,
se viu na entrada do Castelo
Tão Belo
da Rainha-Fada,
a Fada-Madrinha,
a Idéia Luzia de Cabeça Enfeitada
com lacinhos de fita prateada e rosada,
a Madrinha Boazinha, um tanto avoada,
mas que, com maternal afeto
e ralhar discreto,
protegia a afilhada
perdida na Estrada
de qualquer enrascada,
oferecendo-lhe guarida pedida
e café com torrada,
além do conforto de uma tranqüila madrugada,
dormindo ao som da canção inspirada
de Roberto Cantor de Idade Avançada,
cantando, tão terno!, a música sagrada,
transbordando emoções na voz afinada,
e que saía do rádio que ficava na entrada
do Castelo Tão Belo de Aparência Dourada,
e se espalhava alada
em cantochona toada,
dolente e baixinha, a ninar a afilhada,
para um outro dia feliz de manhã animada,
com aventuras-mil ao longo da Estrada.

E a Circe se viu ali tão cansada!,
pois caminhara flutuando
naquela mágica estrada,
mágica estrada de noite cerrada,
que as mãos da Rainha beijou, encantada!,
pois, por certo!, sabia que um teto teria,
da madrugada pro dia,
e, depois, na Estrada da Insólita Passada,
a andar estaria,
feliz e enlevada
e um tantinho avoada,
do racional inclemente,
das guerras tenebrosas
e dos maldizentes,
influentes,
bem afastada.

E a madrugada, por certo!,
no Castelo deserto,
foi diferente.
Os ruídos da noite se tornaram embalantes
na dormideira dormente
de sonhos gigantes,
e a Circe Irinéia flutuava em seu sono,
duplamente sonhando com aventuras sem dono,
estórias saídas de embornal virginal,
sem uma gota sequer de influência fatal,
pois seus sonhos estranhos,
muitas vezes medonhos,
não saíam, jamais!, da forma vital.

Aquele, insistente!,
que aquel’hora ausente
povoava sua mente,
era, por certo!, bem diferente.
A Circe caminhava,
de novo na Estrada,
à procura do Nada,
tão diferente do Tudo que agita a moçada.
Estava ela na Estrada,
Estrada Sonhada,
a procurar o tal Nada,
repleto que era de palavra cifrada,
quando, de repente,
bem à sua frente
apareceu, simplesmente,
uma figura engraçada.
Era o Sapim Querubim da Princesa Rosada,
pedindo a Circe Irinéia, com voz embargada,
que o livrasse depressa, num zás-trás de nortada,
da magia vazia da Bruxa Malvada,
que o transformara num sapo de beira-de-estrada,
tão longe dos seus, também da Amada,
sem a coroa de Príncipe e sem Propriedade Selada.


VII

TERCEIRA PARTE DA PRIMEIRA AVENTURA

O Principim Coroado
da Principesa Rosada
fora amaldiçoado
pela Bruxa Malvada
e obrigado, coitado!,
quomodo ordinário Sapim Arruinado,
sem secretário-soldado,
soldado animado,
a perambular pela Estrada,
esmolambado,
a sonhar com a Amada,
no Castelinho da Fera, com certeza!, trancada.

A Bruxazinha Malvada,
muito apaixonada,
apaixonada que estava pelo Principesco Fermoso
da Estoriazinha de Fada,
não quis aceitar o desamor sem valor
e o horror multicor
do Principim Querubim de Facezinha Corada.
E transformou seu Amor,
o Príncipe Senhor da Florestazinha Encantada!,
num Sapim Bem Feim de Beirada de Estrada,
a coaxar tristemente
cantiga dolente
de almazinha penada,
e a vagar sem destino,
um peregrino girino
em total desatino
a buscar sua Amada.

O Príncipe amava
a Princesinha Donzela,
que, longe, habitava
o Castelinho da Fera.
E a Fera guardava
a Portazinha de Entrada,
a mando da Bruxazinha da Estória Contada,
prisioneira que era
de terrível cilada,
cilada atilada
bem preparada
com feitiçaria falada,
bem declamada
e muito ensaiada
pela Bruxazinha Malvada.
E a Bella suspirava
cantava e encantava,
por certo enlevada,
pensando em seu Bello
a cavalgar pela Estrada,
no Jardim do Castelo
da Ferazinha Amansada,
sem saber que o Amadim
estava enroladim
nas mandingas inimigas
de horrendas parlendas
da Bruxazinha Malvada.

E a aventura da Circe,
nesta sonolência engraçada,
consistia em beijar
o Feioso Sapim da Beira da Estrada.
Ela beijou o Sapinho,
com mui amor e carinho,
transformando o Sagaz
em um Bello Rapaz.
Depois, caminharam,
cantando e dançando,
e os dias passaram,
e as noites voaram,
e a Circe Irinéia no sonho vagando.
E a Circe, sonhando!
Depois, em seu sonho, duplamente sem-fim!,
bem bonitim, sem-firim-sem-fim-fim,
com muito festim!,
a Circe enviou o Principe Sapim,
em um zás-trás de nortada!,
ventarola dourada,
para os braços gentis da Princesa Rosada,
que, há muuuito!, esperava
o Príncipe Valente da Estória de Fada,
para tirá-la, com glória,
da tal velha estória,
muito contente!,
livrando-a, assim, das garras inglórias
da Fera Demente.

Foi este o desfecho d’aventura sonhada.
Aventura no sonho da Circe Afamada,
que dormia, singela!, por certo! encantada!,
no Castelo Tão Bello da Rainha-Fada,
a Vênus Madrinha do Narrar Enrolado,
ouvindo os ruídos que a embalavam
e ninavam
na madrugada dourada,
no plano pomposo do Ativado Repouso,
transbordante de signos e muito animado.


VIII

E CIRCE SE LEVANTA PARA O CAFÉ DA MANHÃ

Depois do instigante sonho,
sonho reanimado no diferente Sonhado,
com o Sapinho Feioso,
anteriormente, Fermoso,
um Príncipe muito Valente;
no Glorioso Passado,
um Príncipe Praláde de Influente,
um destemido, um ousado
que fora amaldiçoado
por uma Bruxa Demente,
por ver seu amor recusado,
a Circe se pôs a pensar,
remexendo o cogitar:
por que a estória de fada,
de seu tempo de criança,
entrou, sem pedir licença,
com pressa e sem detença,
na sua primeira aventura
de um Sonho de Incomum Andança,
após a incrível loucura
pelo Portal Sem-Igual?
E repetindo a questão,
por certo!, bem insistente,
a Circe, com lentidão,
foi refazendo o refrão:
Por que a história do Sapo
foi a sua primeir’aventura,
depois da incomum passada
pelo Portal Sem-Cesura?,
perguntou-se intensamente
a Circe Remotivada,
repleta de suave ternura
e muito et cetera e tal.
E com os pensamentos rolando
em sua mente ativada,
a Circe se levantou
daquela caminh’alada,
cedida, com muito agrado,
por Vênus Madrinha Fada
e a manhã a saudou, com louvor,
naquela Terra Sonhada,
e o Carro de Apolo Cantor
já passava em disparada
pelos domínios do Quirão,
um Rei forte e bonitão!,
o Fermoso Malaquia,
marido da Rainha-Fada,
a Idéia Lúcia Luzia
da Longa Cabeleir’Alada,
uma cabeleira indomada,
com lacinhos, muit’ornada!,
lacinhos bem bonitinhos
de fitinha prateada,
que àquela hora do dia,
o Fermoso Malaquia,
montado em uma Estrela-Guia,
viajava para o Norte,
conduzindo um rebanho de nuvens de alto porte,
umas nuvenzinhas brilhantes,
branquinhas, reverberantes,
em direção ao Santo Monte
avistado no horizonte,
o Monte de Santa Luzia,
local de antiga confraria da dita Fada Consorte,
a Vênus Idéia Luzia
da Santa Luzia afilhada,
ou Idéia Lúcia Maria de Cabeça Coroada.

Por que a Estória Simplória
do Príncipe tão Bello e tão Guapo,
que fora amaldiçoado pela Bruxa do Cerrado,
que o transformara em um Sapo
que jamais seri’amado,
se o mesmo não fosse beijado
por sua Princes’Amada,
aquela qu’estava trancada,
trancada e bem vigiada
por grande e terrível Fera,
no Palácio da Quimera,
fora a primeira aventura,
aventura bem segura,
de sua nova caminhada?,
perguntou-se a Circe Alada,
três vezes!, remotivada,
depois da grande passada
pela Portaria Sonhada,
graças ao aval imortal
de Jano Patulcial
Demiurgo do Portal.


IX

E CIRCE SE DEPARA COM A SEGUNDA AVENTURA

E sem resposta condizente
para uma pergunta real,
a Circe se levantou, diligente,
daquela caminh’astral,
tratou de escovar os dentes
com dentifrício bucal,
despiu-se da camisola florida,
a promotora querida
de sonho transcendental,
e se lavou, bem contente,
com sabonete floral
transparente,
na banheira de água quente
do Palácio divinal
de sua madrinha influente,
a Vênus Fenomenal,
vestiu novas vestes de sonhos
de natureza irreal,
sonhos dentro de sonhos
em sentido vertical,
pois estava, certamente,
longe do plano vital,
o da massa consistente
de exigência formal,
do tempo que vai passando
numa linha horizontal,
e os humanos, todos, levando
para um momento final,
sem sonhos, sem esperança
de vida com muita bonança
e sem Paz Universal.

E com os signos rolando
em seu repouso ativado,
a Circe foi caminhando
ao longo de um corredor brilhante,
corredor todo enfeitado,
para o café confortante,
que fora bem preparado
pelo Cozinheiro Gigante
do Castelinho da Fada,
aquela Vênus-Madrinha
do princípio da jornada,
que a abrigara com desvelo
de Mãe Muito Preocupada
com o bem-estar da Filhinha
em sua Nova Passada.

A mesa do desjejum
— com iguaria incomum —
estava bem arrumada
e numa sala iluminada
esperando pela Circe
De Mente Revigorada
para a Dita Caminhada.

A mesa estava repleta
de iguarias de Fada:
docinhos do céu dançavam
uma influente toada,
e alguns pãezinhos-de-mel
recebiam a convidada,
o cafezinho pretinho
e a saborosa coalhada
reverenciavam a Circezinha,
agora muito animada,
desejosa de um café
que a tornasse vigorada,
para andar em linha reta
em sua seguinte jornada.

E foi, ali, bem ali,
na salazinha incomum
da Magnífica Pousada,
saleta de desjejum,
muito bella e abastada,
em uma manhã mui dourada,
pelo Sol iluminada,
com os seus raios ígneos de ouro
entrando pela sacada,
ofertando aos protegidos
de Mentis Revigorada
um precioso tesoiro
de palavras nomeadas,
que surgiam e ressurgiam,
quomodo movente estoiro
de oitocentas boiadas,
que a Circe Irinéia Maria
da Gloriosa Passada,
a Vagamundos Sem-Guia,
a Viajante’Atilada,
e para não perder a costura
desta narrativa enrolada,
foi bem ali, bem segura!,
que a Circe da Port’Alada
viu uma estranha criatura,
e se deparou, abismada!,
com a sua Segund’Aventura.


X

A SEGUNDA AVENTURA DE CIRCE

E Circe se deparou
com a sua Segund’Aventura,
pois, em um cantinho da sala,
carregando grande mala,
estava uma estranha criatura,
dizendo, a já predita figura,
que a mala era dela,
da Circe Multi’ Aquarela,
mandada, com mui ternura
e também com muito amor,
por seu Senhor Protector,
o Jano Multi’Esplendor,
um deus fenomenal,
deveras sensacional,
o qual enviava nela,
à Circe Multicolor
ou Circe Muito Singela,
u’a maleta real,
com letras de autêntico valor
provindas de Portugal,
e juntamente com ela,
a tal maleta’esplendor,
o Jano Patulcial
do Grandioso Portal,
enviava à Circezinh’Aquarela
afeto incondicional.

A estranha criatura
saíra do plano considerado real
das Estórias ditas de Fadas
do Sonho em Espiral,
pois a Circe Fermosura
andava, muito bem segura,
no Imaginário-Em-Aberto,
em sua segunda aventura,
fenomenal e irreal,
na Estrada tortuosa,
considerada enganosa,
mas, por certo!, gloriosa!,
do Mundo dito Anormal,
onde alguns duendes famosos
a espreitavam, curiosos,
e, entre si, dialogavam,
todos eles ansiosos
por um dedinho de prosa
com a Circezinha Fermosa,
a protegida querida
do Jano Muito Influente,
o demiurgo do Portal,
aquele Portal diferente
que separa a humanidade
repleta de racionalidade
do Mundo Extra-Vital.

Entretanto e entre tanto,
para não perder o fio
desta narrativa irreal,
o preclaro desafio
deste cantar matinal
é para dizer que em um cantinho
daquela salet’astral,
um pouquinho escondidinho,
estava uma figurinha,
o anãozinho Ruivinho
da Princesinha Clarinha
da Estória Mundial,
aquela estória singela
da Fada-Bruxa Magrela,
uma Bruxa cheia de mal,
que mandou a enteada
para a Floresta’Encantada,
para ficar, a Malvada,
com o Reino da Nomeada,
enquanto a menina inocente,
sozinha e abandonada,
mas, com certeza!, Valente,
vagava em Mato’Inclemente,
sem apoio, sem pousada.

No entanto, a Fada-Madrinha
da gentil menininha
enviou-lhe os anõezinhos,
os miudinhos bonzinhos,
quomodo bons protectores,
livrando-a de dissabores,
ao longo da caminhada
na Florestazinha’Encantada,
e que, no final dos horrores
e da maldad’inventada,
estaria com seu Príncipe
muito’amada e bem casada.

E eis que um dos tais anões
da tal Estoriazinha de Fada
estava, no tal momento
do desjejum da Circezinh’Atilada,
carregando a grande mala
de Jano Janiculento,
o demiurgo do alento
para Nova Caminhada,
e dizendo à Circe Bella
que a mala era dela,
repleta de amor e vento.


XI

SEGUNDA PARTE DA SEGUNDA AVENTURA DE CIRCE

A Circezinh’Aquarela,
às vezes de cor singela,
agradeceu o presente,
o presente diferente
de Jano Janiculente
(a cidade de Janícula,
do antigo Bell’Ocidente,
de uma região bell vinícola
da Itália Florescente,
foi fundada pelo Jano,
um deus do altar romano,
nos idos de antigamente)
e convidou o Ruivinho,
aquele gentil anãozinho,
para o café matinal,
que já estava bem servido
em mesa monumental
pelo garçom preferido
de sua Madrinha’Astral,
a Vênus do Longo Vestido
Esvoaçante Floral,
que desde o seis de novembro
do Astral Ocidental
(no anno 2005 intrigante
de politiqueiro imoral,
politiqueiro implicante
sem um pingo de moral,
cheio de inveja’inflamante
do aplaudido Comandante
que, no momento, comanda
este Brasilzão Imperante
Sul América Tropical),
o ano vigésimo quinto
do ciclo solar atual,
da Lua Novidadeira
quomodo regente anual,
estava a visitar, a Faceira,
na Terra Sul Ocidental
de Beleza Sem-Igual
(o dito Brasil Maioral),
a Casa de Valor Real
de Capricórnio Influente,
um signo bem racional,
mas que, de vez em quando, a Vidente,
a Lua Cheia Sazonal,
por ser deusa influente,
se metamorfoseia diligente,
sendo vista, incontinenti,
no seu Palácio Real,
que fica além do Gran Monte,
Monte de Belo Horizonte,
separando no Bifronte
o Plano Vital do Irreal.

Mas, continuando a aventura,
a estranha criatura
aceitou lanchar com a Bella,
chamada Circ’Isabella,
às vezes Circ’Irinéia
da Prodigiosa Idéia,
idéia além do normal,
que a instigava a viajar
nos Grandiosos Sonhos
do Plano Fenomenal,
sonhos muito risonhos,
distantes do seu real,
o perigoso Mundinho,
Realidade Global,
o Terráqueo Miudinho
do Espaço Sideral,
que seria Bonitinho
e cheio de Seiva Vital,
se não fosse um Inferninho
Repleto de Guerra e Mal,
e se alguns Governantes Atuantes
de Países Maiorais
não propagassem, incessantes!,
as labaredas fatais,
o fogo de guerras quentes,
que mata povos inocentes
em confrontos desiguais,
por incompetências regentes
de tiranias ilegais,
as quais vão levando à frente
as suas ambições tão fatais.

E a segund’aventura
de Circe Muito Louçã
foi lanchar com a criatura,
a tal criatur’anã,
saída das páginas sem censuras
dos Contos de Mil Finais
para o cordel de belezuras
de uma simples cidadã,
nascida nas Minas Gerais,
que, naquela bell manhã,
repleta da magia vazia
provinda dos ancestrais,
encaminhou a Circezinha
para um lanche sem-igual,
ao lado do anãozinho
da História Universal
de Natureza Imortal.


XII

TERCEIRA PARTE DA SEGUNDA AVENTURA DE CIRCE

E ocorreram fatos estranhos
ao longo da tal jornada,
pois muitos duendes risonhos,
saídos de bellos sonhos,
vieram cumprimentar e enlevar
a dita homenageada,
trazendo potes de mel
de uma Fazenda Encantada,
os súditos do tal anão
que sorria, bonachão!,
e tonéis de leite puro,
provindos do Sítio Seguro,
leite da vacaria
da tal Fazenda em questão,
cujo dono, lh’asseguro!,
era o Jano da Portada,
ou Jano Paltuciano,
o demiurgo romano,
um rico italiano
de linhagem abastada.

Mas outros fatos ocorreram
ao longo da matinada,
pois eles se colocaram ao lado
da honrada convidada
para o lanche da manhã,
na longa mesinha da fada,
daquela fada-madrinha
do princípio da jornada,
felizes ao lado da Bella,
a dita Circe Isabella
que atravessara a Portada
e fora caminhar imprudente
no setor tão diferente
daquela Estradinh’Alada
e avistara o Castelinho
da vistosa Rainha-Fada,
a Idéia Luzidia
ou Vênus Lúcia Luzia
da Vestimenta Dourada,
e entrou num sonho lindo,
por certo! muito bem-vindo!,
onde príncipes e anões
de reinos além do Nada
saiam dos sacolões
da Matéria Encantada
para o lanche da manhã
de uma brasileir’atilada,
que resolvera caminhar
em Estrada Interditada.

E os duendes se sentaram
junto de Circe Irinéia,
para o café matinal
de fartura sem-igual,
repleto de pãozinho e geléia
de sabor fenomenal,
mas, antes do ritual,
em agradecimento, rezaram
uma oração divinal,
pedindo ao Deus Principal,
além de grande proteção,
muita saúde eternal,
e um dinheirim suadim
para a comprinha do sal.

E outros fatos ocorreram
na manhã ensolarada,
pois na tal mesa, brilhantes,
repleta de café com torrada,
viam-se pares interessantes
de casadinhos dançantes
feitos de mel e cocada
e uma revoada engraçada
de leves beijinhos-de-coco,
intrigantes,
arruaceiros inflamantes,
buscando sem muito esforço
o estômago da Circ’Alada
e outros quitutes divinos
a tentar a convidada,
e chás preciosos da Índia
e do Ceilão Mui Encantado
se exibiam para a Circe
em forma de procissão,
e os bules lá da Bohêmia
ferviam de agitação,
em volteios sensuais
e muita animação,
e os queijos de Minas Gerais
e outras delícias tais
a compor a animação,
e o cozinheiro faceiro
do Castelinho Encantado
fazendo vênia per a Circe,
que estava, há muitos dias,
em um regime forçado,
e, entre tantas iguarias,
a pobre só beliscou
um naco de queijo assado.


XIII

O INÍCIO DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE

Uma Terceira Aventura,
com certeza! bem segura!,
estava por acontecer.
Depois do café matinal,
certamente! sem-igual!,
no tal bello amanhecer,
a Circe se pôs a pensar,
remexendo o cogitar:
por que os sonhos risonhos
com fadas e duendes estranhos
vinham sempre balançar
o seu ser
e o seu pensar,
se o seu tempo de menina
esperta e muito traquina
longe estava em seu viver?

E para matar a charada,
com certeza! bem armada!
no Plano do Bem Dizer,
a Circe Irinéia Maria
da Ditosa Fantasia
retomou a alegria
e foi andando enlevada
no Plano do Redizer
e a Imensurável Passada
pelo Portal da Estrad’Alada
ela se viu a reviver,
pois estava em uma Estrada,
insólita e espiralada,
depois de passar, com glória!,
pela divina Portada
do Jano da Velha História
lá de Roma Abençoada
naquela anosa Vitória.
E com certa incomum certeza!,
e com uma incerta realeza,
reviveria com grandeza
a sua Grande Passada,
da Infância da Beleza
até Idade Avançada.
E, repensando a questão,
a Circe da Contramão
despediu-se da Rainha,
a Vênus Lúcia Madrinha,
que no momento do Evento
habitava o Convento
de Capricórnio Ermitão,
mas que em breve passaria
per a Maison d’Alegria
de Aquário Bonitão.

E a Circe se despediu
de sua Fada-Madrinha,
a Vênus Idéia Rainha,
e dos anõezinhos bonzinhos,
do Cozinheiro Faceiro,
dos Bailarinos Casadinhos,
dos Dançarinos Docinhos,
e também dos figurantes,
todos eles inflamantes!,
de anteriores aventuras,
por certo! muito seguras!,
por Terras de Altas Serras,
de Grandes Quimeras-Feras,
de Princesinhas Lindinhas
e Princepinhos-Sapinhos,
e Duendes de montão,
e partiu, quomodo se viu!,
pera tal Terceir’Aventura
que a esperava, segura!,
na Curva da Solidão,
da Solidão Implicante
que parara um instante
no Trajeto Vigorante
de uma Estrada de Sertão,
Sertão de Minas Gerais,
Estado Federativo,
muito rico e mui festivo,
de belezas naturais,
do meu Brasil Campeão,
um Brasil ensolarado
no Globo localizado,
muitíssimo abençoado,
repleto de animação,
e, para não perder o fio
deste parágrafo vazio,
repito aqui neste tril,
e setenta e sete vezes mil:
este chão idolatrado
acolheu, com muito agrado!,
a Circe do Tal Portão,
além de ser o Solo’Amado,
muito rico!, disputado
por mais de uma Nação
do Mundo Globalizado
repleto de confusão,
este Brasil Glorificado,
per Deus do Céu estimado!,
no Mundo inteiro, exaltado!,
na França, homenageado!,
é o Chão Sacralizado
desta narradora em questão.


XIV

A SEGUNDA PARTE DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE

Mas retomando o neo-narrado,
a Circe do Passo’Alado
saiu do Castelo Bello
de sua Fada Madrinha,
mas, antes da caminhada,
olhou a Folha Sagrada,
aquelazinha que continha
os dias do mês astral,
para saber a datazinha
de seu caminhar sem-igual,
e viu, a Circe Irinéia
da Prodigiosa Idéia,
que, enquanto a mente vagara,
o dezembro já chegara.

E a Circe saiu do Castelo,
o tal Castelo Mui Bello
de sua Fada Madrinha,
mas antes olhou a Folhinha
para saber a datazinha
de seu incomum caminhar,
e viu, a Circe Jussara
do Prodigioso Andar,
que o novembro já passara
e, enquanto sonhando andava
e sua mente já vagava
per a imensidão divinal,
o dezembro já chegara
com as Festas de Natal.

Então, a Circe Andarilha,
uma Mulher-Maravilha
do imenso Brasil Varonil,
lembrou-se de Jano Imperante,
o Chaveiro Importante
do tal Portão Senhoril,
que em resposta à Invocação
do início da Canção
lhe permitira o passar
per o lado do Sonhar,
e que ela poderia,
graças à velha magia
dos Romanos de Além-Mar,
andar por Terras Risonhas
e também per as Estranhas,
e que, por ali, andaria,
sem direção e sem-guia,
mui feliz a passear,
e com certa certeza pia
a sonhar e a meditar,
e quando quisesse e pudesse,
a Circe Irinéia Maria,
a viajante sem-guia,
ao Mundo Real voltaria
e a todos os seus contaria
estórias de encantar.

E repensando o Global,
ou Planeta Terra ou Terral,
repleto de vício e mal,
mas com um lugar bem legal,
lugar do bem e do amém!
considerado integral,
o meu Brasil Maioral,
a Circe Maria Irinéia
da Conceptíssima Idéia
entendeu e compreendeu
o trajeto-incerto correto
de seu novíssimo neo-jogral:
pelo espaço estelar andaria,
infelizmente sem guia,
sem o guia extra-vital
da antiga confraria
do narrador imortal,
sonhando estórias de magia,
com redundâncias vazias
e muito et cetera e tal,
mas com certa certeza teria,
a Circe Irinéia Maria,
de retornar, com maestria!,
uma vez ou outra por dia,
ou mês, ou ano atual,
que seja seu momento legal,
para assistir às ocorrências reais
e outras sentenças tais
de nosso Grande Terral,
onde guerras imensas, terríveis!,
e gran-maldades, incríveis!,
pré-conceitos infelizes,
sem regras, sem diretrizes,
vão derrubando e arrasando
as Cidades Maiorais
e as Anosas Vilas Legais,
além da destruição
do Oriente-Médio Antigão
e seu povo fenomenal
e de tod’azaração
que acontece de montão
no nosso Imenso Pombal.


XV

A TERCEIRA PARTE DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE

E a Circe Irinéia
da tal Neo-Idéia
retornou com louvor
da Imaginação Com Ação,
para uma aventura segura
no Mundo Cristão.
E então? Por que não?
Era Noite de Natal
no Brasil Maioral,
e o brasileiro-cristão
fazend’oração,
e as Forças do Mal
do Mundo Vital
querendo manchar
a pureza sem-par
do nosso Local,
e a Circe Irinéia
da Nova Canção
foi reverenciar
o Deus-Menino da gênese de Abraão,
o Deus do Segundo Milênio,
aquele de então,
o vigésimo da Girândola
que controla a Imensidão,
o Jesus Cristo Menino,
o Porta-Voz Interino
da Nova Anunciação,
quomodo manda o ensino
do Cristianismo Latino
da Atual Tradição.

E, ali, na Igreja iluminada,
com velas de cera singelas
e Luz Elétrica Dourada,
que saía abrilhantada
de mil e tantos bocais,
a Circe da Port’Alada,
muitíssimo emocionada,
repleta de adoração,
rezou per seus ancestrais,
os seus parentes vitais,
os consangüíneos legais,
os quais e et ceteras e tais,
respeitando e aceitando
as forças gran divinais,
há muito!, já tinham partido
para as Regiões Eternais,
levando o sentimento doído
e o choro doloroso sentido
de seus parente-iguais,
aqueles que, na roda da vida,
já sabiam que a partida
para o Etéreo Eternal
já era processo firmado
em Testamento assinado
per Deus Pai Celestial.

E Circe Irinéia da Prodigiosa Idéia
invocou os ancestrais sem-iguais
que, há muito!, se trasladaram
para as regiões eternais,
regiões bem guardadas
per os Santos Imortais
e per os Anjos e Arcanjos
das Esferas Divinais,
pedindo aos ditos parentes
que rogassem ao Deus-Menino,
Aquele Filho Divino
de nosso Deus Principal,
paz e luz influentes,
muita fartura e sementes
e alegrias permanentes
para o Brasil Maioral.

Rezando per o Brasil,
a Circe Irinéia viu
um estranho ser ao seu lado,
com uma túnica cor de anil
e um longo manto dourado,
na brônzea tez ele trazia
um cristal brilhante incrustado,
e nos ágeis pezinhos se viam
os coturnos do passado,
e quomodo o arrulhar da cotovia,
num baixo tom compassado,
a sua voz se diluía
naquele espaço sagrado,
dizendo à Circe Maria,
que abismada tremia
com a emoção do pasmado,
que a sua reza sadia chegara
com alegria
em ouvido consagrado,
e, dali em diante, ela veria
o progresso, a calmaria,
a paz e a alegria
em sua Nação muito’amada,
e que em breve o Brasil seria
uma Terrona aclamada,
em cada canto e recanto
da Terra Globalizada,
e que a Europa vestiria
as cores de nossa Bandeira’Amada,
e que a França aplaudiria
a nossa Pátria’Adorada.


XVI

A QUARTA PARTE DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE

A Circe, muito’enlevada!,
ficou um tempão sem ação
diante da figura dourada
que estava ali de plantão,
dentro da Igreja Sagrada,
atendendo a multidão
(de fiéis) que se ajoelhava
pedindo aos Céus proteção,
pois a fera maldade’alada,
há muuuito! já circundava
o nosso rico Rincão
(Governanças já passadas
dilapidaram a Nação),
e o Governante Atual
do anno 2005 Astral,
cheio de boa intenção,
estava a se debater pra valer
no foetento lamaçal,
no lamaçal imoral
de antiga corrupção
de politiqueiro boçal
repleto de armação,
de pseudo’amigos’inimigos,
companheiros invejosos
de seu carisma invulgar,
os quais com intrigas enrustidas
e ações controvertidas
estavam a tripudiar
das sinceras intenções
e das honestas ambições
do Governo Popular,
pois os políticos maracoteiros
não queriam perder seus poleiros
e muito menos seus dinheiros
(dinheirão irregular),
e uma’armadilha gigante,
contra o Governo’Atuante,
estavam todos a armar,
sem saber que a massa errante
da pobreza imperante
nele estava a acreditar,
e que a tal armadilha ultra-milha
iria se perder no ar,
e que as intrigas inimigas
não o iriam derrubar.

E a Circe então perguntou
àquele estranho senhor
da Era Medieval,
uma Era diferente de nossa Era Atual,
o seu nome de valor,
para que pudesse, com louvor!,
agradecer o presente,
e com palavras de amor,
num futuro redentor,
contar para toda a gente
que uma aventura legal
buscou-lhe, na Catedral
de Jesus Cristo Inocente,
em um dia festival
em que o Brasileiro Sofrido
e até o Rico Instruído
do dito Mundo Global
celebram, com devoção!,
o nascimento de Cristo
da Salvação Imortal,
e que o Calendário Neo-Santo
de nosso Tempo Atual,
um Tempo mui influente,
por certo!, fenomenal!,
assinala a Data Santa
quomodo Dia de Natal,
e todos festejam e louvam
o nascimento mortal
do Filho Sensacional
de nosso Deus Sem-Igual,
aquele que veio ao Mundo
em um Passado Profundo,
diferente do Ideal
do Antigo Grego Influente
e do Romano Inclemente
de Ferocidade Animal,
e deu a sua Vida divina
e a sua Luz interina
em troca da salvação
de seu humaníssimo irmão,
para que o Ser Humano pudesse,
com regras e muita prece,
alcançar e desfrutar
de uma vida imortal,
repleta de santas benesses,
depois do Juízo Final;
e respondeu-lhe o tal senhor,
em meio a uma aura irreal:
“
O meu nome é Protector
do Trono Celestial,
sou o primeiro viajor
da Era Medieval
que por aqui aportou
antes de Pedro Álvares Cabral
.”


XVII

CONCLUSÃO DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE

Contemplando a imensidão
de devotos do único Deus de Abraão,
os quais reverenciavam
o Filho de Deus, Irmão
dos sofredores ignotos
que vêm ao Mundo Cristão,
cujas vozes se elevavam
(e a todos emocionavam)
pedindo aos Céus proteção,
a Circe se viu sonhando
com um Brasil’Constelação,
uma Supremacia Sadia,
Honrosa e muito Envolvente,
levando pra toda gente
alegria e mansidão,
mostrando ao tal Mundo Fatal,
o 2005 Final
do Século XXI Guerreiro,
momento de muita armação,
que, além do lucro e dinheiro,
vale mais um Hospitaleiro,
equilibrado e altaneiro,
um seguidor influente
das regras do coração.

Os antigos ancestrais
de Circe da Andação,
todos de Minas Gerais,
um Estado do meu Rincão,
estavam ao lado da Bella,
numa longa procissão,
pedindo juntinho a ela
proteção per a Nação,
rogando ao Jesus Menino
muito pão e devoção
para os humildes brasileiros
deste meu rico Rincão,
e aos ricos milhardeiros
(aqueles que não abrem a mão)
um pouco de seus dinheiros
doados com o coração;
e todos cantavam um hino
de sublime invocação,
agradando ao Deus-Menino
que encantado sorria,
ao lado de São José,
repleto de muita fé,
e de sua Mãe Virgem Maria,
enviando ao Infinito,
Morada do Ser Bendito,
perene contemplação.
E todos reverenciavam
e louvavam a Jesus Menino,
nascido quomodo humano,
em um período grã insano
da Antiga Civilização,
mas Filho de um Ser Divino,
o Deus do Povo de Abraão.

E o Protector, encantado,
sorria para a multidão,
pois se sentia bem-amado
naquele Mundo Cristão.
E, abençoando a platéia,
olhou para a Circe Irinéia,
que continuava a sonhar,
e disse-lhe baixinho no ouvido
que o seu emocionado pedido
iria a Deus agradar,
e que Ele, com certeza!,
não Se iria incomodar
com suas Aventuras Seguras
no Reino do Bom Sonhar,
e que a proteção permanente
de Jano Janiculente
do Antigo e Velho Narrar,
um deus muito influente
de um Passado Milenar,
não ofendia ao Divinal
de Parecer Imortal,
uma vez que fora Ele,
desde o tempo de Adão,
que criara a Terra inteira,
do início até então,
e que, de qualquer maneira,
tudo o que existe e consiste
no Grande e Velho Mundão,
sejam deuses ou ilusão,
a verdade verdadeira
ou muita superstição,
tudo isso e muito mais,
seja pagão ou cristão,
fora moldado e formado
per Sua Divina Mão;
e que ela, a Circe Maria,
a Vagamundo Sem-Guia,
a viajar poderia
no Mundo da Invenção.


XVIII

E CIRCE REPASSA PER O GRANDE PORTÃO

Enquanto a Circe sonhava
com um Grã Brasil Cordial,
livre dos aventureiros
de formação imoral,
o Protector se afastava
da Imensa Catedral
para levar ao Deus Supremo
de nossa crença atual
(aceito pelos romanos na Era Medieval)
os pedidos dos fiéis naquele Dia de Natal.

Mas, enquanto a Circe’ansiava
por um Brasil Maioral,
o seu humano ser foi saindo
daquela Santa Catedral
e uma forma etérea assumindo,
em forma de corpo astral,
levando-a, quomodo fingindo,
até ao Grandioso Portal
de Jano Janiculindo,
o deus transitorial,
o que separa o Passado Findo
do Futuro Sem Final,
pois o seu mês já vinha vindo,
depois das Festas de Natal,
o janeiro onzeneiro
do romano atemporal,
mês dedicado ao Padroeiro
Jano do Grande Portal,
mês do passo primeiro
para um anno sem-igual,
o 2006 Aguadeiro
de um Novo Milênio Astral,
o de Aquário Aventureiro
da Esfera Universal,
do cantar avanguardeiro
ou do prazer pessoal
para a Circe do Luzeiro,
o que ilumina o Portal,
pois com eiro ou sem beiro
o caminhar é legal,
é um passo alvissareiro
na busca do Irreal,
é o empreendimento primeiro
para um cantar sem-igual,
e mesmo que o cantar altaneiro
não agrade ao pessoal,
à elite do dinheiro
e do saber imperial,
a Circe do Mês de Janeiro
de Nossa Era Atual,
um novo tempo guerreiro,
mas de guerrilha imoral,
guerrilha de embusteiro
sem apoio nacional
(e depois do final festeiro
do 2006 corriqueiro
da Nova Etapa Anual),
escreverá um livro inteiro
no idioma brasileiro
contando, ao Mundo Não-Guerreiro
do Futuro Alvissareiro,
o que viu e o que ouviu
no Mundo Não-Funcional,
sobre este momento cruento
repleto de sombra e mal,
o Tempo Veloz Passageiro
do Relógio Horizontal,
enquanto andava sorrindo
no Plano, por certo! lindo!,
do Mundo Extra-Vital,
conhecido per alguns
quomodo Duração Vertical,
guardado e monitorado
pelo Glorioso Porteiro
da Ambivalência Imortal,
o Jano do Mês Primeiro
da Nova Folhinha Astral.

E a Circe repassou novamente,
tão feliz e tão contente!,
pelo Portão Principal
de Jano Janiculente
da Transição Temporal,
desde o nascimento inocente
até ao momento final,
com a memória consciente
de que o 2006 exigente
seria um grande anno, sem-igual!,
pois lhe traria a semente
de uma quarta’aventura’influente,
já escrita em sua mente
desde o 2005 Final,
pois o 2006 Inclemente
seria o anno ideal
para o Brasileiro Altaneiro
fazer em seu Grande Poleiro
uma faxina geral.


XIX

NAS BEIRADAS DA QUARTA AVENTURA DE CIRCE

E a Circe do Brasil Cordial
repassou, bem contente!,
pelo poderoso Portal
de Jano Janiculente,
aquele deus maioral
do Anoso Bell’Ocidente,
o Guardião do Portal
dos idos de antigamente,
o Grande Portal Sem-Igual,
o tal Portal imponente,
que separa, fantasmal,
o Passado do Presente,
o da passagem legal
par’um novo canto-semente
de natureza legal,
mui certamente influente!,
um cantar inicial,
quomodo o cantar potente
do Algonquial Imortal
de uma Era Inconsciente.

E com a permissão importante
do Chaveiro do Presente,
o tal Jano Imperante
dos romanos de antigamente,
a Neo-Circe Transmigrante,
um pouco ansiosa e sem lente,
foi caminhando, anelante,
por um caminhar diferente,
pois era noite fechada
na Estrada Espiralada,
cheia de curva exigente,
a que protege a mente alada
da insana deprimente.

A Circe tateava, impotente,
no tal caminho espiral,
um caminho muito escuro,
buscando o rumo seguro
de quarta demanda irreal,
por certo! aventura imprudente!,
quando deu, de repente,
um passo em falso, inseguro,
e caiu, inconsciente,
num imenso lamaçal,
um lamaçal circundante,
fecundo, matricial,
brilhando, com luz instigante,
naquela escuridão fantasmal,
levando a Circe Adamante
a um plano evolucional,
onde a Terra Neo-Brilhante
se acasalava palpitante
com um Jorro de Água Abissal,
formando a massa larvante
de seres, descomunal,
estranho cortejo vagante
a buscar um ideal,
o início fermentante
de um Novo Mundo, Original,
em que o Ser Humano Atuante
tivesse uma vida normal
na Esfera Dominante
do Planeta Terra Global,
um Planetinha Importante
de Nossa Unidade Central.

E a Circe se debatia
no imenso lodaçal,
pedindo ao dono da Via,
de natureza imortal,
que a tirasse, com honraria!,
das gosmas do lamaçal,
pois só o que ela queria
era uma Aventura Irreal
no Mundo da Fantasia,
para um Novo’Incomum Jogral
ou Narrativa Sem-Guia,
sem um Virgílio Atual
e sem a Canoa Vazia
do Canoeiro Imortal,
pois o que ela tanto queria
era um cantar irreal,
saído com maestria
do Plano Fenomenal
ou Mundo da Fantasia
ou do Canto Original,
respirando a maresia
do tal Mar Involucral,
o que encantou Camões, um dia,
e o Pessoa Sem-Igual,
e com tal cantar de valia,
no Atual Milênio Legal,
se atravessasse a lama fria
do imenso pantanal,
com palavra Estrela-Guia,
à moda de Portugal,
o Brasil logo seria
um País Monumental.


XX

A QUARTA AVENTURA DE CIRCE

E a Quarta Aventura de Bella,
com muito et cetera e tal,
a nossa Circe Isabella,
ou Irinéia Ideal,
surgiu, um pouco amarela,
no meio do lodaçal,
a tal Aventura Singela
do Sexto Anno Legal,
época de muita querela
no Terceiro Milênio Astral,
do fundo ctoniano
do inconsciente vital,
pois, para que andasse sem dano
no Plano Dito Anormal,
a Circe do Atravessar Insano
Naquele Portal Maioral
teria de enfrentar um Titano
de força descomunal,
saído das profundezas
do Pensamento Vital,
ajudado, com muitas certezas!,
per o tal Atemporal,
um Tempo de mil belezas
ou de feiúra letal,
seguidor das correntezas
do Repensar Sem-Igual,
e, para explicar com clareza
o que aqui vai ao Embornal,
o tal Titã desta empresa
era um ser descomunal.

Mas, a Circe se debatia
com muita incomum destreza
naquela lama vazia
de informal natureza,
procurando a Obliquosa Via
da Cogitação Normal,
em busca da vera clareza,
mesmo imaterial,
buscando o conceito exigente
saído do consciente,
do Pensamento Vital,
para agradar a massa errante,
a humanidade vibrante
que se equilibra, alheante,
no tal Caos Involucral
da Realidade Atual,
mas, per a verdade do dia,
o que ela tanto queria
era passear com maestria
no irreal além-vital,
por isto, anteriormente eu dizia,
a pobre Circe teria
de enfrentar o Brutal,
aquele da segunda dinastia
do Poder Supra-Real,
vencido, com seus irmãos,
pel o Zeus Olimpial,
o Chefe muito imperante
da terceira divinal,
naquele tempo, já distante!,
do Grego Evolucional,
mas que, vez por outra, incomodante,
o dito Titã Implicante
(com a sua Irmandade Vagante)
sai do Espaço Abismal
e vem, com força renovante,
perturbar o Ser Mortal.

E ali estava o predito
cheio de força brutal,
impedindo a travessia,
repleta de muita magia,
per a Quarta Aventura Vazia
em um Estrato Inicial,
cumprindo o veredicto de Jano,
Chaveiro Sensacional,
pois o tal passeio esquisito
da nossa Circe Maria,
a Vagamundo Sem-Guia
do Imenso Brasil Cordial,
só alcançaria bel valia
no Mundo Extra-Vital,
se a dita Circe Sandia
lutasse com galhardia
com o tal Elemental,
o Selvagem Indomado,
por certo! muit’aclamado!
em Templo Primordial.

Ali estava o Maroto,
o Elemental Natural,
com o seu cabelo veiroto
na cabeçorr’anormal,
iluminado por vela,
uma luz passional!,
e a Circe na passarela
do tal Vazio Informal,
procurando a senha bella
pra sair da Trev’Astral,
a lutar com a Estrilella
da Sabedoria Geral.


XXI

CONTINUAÇÃO DA QUARTA AVENTURA DE CIRCE

E nesta Segunda Passada
pelo Portal da Cesura,
que separa a Espiralada
de Nova Via Futura,
per um’aventur’ansiada
em um Mundo Sem Ditadura,
de muita palavr’alada,
ainda não significada,
por certo! muito animada!,
Quarta Aventura Segura,
a Circe da Port’Alada
viu estranha criatura,
chefiando uma manada
de seres, em viatura
saída das profundezas
e de várias estranhezas
do Conhecimento Vital,
trazendo junto com ele
força descomunal,
um exército de Ciclopes
do tal Mundo Elemental,
com os olhos reverberando
naquela escuridão natural,
ao lado, quomodo Comando
do dito Titã Principal,
o Gigante Ctoniante,
ser instintivo e brutal,
o amedrontador circulante
de aspecto sem-igual,
o desmesurado atalante,
o indigente anormal,
hoje simples figurante
em nosso Cantar Geral,
já que a força renovante
da literatur’atual
consegue domar o Implicante
com o expandir personal,
pois não há mito que resista
ao humano herói triunfal,
aquele que luta e labuta
com as feras forças do mal,
e para não perder o rumo
desta cantig’atual,
quem teria de vencer o sumo
da pasmaceira geral
(que perdeu o metro certo
do cantar original),
seria a Circe Irinéia
do Neo-Cantar Triunfal,
pois a dita cuja teria
de lutar com o Anormal
e seu aterrador Insano
da Força Material,
a que impõe ao ser humano
uma vida, de fato!, banal,
teria de lutar, a Escolhida,
com o Indigente Fatal,
também com os outros Atlantes,
Centopéias Figurantes,
os Hecatônquiros Gigantes
do Antigo Fenomenal,
pois só assim, adelante,
uma Quint’ Aventura Instigante,
certamente! incomodante!,
ela teria, triunfante,
no Mundo Extra-Vital,
per o orgulho das netas:
a Letícia Angelical
e a Isabelle Tão Meiga
do Lindo Olhar Matinal,
e a Laurinha Menininha
do Rochedo Divinal,
e outros netos seletos
do Futuro Sem Final.

Mas, nesta Segunda Passada,
estava ali, afinal,
um Titã, filho de Gaia
e de Urano Imortal,
com sua turma revoltada,
um bando excepcional
de Gigantes Atuantes
e Hecatônquiros Atlantes
e Ciclopes Importantes
de força terrestre brutal,
a impedir que a Irinéia,
ou Circe da Nova Idéia,
repleta de sonho e meiguice,
quomodo já antes lhe disse,
passeasse no Astral,
querendo mostrar a ela
que a sua aura singela
não convinha ao Funcional,
pois o Mundo da Magia,
segundo a Burocracia,
jamais admitiria
uma heroína informal,
e se ela quisesse e pudesse,
com muita glória e honraria!,
certamente!, ela, teria
de vencer seu pessoal.


XXII

FINAL DA QUARTA AVENTURA DE CIRCE

E a Irinéia Brasileira,
uma mulher altaneira,
ou Circe Novidadeira,
enfrentou o Azagal
do dito cujo Atalante,
e outros Titãs Mui Possantes,
além de enfrentar também
o grupo excepcional,
o pessoal maioral
do tal Titã Importante,
os quais não queriam que a Circe,
repleta de sonho e meiguice,
seguisse per adelante;
pois foi com real maestria
e uma destreza sem-guia
que a Circe da Nova Empresa,
com um donnaire de nobreza,
derrubou o tal Gigante,
ao ligar seu celular,
um gran invento sem-par
do finalzinho singular
do Segundo Milenar,
e que, no ato do Enguiço,
estava o tal a serviço,
com muito vigor e viço,
de uma mulher particular,
por certo de se notar!,
um aparelhinho vermelho,
repleto de teclazinha,
que estava, hospitaleiro,
em sua chique bolsinha;
e com esta ideazinha,
diferente! singular!,
quomodo sempre convinha
a uma mulher milenar,
a dita cuja espertinha
telefonou depressinha!
para o Jano Romanar,
pedindo-lhe, insistente,
que lh’enviasse urgentemente!
uma idéia de arrasar,
para que ela pudesse e houvesse,
com muita honra e louvor!,
sair daquela enrascada,
repleta de ditador,
per, com a alma lavada,
com muita garra inventada,
vencer a batalh’alada
de seu feroz opositor,
e depois, bem animada!,
sem-guia, sem diretor,
sair buscando, em disparada,
pela tal Estrad’Alada,
a Galáxia Espiralada
da Idéia Renovada,
uma Neo-Cantiga inspirada
em homenagem à Pátria Amada,
o seu Brasil Redentor.
E foi o seu pedido atendido
pelo Jano Romanor.

No meio da tal contenda,
surgiram, excepcionais,
palavras de pura lenda,
com magias sem-iguais,
mostrando à Circe Estupenda
quomodo lidar com os tais.

E enquanto os Titãs urravam,
querendo acabar com ela,
fonemas se manifestavam,
saindo de uma viela,
de um labirinto minóico,
sem portada e sem janela,
mostrando o cantar heróico
de uma narradora singela,
repleta de furor estóico
para vencer a querela.

E em um zás-trás de nortada,
com muitas palavras e xis,
a Circe, um pouco afolada,
aveziboõ e feliz,
bastiu uma trama arretada,
para vencer o Infeliz
e sua Malta Vegada,
palavras desconexadas
provindas de core fis,
pois, oimais, a jaiamada
non a faria profaçada
nos segres de heróis viris,
pois ela, dama atilada,
seria per sempre honrada
pelas hostes feminis.

E o eixeco acabou: afolados,
os jaians se afastaram, coitados!,
aenvidos, exerdados,
certamente profaçados,
alguns em âmedes deitados,
outros, acaijamados,
foram parar, aviltados,
nas profundezas sandis.


XXIII

E CIRCE SE APROXIMA DA QUINTA AVENTURA

E a Circe da Nova Corrente
continuou a caminhada,
pelo Exerdado Recente,
pela Estrada Espiralada,
deixando para trás os dementes,
a Giganteada Arretada
que ficara em sua frente,
naquela travessia enrolada,
pois, saindo, à tangente,
a Circe da Port’Alada
vislumbrou luz insistente
de matéria renovada,
mundo informal e silente
de epopéia ressagrada,
per além do tal vigente
e da sensação vigorada,
longe do conceito exigente
da imaginação atrelada,
perto da luminosidade florente
de uma Era Desejada,
posterior à Moderna Inclemente,
repleta de sombra cifrada,
com muita guerrilha incandescente
e traição puridada,
de veirolia maldizente
e língua muito afiada,
a transformar boa gente
em gente mal-afamada,
colocando o bom na corrente
e soltando gente malvada,
tapando o sol com uma lente
de procedência profaçada,
exigindo que o Humano Existente
siga com a mente tapada;
assim é o anterior século indecente
da Circe da Port’Alada,
por isto a busca premente,
na Neo-Era Começada,
de uma Canção Pré-Vidente,
de uma canção renovada,
para elevar sua Gente
a uma posição destacada,
acreditando no Presente
de sua Pátria Adorada,
com Governo Competente
de idéia renovada,
fazendo-A andar pra frente
e sendo no Mundo aclamada,
pois quem veio, de repente,
da pobreza amargurada,
para se tornar Presidente
de uma Nação Mal-Amada,
transformando-A em semente
de Nova Era Abençoada,
não será um imprudente,
um desertor de Brigada,
a levar, inconsciente,
seu nome pra derrocada.

A Circe logo saiu
daquela estranha encruzilhada,
longe do Gigante Senil
e sua Malta Invocada,
pois o mês de janeiro primeiro
já findava a caminhada,
no anno 2006, enredeiro,
de maledicência enfezada,
e o mês de fevereiro
se aproximava, em revoada!,
prometendo ao politiqueiro
de cantoria malvada,
muita mentira e dinheiro
e muita matéria inventada
para derrubar o Grã Guerreiro
da pobre gente esfaimada,
o Incomum Brasileiro
de Nossa Pátria Adorada;

e no anno 2006 do Terceiro
da Era Descontrolada,
só guerrona no estrangeiro
e guerrinha em nossa Morada,
o rico, em seu poleiro
com sua rica cambada,
desprestigiando o Brasileiro
que governa a Esplanada
e o Palácio Altaneiro
da Capital Consagrada
sem saber que os fofoqueiros,
com platéia organizada,
estavam, muito ligeiros!,
a preparar-lhe emboscada,
uma malta de embusteiros
de palavra enviesada,
querendo recuperar seus poleiros
de uma fase já passada
e a pensar que os brasileiros
não têm memóri’atilada.


XXIV

A QUINTA AVENTURA DE CIRCE

A Quint’Aventura’Alada
de Circe do Olhar Brilhante
aconteceu de madrugada,
com imaginação instigante,
porém, muito bem patrocinada
per Jano Muito Importante,
o Chaveiro da Portada
e da Canção Vigorante,
quando andava per a Estrada
do Pensamento Intrigante,
buscando a Via Afamada
da Imaginação Renovante,
com rol de parol’inventada
e sinalização estreante,
de curva desgovernada
e cobra muito enrolante,
de palavra’agilizada
e sem preceito dominante.

Já raiava a madrugada
de um dia de fevereiro,
e a Circe andava cismada
per a Estrada do Porteiro,
aquele da Port’Alada,
o Jano Janiculeiro,
quando, assim, bem de repente!,
apareceu na sua frente
o Velho do Canto Veiro,
brandindo na lesta mão,
repleto do siira primeiro,
o inconfundível Bastão
do Peregrino Aguadeiro,
o tal Bastão Antigão
de Madeira Pessegueiro,
per a sensata expulsão
de nefasto caminheiro,
seja qualquer cidadão
do Terceiro Milongueiro
que se afaste do jargão
do Português Pioneiro
para usar o tal calão
de meu povo brasileiro,
pois as regras da Canção
do tal Cantar Altaneiro
não aceitam a criação
de um cantar neo-siiraeiro,
e que, se a dita cuja quisesse,
em tal caminhar desordeiro,
teria de enfrentar o estresse
de um embate justiceiro.

Era a Quint’Aventura
de Circe do Neo-Andar Primeiro:
lutar com a Estranha Criatura
do tal Bastão Pessegueiro,
que, em antiga investidura,
matou um Garboso Guerreiro,
impedindo a Abertura
para um Tempo Sobranceiro,
a exigir norma e clausura
e ordem no Reposteiro.

E o tal Veiroto gritava,
brandindo o incrível Bastão,
e à Circe ameaçava
com palavras de montão,
dizendo à Nova Singela,
muito arrogante e pimpão!,
que, naquela Passarela,
a Circe não passaria, não!,
e que, mesmo possuindo, ela,
o apoio de Janiculão,
e, mesmo com a elegante courela
que estava em sua mão,
na qual a Circe Isabella
guardava o celular vermelhão,
para pedir vel’ambarela,
uma luz na escuridão,
ao Jano da Prima Era,
o Chaveiro do Portão,
ela teria, com maestria!,
até a oitava do dia
da Festa de Santa Luzia,
a Santa de seu Rincão,
celebrada em dezembro
do Novo Calendário Cristão,
abjurar da Escudela,
na qual, presunçosa ou singela,
a Reptada Sandela
retirava a Exerdada Canção
repleta de afolida linguagem,
per uns, manancial de bobagem,
pois, por mais que guarnecida
e querida
per os termos atuais,
tal linguagem exerdida,
à Portuguesa consentida
não chegaria jamais.


XXV

FINAL DA QUINTA AVENTURA DE CIRCE

A Circe muito lutou
contra o Veeiroto ladino,
e espertamente mostrou
que possuía bom tino
para mostrar ao Estradal
o seu conhecimento geral
das normas do bem falar
do proto-português latino,
além do medieval medial
cantado per o Trovador Super Fino,
Trovador Provençal
ou Segrel Trebelhino,
de Faro Fenomenal
e Justa Sobressinal
para driblar o Destino,
e, assim, a levar seu cantar
até ao Futuro Veirino.

E a Circe da Port’Alada
teve de lutar com ardor
para seguir siiralada
no Caminho Inovador,
pois, o Veeiro da Estrada
eixecava com furor,
o Veeiro da Vegada
dos Segres do Redentor,
o que a queria mal menada
no tal Mundo Ditador
da Terceira, iniciada
no 2001 do Terror.

Enquanto o Antiquado eixecava,
repleto de ânimo e furor,
brandindo o Bastão Trebelhada
quomodo fosse um doutor,
a Circe, automatizada,
se metamorfoseava em Xairel,
saindo, desajeitada,
daquele eixeco cruel,
pois, oimais, ela queria
um siira de maestria
para encadear seu Cordel,
e, dali em diante, ela teria
uma bem menada versaria
para sair do tal local,
deixando o Veiroto Afolado,
totalmente profaçado,
um pobre velho sem sal,
um veeiro muito sem-guia
a transformar seu Cajado
em Verça sem serventia,
já que o pobre coitado,
às exigências do inovado,
nunca se submeteria,
e o que a pobre Circe queria
(e muito havia sonhado!),
era um cantar diferenciado,
siiralento, renovado,
bem bastido, trebelhado,
destramente aquilatado,
para num Futuro Seguro,
muito além do próprio Muro,
mostrar aos Pósteros a valia
de uma Mulher Queixo Duro,
uma Veeirota Sadia
do Terceiro Inseguro,
que, em pleno Segre Danoso,
o vigésimo primeiro
a começar tenebroso,
um Cantar Miraculoso
a trovar ela estaria,
pois, oimais, doravante,
mesmo de noite ou de dia,
dali em diante, firmante,
uma Venturosa Cantante,
de seu Povo Neo-Gigante,
a nossa Circe seria.

Depois do embate arretado,
a nossa Circe do Povo,
do tal Povo Esmolambado,
que vivia a pedir socorro
ao Mundo, sem resultado,
até que veio o Vitorioso,
no 2002 glorioso,
para transformar nosso Fado,
tirando do Poleiro Enganoso
um Grupão aventalhado
repleto de almofre aleivoso
e rosto mal-encarado,
morando em alcácer vistoso
e com carrão importado,
um grupo praláde danoso,
com senho mui desonrado,
a dilapidar, estamenhoso,
nosso dinheirinho minguado,
redigo, a Circe do Povo
saiu do entrevero cuidado
e, num zás-trás vitorioso,
partiu per o Sexto Pasmado.


XXVI

NAS PROXIMIDADES DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

O Sexto Pasmado’Alado
da Irinéia Sem-Guia
surgiu, muito bem bolado!
na manhã de um novo dia,
um dia espiralado,
repleto de Vera Magia,
no tal Caminho Dourado
onde anda a Alegria,
pois o Março assinalado,
do anno 2006 Fantasia,
já vinha desordenado
e com bastante euforia,
com Marte Demiurg’Ousado
numa aparente apatia,
pois estava a descansar
resguardado do Combate
da Mitologia Milenar
no Castelo Geminado
dos Gêmeos Joãozinho e Maria,
aqueles lá do Primado
desta narrativa vazia,
ou seja, o Primeiro Pasmado
de nossa Circe Sem-Guia,
os fugidos do Cercado
da Anosa Velha Sandia,
pois, então?!, o Marte, alojado,
estava lá por uns dias,
deixando o seu Forte Agitado
com as dependências vazias,
a telefonar passionado
per Afrodite Afrodisia,
ou Vênus do Prazer Sagrado,
a deusa da Sinergia,
do Afeto Tresloucado
e da Atraente Simpatia,
que estava a passear
no Castelo de Além-Mar
de Aquário Aguadeiro,
diretamente a brilhar,
com seu encanto sem-par,
desde o seis, mui altaneiro,
o seis de Março Invulgar
do Calendário Solar,
o Guia do Mundo Inteiro,
pois o Humano Secular
não dispensa um retomar
ao Pensamento Primeiro,
já que o Mito, milenar!,
continua a comandar
as decisões do Terreiro,
o Grã Marte Singular,
aquele Impetuoso Guerreiro
do Romano Aventureiro,
aqui, continua a imperar,
é guerrona no estrangeiro
e guerrilha em nosso lugar,
é o rico milhardeiro
querendo destruir, sofismeiro!,
as boas intenções do Guerreiro
de nossa Pátria Sem-Par,
o Grã-Pernambucano Altaneiro,
de origem popular,
que nos idos de janeiro,
do quarenta e cinco solar,
se tornou um Caminheiro
neste Planeta Vulgar,
para em Escórpio atuar
e, no Futuro, comandar
o Grande Povo Brasileiro
com seu carisma invulgar,
pois, mesmo sem ter dinheiro,
à metade do Terreiro
que não tem roupa e poleiro
e salário alvissareiro
e conta no estrangeiro,
o nosso Grande Guerreiro,
o nosso Luís Brasileiro,
a esses, soube encantar,
e desde o 2002 pioneiro,
do tal Milênio Terceiro,
está com os ricos a lutar,
pois o Marte Justiceiro
decidiu, quomodo se viu,
ao passar e repassar
per o Astral Verdadeiro
de nosso Sistema Solar,
que o Escorpiano Sem-Beiro,
a guerra, contra Embusteiros
de parolada sem ar,
ainda neste ano encrenqueiro
do 2006 Fofoqueiro
o Luís irá ganhar,
pois ReNovo Mandat’Ordeiro
o povo está a esperar,
a garantir ao Brasileiro
o respeito popular.


XXVII

OS ENTRETANTOS INICIAIS
DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

Mas, continuando o narrado,
a Circe do Portal’Alado,
o Portal Hospitaleiro
de Jano Janiculeiro,
andava, distraída e informal,
naquela Estrada, Sem-Guia,
do tal Caminho Real,
repleta de Vera Magia
e Cogitar Passional,
quando percebeu, na dita Via,
um Vulto Sensacional,
era o Marte da Astrologia
lhe acenando, espectral,
mostrando à Circe Maria
que a Sexta Aventura do Dia
era de fato anormal,
pois longe dali ele vivia
em temporária Casa Astral.

No entanto, quomodo já lhe dizia,
ali estava o guerreiro animoso,
um espectro que surgia,
atemporal, belicoso,
com sua agressividade e energia
e porte muito fermoso,
uma figura vazia,
pois seu corpo poderoso
estava a passear no Terreiro
dos Gêmeos Joãozinho e Maria,
e, ali, no seu Outeiro,
sua Casa da Alegria,
onde, depois de fevereiro,
a Circe se hospedaria,
o dito cujo não estava,
a Casa estava vazia,
mas o Maroto lh’acenava,
a sua imagem luzia,
e à nossa Circe chamava
para passar raro dia,
pois, mesmo estando el’ausente,
passeando intermitente
en’nun’outr’hospedaria,
un’aventur’inferente
a dita Circe teria.

Retomando o neo-narrado,
para um explicar corriqueiro,
a Circe do Port’Alado
ou Circe do Bell Narrar Primeiro,
andava descompassada
dês o mês de fevereiro,
desde que lutara animada
com o Velho do Pessegueiro,
e andava em nova jornada
no Caminho Aventureiro,
quando percebeu, mui avivada,
que o final de março, o primeiro
da Astrologia Avançada
do Astrólogo Pioneiro,
já passava em revoada
para o Abril do Carneiro,
e o Castelo da Estrada
era o de Marte Guerreiro,
cuja figura dourada
estava refestelada
na Casa dos Gêmeos, no Outeiro
que fica bem na entrada
de Junho Hospitaleiro,
e que a nossa Circe da Estrada,
com Fôlego de Caminheiro,
teria de inaugurar a tal Passada
sem o Marte Aventureiro,
pois, na dita Cas’Estrada,
só se via, espectrada,
a figura do Guerreiro
com a sua Manta Dourada.

Pois, inaugurando o roteiro
de um Anno de Pasmaria,
a casa do Sobranceiro
estava mesmo vazia,
pois, de fato, o deus guerreiro
estava longe do Viveiro,
passeando, juvenil,
no Castelo Hospitaleiro
dos Gêmeos das Faces Mil,
e, acá no mês altaneiro,
que chamamos mês de Abril,
o visual justiceiro,
o glorioso perfil,
o rosto novidadeiro
que a nossa Circe luziu,
era a sombra do Alvissareiro
a brilhar no Azul Anil.


XXVIII

A SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E a sombra de Marte Possante
rebrilhou na Estrad’Alada,
com seu capacete brilhante
e sua roupa dourada,
com a lança flamejante
e sua espada pesada,
a dizer à Circe Amante
para descansar da jornada
em seu Castelo, no Monte,
que ficava na entrada
de um Novo Mundo Instigante,
sem a veloria passada,
e que, no tal Castelo Gigante,
estaria bem cuidada,
e, em um ratito do instante,
muito bem acompanhada,
pois a sua Casa Brilhante
era do Amor a Morada,
e a Sext’Aventura’Andante
a faria enamorada
de um guapo Jaião importante,
desconhecido da moçada
que habita o Belo Horizonte
da Terra Ocidentalizada,
Jaião de fala rompante,
mas com ternur’avivada,
com um olhar mui brilhante
de clarividência notada,
pois três olhos, do Incomodante,
se mostram na Triface Espelhada,
Chefe de um Território Altaneiro,
além da Magia Falada
do Romano’Aventureiro,
o Jano da Port’Alada,
aquele deus pioneiro
da Fronte Reduplicada,
aquele que, no mês de Janeiro,
com uma das caras fechada,
divide o Presente Ligeiro
em História já passada,
e, com a outra face, brejeiro!,
prevê Duração Animada.

Seguindo, então, o conselho
de Marte Muito Brilhante,
a Circe se aproximou d’um Espelho,
que estava ali, bem defronte!,
o qual lhe falou, o Olheiro,
que era bem-vinda no Monte
de Áries Alvissareiro,
o Espectral Comandante,
e que em seu Grande Terreiro
se hospedava, itinerante,
o Jaião do Grande Lumieiro
dos Três Olhos, o Incomodante,
um Renovado Guerreiro,
um Desconhecido Habitante
de um Mundo de Raro Luzeiro,
um Plano Praláde Instigante,
tridimensional, pioneiro,
paralisador, fulminante,
além do Pensar Conselheiro
de nossa Razão Atuante.

Falando assim, o Espelho
mostrou-lhe uma Porta Gigante,
e acionou um aparelho,
uma campainha falante,
e, logo, do Reposteiro,
saiu um ser flamejante,
era o curioso Porteiro
do novo Jaião atuante,
que acompanhara o Estrangeiro
àquela Terra Distante
de Mito Mui Sobranceiro,
mas de conceito imperante,
levando a Circe, hospitaleiro,
ao tal encontro intrigante,
acalmando-a, o Escudeiro,
com seu olhar penetrante.

No entanto, o Estrangeiro
não seguia a tradição,
pois veio, todo Luzeiro!,
transbordante de Emoção,
dizendo, metamorfoseiro,
repleto de boa intenção,
à Circe do Portaleiro
Jano Janiculão,
que um Novo Canto Pioneiro,
saído do coração,
estava no Bell Roteiro,
a dignificar a Nação.


XXIX

CONTINUAÇÃO DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E na frente da Circe estava
um radioso ser, bonitão!,
e o todo dele exalava
um cheirinho muito bom,
seiva de narciso emanava
daquele ser em questão,
e à Circe revigorava
com suave proteção,
pois a dita cuja já andava
a tropeçar no Estradão,
naquela Estrada Dourada
de Jano Janiculão,
desde que saíra, assanhada,
da secular discussão
da tal veiloria afolada,
que não quer passar o bastão
per uma cantante atilada
nascida no meu Rincão,
minha Pátria Idolatrada,
o meu Brasil, o meu Chão.

Pois diante da Circe estava
o Bello e Grande Figurão!,
e um perfume rodeava
o brilhante Anfitrião,
seiva de Narciso exalava
do tal corpo saradão,
perfume que impregnava
a dita figura em questão,
o Incomum que se hospedava
na Casa de Marte Brigão,
cuja sombra se afastava
para ir à direção
à Montanha Espiralada,
à Casa do Saber em Ação,
à Casa Muito Falada
dos Gêmeos Maria e João.

A nossa Circe o fitava
repleta de Vera Emoção,
pois o dito cujo a encarava
com seu poderoso Olhão,
no meio da testa brilhava
uma pedra de expressão,
uma Safirona Azulada
fitando-a com atenção,
revelando à Circe’Alada
um erro meio antigão,
de crença mal-informada
do Antigo Mito Pagão;
o Terceiro Olho da Frontada
do novo Jaião-Garotão
não era verde, nonada!,
não era esmeralda, não!,
era Pedra Abençoada
pelos Jões do meu Sertão,
os da Esperança inquebrantada
e Amor por seu irmão,
da Justiça desejada,
da Paz, da Contemplação,
da Vitória alcançada
contra a Triste Inquietação,
pedra da Coragem aumentada,
símbolo do meu Rincão,
pois o Céu da Pátri’Amada,
meu Brasil Revelação,
é de cor muito azulada,
brilhando na amplidão,
protegendo a Bell Moçada,
com zelo e dedicação,
da ira descontrolada
dos ricos e da traição
de gente mal-afamada
com veneno no linguão
e que se diz filiada
à nossa Revolução,
e, depois, em debandada,
sai, quomodo um roldão,
cheia de inveja notada
pel quem ganhou a Eleição,
falando mal, malfadada!,
de quem lhe ofereceu proteção
em anterior Querelada
em defesa da União,
gente de língua malvada,
cheia de má-intenção,
uma ciumeir’acirrada,
uma tristonha incursão
na História Assinalada
de nossa Valente Nação,
enfim, o Grã Olho da Frontada
do tal Jaião bonitão,
a fitar a Circe’Alada
de Jano Janiculão,
era uma Safira Azulada,
bem no Centro do Frontão,
e a outra cor assinalada
dos outros dois, em questão,
era a dit’acastanhada
de contemplativa função.


XXX

CONTINUAÇÃO DA CONTINUAÇÃO
DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

Mas, eu lhe dizia, Irmão!,
da Sexta Pasmad’Alada
de Circe do Grã Portão,
quando a nossa Espiralada
se aventurou no Estradão
que leva à Nova Jornada
do Reconto Sem-Razão,
seguindo a Trilha de Nada
da Medial Narração,
longe da Veira Duplicada
de Jano Janiculão,
pois a Novíssima Portada
do Novo deus Bonitão,
o tal da Port’Espelhada,
no mês de Marte Brigão,
com três olhos na Frontada
brilhando na Imensidão,
Brilho de Cor Animada
Além da Imaginação,
pois, o Olho Grã Mirada
do dito cujo Jaião,
a fitar a Circe’Alada
de Jano Janiculão,
era uma Safira Azulada,
bem no Centro do Frontão,
e a cor’outra assinalada
dos outros dois, em questão,
era a castanha-dourada
de contemplativa função,
a mostrar à Convidada
a sua Nova Missão,
realçar a Pátri’Amada
neste Mundão Sem-Razão,
em epopéia edificada
na Terceira Dimensão,
e, depois, voltar centrada
per o seu Bello Rincão.

E a Circe foi levada
até a um grande salão,
pel a mãozona dourada
do tal Jaião bonitão,
que usava bec’alinhada,
a beca da ocasião,
uma guarnacha mesclada
com um grandioso cabeção,
à moda Medial Passada,
quomodo fosse um Ermitão,
mas, que pendia, arriada,
sem muita ostentação,
descobrindo a face dada
do inovoso Jaião,
e, na cintur’assinalada
um diferente cordão,
uma Soga Entrelaçada
de Alfambar Vermelhão,
de boa barba ensinada
e sorriso bonachão,
voz melíflua, sussurrada,
de Jaiãm aveziboõ,
a se trebelhar, puridada,
fazendo sembrante bõom,
per agradar a Bem-Menada,
no momento, a Galardada,
mas, forânea na Alcaçada
de Marte Muito Brigão,
pois não conhecia a Alada
o novo ser em questão,
e, para completar a Andaçada,
a dita cuja Exerdada,
a da Palavra Cifrada,
estava sozinha, aforada,
com a Fiúza bem lassada,
totalmente lazeirada,
distante de seu Rincão.

E o Novo da Neo-Portada
de Inovadora Invenção,
que será apreciada
pel’os outros que virão,
era de cor muito dourada,
quomodo um ser em ascensão,
e na face rebrilhada
do dito cujo em questão,
entre os olhos da Frontada,
a brilhar na Imensidão,
via-se a Safir’Azulada,
mirando a Circe Exerdação,
pois exerdada ela estava
nas Leis de Nova Canção,
a sua Canção Puridada
não seri’apreciada,
per os Doutores d’Alcaçada,
a que comanda a Invenção
nas Praças Fortificadas
de nosso imenso Mundão,
com coladiços na entrada
e milhões de aforação.


XXXI

O ACONTECIMENTO DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E o tal ser mui imponente
chamou a Circe de lado
e lhe apresentou, diferente,
um salão remobiliado,
com mobília transparente,
provinda de lugar sagrado,
e a lazeirice da Sem-Guia
sumiu de muito bom grado,
pois a maravilha do dia
era o tal lugar alado,
e, no ato, o qu’ela queria
era entender o Doado,
a dita já não sabia
quomodo guardar seu recado,
o relato que faria
ao voltar pr’o seu Cercado,
uma vez que, o que luzia
era de fato! intrincado,
e transmitir não poderia
a essência do Avistado,
pois estava em sala vazia
repleta de móvel inventado,
e grave a primazia
de recontar o Pasmado,
e a nossa Circe Maria
gastou um tempão dilatado,
só per ordenar a assũarazia
de parolão resgatado,
pois já sabia, a Sandia,
que, em matéria de narrado,
oimais, viajaria
somente em Estradão Bell Minado,
mesmo buscando a Alegria
em seu caminhar compassado,
pois, muita curva, sem-guia
e sem palafrém bem blindado,
a Neo-Circe enfrentaria
per recontar seu Narrado,
pois, o tal da dita Via,
o dito Neo-Nomeado,
Fé Dada não possuía
no Mundo Ocidentalizado,
nem na Nobre Confraria
do Mito Glorificado,
o Antigo, o da Magia
do Romano Nomeado,
e a nossa Circe sabia
que teria, com real meestria,
de nomear o Achado,
o Mundo da Secrelia
teria de ser Bem Narrado,
oimais, neo-lazeiria,
ao caminhar no Ofertado
a nossa Circe Maria,
com muita garra e fiuzaria,
levaria no Costado.

Então, quomodo revela,
Quomodo revela o narrado,
o Narrado Espiralado
de nossa Circe Aquarela,
um novo Jaião nomeado
estava, ali, juntinho dela,
a lhe mostrar, o Alhurado,
uma Saleta Amarela,
um corezinho non falhado
per a compreençõn da Galera
de nosso Terron Azulado,
a nossa Trevosa Esfera,
muito bem assũarado,
antecoante alvoroçado,
bastindo um tramoso arretado,
querendo acabar com ela,
tadinha da Circe’Alada,
nesta Nova Passarela,
vai ficar, a Bell Coitada!,
muito bem refestelada
em âmedes, e sem courela,
sem celular e sem-nada,
se, em antes da hora primada,
não preencher a Escudela
com muita palavra cifrada
forânea na Estradella
da Antiguidade Endeusada,
per gente avantalhada
e querendo a Míngua da Bella,
a nossa Circe’Espiralada
ou Irinéia ou Isabella,
querendo-a mui malfadada
na Incomum Caminhada
da tal Nova Passarela.
Por isto, redigo a Cuidada:
a dita Circe’Atilada
estará em Just’Arretada,
se, em antes da Hora Primada,
non resolver a Querela.


XXXII

ENTRETANTO DO ACONTECIMENTO
DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E para preencher a Escudela,
quando voltasse ao Cercado
de nossa Pátria tão bela,
o nosso Brasil Adorado,
a nossa Circe Singela
repensou o Ofertado,
o Ofertado sem janela,
sem sumo e sem norteado,
pois em sua Nova Escudela
só tinha parolão cifrado,
sua Escudela Singela,
sem palavrão bem traçado,
repleta de nome-barrela
do fundo do barro tirado,
barro de Antiga Querela
do Proto-Português falado,
a fortificar a Almofrella
de tecido enviesado,
cobrindo a testa da Bella
em seu cantar ritmado;

e nossa Circe Isabella
flutuando no Pasmado,
já que o trajeto sem vela
vigorava no Alhurado,
bem longe da Alcaçadela
de Doutor Fortificado,
o que comanda a Estrilella
do Português Bem-Falado,
o que impõe palavra bella
de Mundo Convencionado,
o que não permite, na Passarella
do Cantar Revigorado,
a inclusão de Neo-Novella
com palavrão rebuscado,
mas que, no cantar da Aquarela
é muito bem trebelhado,
é parolão-escudela
no Mundo da Luz firmado,
é Justa Com Sentinela,
se voltar per o Cercado,
pois a nossa Circ’Isabella,
ou Circe do Portal’Alado,
será forânea na Viela
do tal cantar endeusado,
se por Mulher e Singela,
o seu cantar puridado,
repleto de siiralela,
não agradar ao Ancorado,
mas asinha será vela
no Futuro Siiralado,
e a nossa Circe Aquarela
fazendo sembrante dado,
a encher a Escudela
com Parolão Segredado,
per revelar à gente dela,
do Futuro Nomeado,
a Venturosa Passarela
do conhecer Ofertado,
pois, oimais, o narrar dela
seria no Mundo exerdado,
e cada parolão da Escudela
non seria aenvidado.

Mas, voltando ao Estrangeiro,
ao novo Jaião bonitão,
era o tal hospitaleiro
e não seguia a tradição,
pois veio, todo Luzeiro!,
transbordante de Emoção,
dizendo, carioqueiro,
repleto de boa intenção,
à Circe do Portaleiro
Jano do Bell Pagão,
que um Novo Canto Siiraleiro,
saído do coração,
estava em seguro Roteiro,
per dignificar a Nação,
e que a Circe do Pasmeiro
teria nomeação
para bastir o Enredeiro
da dita Nova Canção,
e que o povo brasileiro
obteria sagração
no Segre do Grã Luzeiro.

A Circe, muito encantada!,
ficou um tempão sem ação,
olhando, revigorada,
aquele ser bonitão,
com a Safiron’Azulada
brilhando na amplidão
daquela sala dourada,
a Safira puridada,
no meio do Bell Frontão,
o Terceiro Olho da mirada
de um Proto-Revelação,
de boa barba ensinada
fazendo sembrante boõ,
alta ventura animada,
ventura aveziboõ.


XXXIII

NOVO ENTRETANTO DO ACONTECIMENTO
DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E o dito cujo Bonitão
chamou a Circe de lado,
mostrou-lhe um Grande Telão
em um canto pendurado,
onde se via o Brasil,
o nosso Torrão Adorado,
repleto de cores mil
abrilhantando o Cercado,
com a brilhante cor anil
iluminando o Doado,
e o verde das Florestas
em cada canto espalhado,
e as florezinhas das mil festas
dançando o samba sagrado,
e o brasileiro altaneiro
com seu falar ritmado,
agora, todo festeiro,
por se ver admirado
na Europa e no Celeiro
do Americano Indomado
e no Oriente Hospitaleiro
do Pensar Revigorado,
e a Circe, ainda no tril,
ficou um tempão dilatado,
retirando com esmeril
as farpas do neo-pensado,
pois precisava, a Tão Sana,
a nossa Circe Tri-Plana,
de um continuar ritmado,
per gloriosa ou singela
realçar o seu Doado,
a narrativa com vela
para iluminar o Achado,
ou seja, mostrar a Escudela
repleta de nome cifrado
de uma Era Tão Bella
do Proto-Português falado,
revelando à Exerdadella,
nascida em um Brasil Exerdado,
que, oimais, a Cidadela,
seu Brasilzão estimado,
ainda nesta Segrelella,
seria glorificado,
e já na próxima Passadela
deste nosso tempo agitado,
a Nação Verde-Amarela
do Céu Azul Afirmado,
o Brasil-Verde-Aquarela
seria no Mundo Aclamado,
e a nossa Circe Andarella
ficou um tempão dilatado
remexendo a Escudela
repleta de nome cifrado,
pois não sabia a Isabella
quomodo recontar o Achado,
quomodo pintar, em tela
e com parolão animado,
a tal nova Passarela
do neo-contar ritmado,
pois, só com esta Tramela
abriria o neo-narrado,
as palavras da Singela
exigiam outro Pensado,
já que o trajeto da Bella
estava em nível elevado,
e a pobre Circe Isabella
se via em Estradal bell-minado,
quomodo acender a vela,
para iluminar o Achado?
E a Circe na Passarela
do renovo meditado,
uma brasileira sem sela
e sem palafrém bem blindado.

O tal Jaião bonitão
olhou a Circe com agrado,
e o olho do seu Frontão
ficou mais iluminado,
e sussurrando um refrão,
com parolão intrincado,
o novo ser em questão,
do tal olhar azulado,
reafirmou a intenção
de abençoar o Cercado
da Circe do Grã-Portão
de Jano do Bell Passado,
dizendo à Circe Bella
que o seu Brasil Muito Amado
seria uma Nova Estrela
no Terceiro Assinalado,
pois a Velha cairia,
isto, já, ponto firmado,
e que o nosso Brasil seria
Novo Império respeitado,
pois o Antigo findaria,
per ganancioso e estouvado.


XXXIV

APOGEU DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E cheio de boa intenção,
o Dito da Safir’Azulada,
teclou um simples botão
da tal Telona Espelhada,
e indicando a direção
de uma luz maravilhada,
falou com voz de trovão:
"
Óh, Circe da Port’Alada
de Jano Janiculão,
da Estrada Duplicada,
mas, ainda, presa à razão
da mitologia doada
pelo romano pagão,
você entrou numa Portada
diferente, e, de antemão,
já lhe direi, minha Amada!,
aqui, é Maravilha Sem-Chão.
Esta Alcaçadela Blindada
de Marte Muito Brigão,
nesta Era Assinalada
do Vinte e Um em questão,
non é Alcácer, nonada,
e não estamos em abril, não!,
já é temporalidade passada
na Folhinha da Razão,
já é outubro na Estrada
do 2006 trapalhão,
e na domaa assinalada
per uma nova eleição,
o Protector da Bell Moçada
ou Brasileiro Sem-Tostão
estará en just’arretada
em defesa do Povão,
pois a direit’atilada
quer recuperar o bastão,
e muita intriga forjada
terá de enfrentar o Jaião,
o seu Luís da Alcaçada
da Capital da Nação
terá luta triplicada
per vencer a oposição,
a oposição aventalhada
com intriga de ocasião,
que prepara set’alada
per derrubar seu Irmão,
seta mal atirada
por besta sem benzição,
seta de língua malvada
de antiga tradição,
a tradição endeusada
pelos ricos do seu Rincão,
que enche os bolsos e não dá nada
aos que não têm um tostão.
Por isto, redigo a Cuidada,
minha Circe da Andação!,
a sua Pátria Adorada
e o Chefe da Alcaçada,
o seu Brasil Real Ação,
sairão da enrascada
(há muito!, mal preparada
per um grupo bem enrolão),
depois da luta acirrada
e da real traição,
a Prima Gerência, aviltada
per os Imigos da Nação,
a Gerência Bem Menada
do Pernambucano Grã Irmão
será novamente aclamada
pel o Povão Sem Tostão,
e, em uma Segunda Rodada,
driblando a real ambição
de uma cambada malvada
que não quer o bem do Irmão,
no vinte e nove da Cuidada
Folha de Transição,
de outubro, da messe alada
e Nova Estrada em Ascensão,
uma luta mal armada
em uma data bem marcada
no 2006 em questão,
no mês de Escórpio, revelada
será a nova Gestão,
será briga bem traçada
no plano da Criação,
será luta bem travada,
Escorpião e Escorpião,
e o Brasileiro da Alcaçada,
o Luís Revelação,
em uma Segunda Empreitada,
vencerá a Eleição,
uma eleição bem menada,
por certo abençoada,
sem um pingo de armação
".


XXXV

FINAL DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE

E num ratito de instante,
a Circe olhou o Telão,
e viu a figura brilhante
do Luís Revelação,
acenando para o povo
de seu País em Ascensão,
a começar tudo de novo,
com amor no coração,
sabendo que algum intrigante
rodeará o seu Cercado,
pois muita fiúza anelante
se dissolveu no passado,
e que o Incrível Instante
era no Céu aclamado,
a Fiúza Atuante
já tinha lugar reservado
no Panteón Inflamante
de um povo Muito Bem Menado,
e o Luís, dali por diante,
teria de trabalhar redobrado,
para acabar com o Estressante
que quer o Brasil Mal Amado.

E o nosso Luís Comandante
acenava, emocionado,
por ver seu Povo Atalante
a aplaudir, siiralado,
o Povo Neo-Deslumbrante,
em Passado Mal-Firmado,
aenvido profaçado,
mas que, de hora em diante,
seria no Mundo aclamado,
pois seu Representante
Neo-Jaiante
fora no Segre aclamado,
seria um Novo Eixecante
em defesa do Minguado,
o de vida angustiante
neste Mundão Destroçado.

O Luís eixecaria
com a força do Verbo Dado,
com toda a fiuzaria
de quem nasceu exerdado,
com a força do gosto acerbo
da linfa de seu passado,
com o paladar sem sabor
do alimento faltado,
com a lembrança do valor
de um infante, maltratado,
que muito e muito suou
para vencer o Escalado,
e para tirar do horror
o seu povo bem-amado.

E agora estava, o Vencedor,
ali, no Grande Telão,
transbordando muito amor
per seu povo, e com emoção,
o Luís Vitorioso
falava à sua Nação,
prometendo um Ano-Novo
com muita Luz, muito pão,
e que todo rebordoso
de desagradável parolão,
qualquer unzinho invejoso,
ou político falastrão,
ou os inimigos do seu povo,
os não-de-bem com a Nação,
qualquer Jaião enganoso
a enganar a multidão,
a esses o Luís Venturoso
vencerá com galhardão,
mesmo que seja algum Manhoso
ligado à sua Facção,
pois companheiro ávol, danoso,
o Luís tem de montão,
querendo que o Glorioso
caia em contradição,
inimigo secreloso
com fachada de bonzão,
lambendo as botas do Bondoso,
mas, com inveja no olhão,
beijando o Vitorioso,
mas, por trás, um Grã Felão.

A tudo a Circe assistia
na Tela de Animação,
pois há muito já vivia
além do Grande Portão,
só a Bella não sabia
aquele Novo Estradão,
nem o ser da dita Via,
o tal Jaião saradão,
aquele que protegia
o Luís e a Nação,
que morava em sala vazia
a necessitar neo-parolão,
para mostrar a assũarazia
de um Mundo de Louvação.
E, agora, o que ela queria,
a Circe do Gran Portão,
com grande e nobre valia,
era voltar pro seu Rincão,
pois, oimais, ele teria
no Mundo um Grã Galardão.


XXXVI

A SÉTIMA AVENTURA DE CIRCE

A Sétim’Aventur’Alada
de Circe Anunciação
aconteceu na tal Estrada
de Jano Janiculão,
a tal Estrada Sonhada
que leva à Revelação
de Nova Luz, puridada,
a da Notória Invenção,
da Narrativ’Atilada
a glorificar a Nação,
por Deus-Pai abençoada,
o meu Brasil, o meu Chão.

Então? Então a Circe da Portada
se despediu, com emoção,
do da Safir’Azulada
bem no centro do Frontão,
o de boa barba ensinada
e sorriso avezeboão,
aquele da Face Sarada
e Bell Amor no Coração,
a abençoar a Pátri’Amada
de Circe do Grã Portão,
a que andava Espiralada,
sem Guia, sem Proteção,
per Estrada Interditada
pel’os Donos da Razão,
a procurar, ritmada,
a Nova Lei da Canção.

Mas, para retornar à Estrada
da Clara Imaginação,
a Estrada Sacralizada
nas Leis da Velha Canção,
Via já consagrada
pel’os Doutos da Nação,
a Veirota Via Afamada
de um Gênero já Antigão,
a Circe da Port’Alada
teria de erguer sua mão
e, com Bandeirola Blindada,
acenar, co’a rendição,
e explicar, à neo-moçada
e aos neo-doutos da Nação,
que a sua Canção puridada
só visava uma intenção,
glorificar a Pátri’Amada
em cada canto do Mundão,
uma vez que, a Circe’Alada,
não possuía um tostão,
per comprar Carta Selada,
a colocar no Panteão
das Figuras Nominadas,
os Imortais da Nação.

E a saudade já constava
no roteiro da Andação,
e a Circe já buscava,
com muito jeito e armação,
a Via que se bifurcava
numa dupla direção,
procurando desarmada
o trajeto da Razão,
pois a nossa Circe’Alada,
ou Neo-Circe Exerdação,
já andava, espiralada,
no tal Reino da Invenção,
e o que mais queria, a Aluada,
era voltar pro seu Rincão,
e o que mais a incomodava
era a perda do Cordão,
o tal Cordão da Estrada
que leva à Revelação,
tadinha da Eixecada,
teria de enfrentar Doutor Jaião,
o Jaião da Língua Colonizada,
ao retornar ao Rincão.

E para retornar, bem menada!,
à antiga condição
de Mulher Bem Formatada
no tal Mundo da Razão,
a Circe da Port’Alada
teria de enfrentar o Jaião
da Norma Qualificada
pel’o Português Avozão,

mas, est’Aventura Indomada,
a Sétima do meu Cordão,
não vou contar-lhe, nonada,
ficará em incubação,
pois, ao caminhar pela Estrada,
retornando ao seu Mundão,
reviu a face duplicada
de Jano Janiculão,
a lembrar à Incomodada,
com sincera explicação,
que retornar a Passada
para o mundo da Razão,
não desmerecia a neo-jornada,
que fizera com paixão,
e que nov’aventura doada
estava a vir na Contra-Mão.

sábado, 25 de abril de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE

NEUZA MACHADO

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE

NEUZA MACHADO

I

PRÓLOGO

E eis que, naquele deslumbrante dia
de suave letargia,
a Dianna Mineira Valente,
uma Notável Incomum Vidente,
por intermédio do tédio
e de Brilhante Poderosa Lente
e de Registrada Magia,
já havia previsto, a dita,
aventura mui bendita,
aventura por certo! segura,
por certo! muito bonita!,
ao longo da Varredura
da Via um pouco interdita
que vai à Serra Futura,
a qual se chamará Ventania
na próxima nomenclatura
desta narradora Sem-Guia,
pois lá a guedelha eriçada
do tal Mago da Alcaçada
que fica na Serra Vazia,
no alto da espiralada
trilhazinh’abandonada
do Neo-Narrar Inseguro,
que, na Duração Já Sem-Muro,
sem erro!, terá serventia,
pois lá a guedelha eriçada
do Bell Mago da Indomada
recebe a suprema magia
de uma Ventarol’Alada,
um muito! Desordenada!,
também eriçando ela
a Cabeleirinha Branquela
da Narradora do Nada,
pois foi lá que começou,
e a narradora a mim contou,
a Aventura Mui Segura
da Dianna Arthemis Valente,
Honorável Incomum Vidente,
resguardada pl’o Toinzão
Charreteiro Bonitão,
um Charreteiro Eternal,
mas de bom coração,
por oferecer luz sem-igual,
uma luz matricial,
ao pobre’humano vagante
de um passado imortal,
o Toinzão Itinerante,
por ser u’a figura tal,
a tal figura’inflamante,
uma recópi’atual
de Faetonte Gigante,
aquele filho roubante
da Carruagem do Sol,
ou Hélius Apolo Cantante,
um músico itinerante,
por certo!, fenomenal!,
um demiurgo de Escol
que sabe girar o Sol,
um ex-dono incomodante
da Viatura Voante
que no vigor do arrebol
risca a telona gigante
da realidade marcante
do sonho transcendental
com mil paletas faiscantes,
paletas de tons brilhantes,
de cores reverberantes
e muito et cetera e tal.
Então?!
Então, foi nesse dia
de suave letargia
que a Dianna Quiromante
pegou a Carruagem Vazia,
uma Charretona Brilhante,
e foi, com espetacular maestria,
até ao Monte Gigante
com notável companhia,
o tal Faetonte Brilhante,
o seu Charreteiro do dia,
o Charreteiro Importante;
de dia, um Estrello-Guia;
de noite, muito distante.



II

Pela sétima vez,
desde o finalzinho do Século XX
ao final do sexto anno do Século XXI,
a Dianna Arthemis Valente,
Influente Quiromante e Vidente,
recomeçou a escrever as suas memórias
com glórias,
mas, quomodo sempre,
essas memórias deveriam estar ligadas aos fatos míticos
que povoaram e povoavam ainda a sua vida
*,
fatos fecundos
oriundos
de seu Estado Federativo de Nascimento,
o Estado de Minas Gerais
de Belezas Naturais Sem-Iguais,
os quais ― os fatos ―
a transformavam,
em frações de segundos,
segundos profundos,
em diversas mulheres
de Mundos Dilatados,
Agitados,
Mundos Diferentes,
Ausentes,
há milhões e milhões de distância
de Terras Efervescentes,
onde guerras e guerras indecentes
estavam a dizimar as populações inocentes.

Então?
Então, eram terras poderosas do Norte Ocidente
― Orgulhoso, Demente ―
contra as outras,
as dos povos indefesos do Médio-Oriente
do Negro Petróleo Incandescente,
e estes,
coitados!,
tão mal-amados!,
submetidos aos desmandos
arremessados,
acuados,
atolados,
sem as proteções influentes,
secularmente pagando pelos atos
de seus governantes inclementes.

No entanto,
para digitar as suas memórias
e histórias
no atualíssimo invento dos meados do século XX,
e que se tornara a coqueluche dos humanos
no início do XXI,
um aparelhozinho interessante
chamado pelos Inteligentes da época de Computador,
e já que o ato de viver no Terral Global,
naquele momento fenomenal,
já não ofertava vitórias
e glórias
a nenhum ser letrado com sal,
nem mesmo ao Insano Anormal
inventor de estórias de Cantar Maioral,
a Narradora Implexora
d’As Aventuras de Dianna Valente,
uma Honrada Vidente
e Antiga Quiromante Atraente,
viu-se obrigada a pedir a proteção influente
do deus romano instigante, rompente,
o Júpiter Troante,
o Grande Comandante
dos deuses maiores do Olimpo Gigante,
o qual,
a partir daquele mês de março de 2007
até ao outro março de 2008
do Calendário Gregoriano Atual,
reformulado no Século XVI Maioral,
seria ele,
no decorrer do transcurso imperante,
o Fabuloso Regente Astral.


III

INVOCAÇÃO

Para a Narradora Quiromante,
de’mente incomum, vibrante,
o Grande Júpiter Troante
seria um Neo-Atuante,
por certo!, Interessante
e Valeroso Proctetor,
um proctetor sem-igual,
um demiurgo legal
ou defensor universal
de força descomunal,
ilustre propagador
da estirpe sem-igual
do Cantador-Narrador,
o Narrador Maioral,
descendente e seguidor,
com muita verve e valor,
do Romano Inicial.

E foi assim, meu Patrão!,
o pedido de proteção
da narradora em ação
ao Júpiter Troante Por Demais Bonachão
e de Bom Coração,
naquele 2007 de muita emoção,
em que o Brasil Altaneiro
e o Bom Brasileiro,
o Presidente em Ação,
ambos em redefinição,
com vistas a um Futuro de Exaltação,
com a Lua Progressada
Muitíssimo Agitada
já em circulação
e ingressando ela,
brilhante, amarela,
redigo, dourada,
muito animada!,
na Casa Primeira da Grande Nação,
transmitindo-lhes uma nova noção
para um Futuro
Sem-Muro
no amplo Mundão,
pois foi assim, atenção!,
o inquietante pedido da narradora em questão:

Óh! Júpiter Troante!,
Glorioso Guardião
de todos os Sagitarianos de minha Nação!,
neste anno
profano
de sua gestão,
neste 2007, de muita azaração,
repleto de guerrilhas,
armadilhas,
incômodo!, neste Vasto Mundão,
oferte-me um Cantar Maioral
― Sem-Igual,
com muita paixão! ―,
um cantar atual
de intensificação,
para que eu possa contar
― e, quiçá!, encantar ―
aos Leitores Atuantes
de Futuras Durações Mais Vibrantes
quomodo foi o viver incessante
da Dianna Valente,
Honorável Quiromante e Irisante Vidente,
De Mente Agilizada,
Mulher Incansável,
Trabalhadora Notável,
neste Transitar Imperante
do Tempo Presente
da Retomada Agitada
do Mito Resplandecente,
da Retomada Esotérica da Religiosidade Atraente
e do Real Surgimento de um Magno Brasileiro
Por Demais Influente,
conhecido no Mundo Atual
do Ocidente ao Oriente,
o Magno Sensacional;
redigo o já dito,
óh! Júpiter Bonito!
Permita-me encontrar,
neste Novo Narrar,
a fórmula ideal
de um Cantar Sem-Igual,
que mostre aos Leitores de um Futuro Sem-Muro,
do Futuro Sem-Muro
do Porto Seguro,
a vid’agitada
de uma mulher indomada,
uma Mulher Queixo-Duro
DeMente’Afiada,
uma Brasileira Sem-Beira,
quiçá sem a Eira,
Diferente, Encrenqueira,
Alvissareira,
porém, Bem-Amada.


IV

DEDICATÓRIA

É importante que se diga que a narradora em questão,
digladiadora feroz em um mundo de homens em ação,
mundo de guerras inglórias
e indesejáveis vitórias,
possuía ― naquele momento’anormal ―
consciência total
de que, sem a Dedicatória
Com Glória
ao Presidente’Atuante
do Brasil Verdejante,
o seu Neo-Cantar Incessante,
exaltando o destemor e carisma de Mulher Atuante,
em um Mundo de Homens da Força Imperante,
somatório a Dianna de várias mulheres brilhantes,
mulheres que lutam
e labutam
em trabalhos desgastantes,
pois então!,
entendia, a tal narradora em questão,
que, para o desenrolar bem pomposo
de um narrar suntuoso,
uma dedicatória
com glória
ao Governante Popular,
de acordo com as normas da Antiguidade Exemplar,
ao Presidente’Afamado
de seu Brasil Adorado,
o Luís Comandante
da Nação Triunfante,
ela teria de, com orgulho, ofertar.
E foi esta a dedicatória,
com glória!,
da Narradora em Ação
ao Luís Ignácio da Nova Nação,
naquele Anno da Vitória ou Segunda Gestão:

A Vós, óh! Luís! Meu Presidente Presente!
Oferto o meu cantar insistente,
Aqui exaltando o caminhar de uma Brasileira Altaneira,
uma laboriosa guerreira,
a Dianna Valente
Quiromante Influente,
mulher bemmenada,
de vid’agitada,
mulher destemida,
labutante na vida,
âncora segura da família querida,
somatório das outras,
as incansáveis mulheres que passam na Estrada,
do nascer
ao morrer,
sem medo de nada.

A oferta, óh! Luís! é bem validada!
Uma Mulher Importante,
bella e atuante!,
de temperamento vibrante,
é o Porto Seguro de vossa caminhada,
vossa esposa Marisa,
Primeira Dama Glorificada,
Muitíssimo Admirada
per muitos brasileiros da Nação Dilatada,
Primeira Dama Por Certo! Invejada
per as anteriores Consortes da Grandiosa Esplanada,

por ser Dona Marisa per Vós bem amada.

E a tal Narradora
Implexora,
dos Antigos Escribas incansável Leitora,
buscando as Arribas da Canção Precursora,
habitante de um Mundo Por Demais Conflitante,
um Mundo Indomável
e Neo-Guerreante,
da Pós-Modernidad’Envolvente,
do Imigo Intrigante,
da Praga Latente
matando Gigante,
da Aids Inclemente
exterminando o Amante,
do Sexo Premente
com Vírus Inflamante,
Pós-Modernidade Doente
com Bactéria Voante,
Mundinho, o tal, de Narrador’Atuante,
redigo o já dito,
num tom mais bonito,
a tal Narradora
Urdidora
de Narrativa Implexora,
depois do pedido ao deus tutelar,
o Júpiter Troante
de Vozeirão Trilenar,
vozeirão imperante
na serra e no ar,
e da dedicatória com glória
ao Luís Exemplar,
o Luís Comandante
do Brasil Gran Gigante,
a história
com glória
da Dianna Valente,
Mulher Singular,
Notável Vidente,
a tal Narradora,
redigo, Assessora!,
retomou o cantar.

E era um brilhante dia!
A Dianna Quiromante
quis visitar a Abadia
de Amadeus Pivotante,
na Serra da Ventania,
perto de Novo Horizonte,
e buscou a companhia
de Charreteiro Inflamante,
o Toinzão da Nova Via
que vai ao Monte Distante,
filho de Apolo da Guia,
um músico itinerante,
parente de Odisséia Maria,
heterônimo da Adamante,
a mesma Dianna Sem-Guia,
a filha de Jane Du Monte,
que, num dia de magia,
partiu para o Monte Distante.

O motivo do Enduro,
por certo!, Espetacular!,
era conhecer o Futuro
de seu Brasil Exemplar,
que, por ocasião da jornada
ao Monte Pré-Milenar,
vivia uma fas’elevada
em sua História Sem-Par,
pois saía da indigência
de País Sem Numeral,
para a nobre revivência
de seu Dinheirinho Real,
graças à notável regência
do Presidente Maioral,
que, em segunda bel gerência,
e em Campanha Sem-Igual,
conquistara a permanência
no Palácio Principal.

No primeiro de janeiro
do 2007 em questão,
o nosso Bom Brasileiro,
o Luís Real Ação,
aclamado pioneiro
em sua primeira gestão,
iniciou neo-roteiro
como Chefe da Nação,
pois, triste com o Ex-Timoneiro
da direita ocupação
― aquele que dirigiu o Terreiro
sem muita preocupação ―,
digladiou com ardor
em prol de segunda gestão,
e, mesmo sem o favor
dos ricos, sem proteção,
sem o apoio e o calor
de quem se dizia irmão,
lutou com sublime ardor,
carregado em novo andor
pelo pobre sofredor
que não tem sequer um tostão,
e viu no Luís Salvador
a chance de ter casa e pão,
então?!,
no primeiro de janeiro,
o nosso Luís Grande Irmão
recomeçou, pioneiro,
a defender o Povão
do Brasil Hospitaleiro,
o meu querido Rincão,
que, em passado roteiro,
nas mãos de brasileiro-estrangeiro,
quase perdeu a direção,
e, se não fosse o Altaneiro,
o Luís Bom Coração,
o Grande Solo Brasileiro
seria de outra Nação.



V

Quomodo sempre,
a Dianna resolveu consultar
o oráculo do Monte Divinal,
localizado em Minas Gerais Sem-Igual,
e cujo Mago Sensacional,
aquele que o presidia,
e ali também residia,
no tal momento ideal,
substituindo ele, por guia,
a Sábia Väjira do Esplendoroso Diamante
e da Curta Cabeleira Cacheada Branca e Esvoaçante,
era um antigo conhecido seu,
o Mago Amadeus Descendente de Zeus,
o qual, em outras Eras, fora o seu mais fiel escudeiro,
prevendo, hospitaleiro,
para ela,
uma mulher nascida no signo de Sagitário,
uma vida repleta de aventuras mirabolantes,
sem-fim.

E, para encurtar
o Caminho do Serpentear
até ao Incrível Monte Sem-Igual,
Infinitesimal,
Olimpial,
ainda presidido pelo estranhíssimo Mago
de Longa Cabeleira Branca Adamante Fenomenal,
a Dianna viu-se obrigada a relembrar as profecias
feitas por ele em 25 de novembro de 1946,
no dia de seu nascimento
(nascimento da Dianna, naturalmente),
as quais preconizavam-lhe a possibilidade
de incrível e rápida locomoção
intermitente
a qualquer parte do País Revelação,
por meio de um simples estratagema,
uma simples invocação
ao seu milenar Guardião,
o Toinzão Bonitão, o qual,
naquele século XXI,
iria dirigir o Famoso Famigerado
Veículo Desenfreado,
construído só para ela
no princípio da Idade Mítica Mineira,
uma Charrete Mágica,
puxada por meia dúzia de Cachorros Malteses Invisíveis,
os quais a protegiam de qualquer cilada,
de qualquer inveja maligna,
de qualquer olho gordo,
sob as ordens do Charreteiro Toinzão, O Bonitão,
conhecido na Antigüidade quomodo Faetonte Inflamante
Filho de Apolo Brilhante.
Só que, naquele início de século XXI,
o sétimo para ser mais precisa,
ou melhor,
o primeiro mês do sétimo anno do século XXI,
o maroto já havia trocado de nome,
abandonando a alcunha milenar,
só para agradar as gloriosas brasilenas
de lindas melenas,
uma vez que o nome Faetonte Inflamante
Filho de Apolo Brilhante
não lhe granjearia Ibope,
e o vivaldino queria mais era namorar todas as mulheres
do mundo rotundo,
exibindo-lhes o seu espetacular corpo milenar, bonitão, recheado de músculos,
adquiridos em horas e horas de exercícios físicos,
exercícios esses que eram a mania dos jovens mancebos
do final do século XX,
os quais, posteriormente,
quomodo dedicados pais de família,
quomodo aliados fiéis de suas companheiras,
influenciavam seus próprios rebentos masculinos
e femininos,
naquele início de século XXI de muita movimentação,
contaminando-os com a mesma paixão
ao culto do corpo saradão.

E eis que, o Toinzão Faetonte,
o descendente
per linha materna
do poderoso Jano Pereira da Cunha Bifronte,
naquele instante,
estava justamente a dirigir a Milenar Charrete Possante
em direção ao Divinal Monte Importante
das Minas Gerais Instigantes,
com suas minas de pedras preciosas brilhantes
e suas altas montanhas espirantes,
e matas virgens verdes reverberantes.

Então!? Então, foi naquele momento,
em que o Toinzão dirigia a Charrete Alada
dos Mineiros Altaneiros,
que o seu telefone celular tocou
(o celular do Toinzão, naturalmente)
e, ao atender à Insistente,
ou seja,
à simples invocação de seu nome,
o Toinzão ouviu a voz inconfundível da Dianna,
anunciando-lhe o desejo de visitar
o Mago do Monte Divinal, Espetacular,
o Amadeus Descendente de Zeus,
antigo integrante
da Brigada Volante
que presidia os Olimpos da Nação’Atuante,
os diversos Montes da Neo-Terra Brilhante,
e pedindo-lhe
encarecidamente
que lhe enviasse a tal Charrete Supra-Real,
pois, naquele momento sem-igual,
não poderia perder seu tempo
comprando passagem de ônibus,
quomodo fazia em outros tempos idos,
quando saía do Rio de Janeiro,
em 2003,
até ao Monte Divinal
da Zona da Mata Universal,
para ouvir as histórias mirabolantes
da Sábia Väjira Diamante
da Curta Cabeleira Cacheada Branca e Esvoaçante,
sua diletíssima Guru,
uma Professora de História Antiga e Medieval,
inclusive Professora de Literatura Universal,
amiga dileta do Sábio Indiano,
aquele escritor importante
da Antiga Índia Matricial,
o qual,
tão bem!,
soubera colocar em pergaminhos preciosos
ditosos
a Grande Epopéia de seu tempo social imortal,
notabilizando as façanhas de guerreiros corajosos,
tais quais os irmãos Ariuna e Bhima,
filhos de deuses, por certo sensacionais!,
com a rainha Kunti de Magnífica Beleza,
e cujo pai adotivo, o Rei Pandu,
Serena Alteza de um Reino aproximado a Katimandu,
muito os amou
e os idolatrou,
ensinando-lhes,
com especial carinho
e paternal amor estelar,
o imensurável valor da união familiar.

E, num zás-trás maioral,
a Charrete Mágica Sensacional
e o Charreteiro Sem-Igual
Imortal
já estavam à porta da casa da Dianna Quiromante
e Vidente Insinuante.
E, sem perder tempo com as regras de viagens rompantes,
a Dianna colocou alguns objetos importantes
em sua Incomum Courela Viajante,
umas túnicas de seda floridas brilhantes
e seu Manto de Frio Lanoso Esvoaçante,
pois em Minas Gerais,
às vezes de Quentes Belezas Tropicais,
faz um frio tremendamente enregelante,
e saiu,
lépida e faceira,
bamboleante,
em direção ao Monte Distante,
onde,
há milênios,
os deuses e deusas fizeram dali um Olimpo Gigante.

Quomodo sempre,
e isto já lhe acontecia desde o mês final de 1998,
a Charrete Estelar do Monte Mineiro,
aquela que em outros tempos intermitentes
recebera nomes diferentes,
tais quais: Avião Imaginário,
quando elevou,
às alturas,
sua parenta de idéia,
Odisséia Maria
ou Maria Odisséia;
posteriormente,
a mesma Charreti’Alada recebeu o nome de Vimana,
Vimana Voadora,
quando ela mesma,
a Dianna dos Tais,
viajava
de ônibus
até à Cidade do Divino Espírito Santo de Minas Gerais
para receber os ensinamentos da Professora Sábia
Väjira Diamante do Manto Florido Esvoaçante,
Vimana esta que era sempre conduzida per o Bhima
Sentinela do Espaço Sideral,
o qual,
naquele tempo,
em 2003,
se propusera resguardá-la de todos os males
quomodo um Anjo Protector fosse de sua pessoa;
e sem esquecer-me
também
do Veloz Voador Veículo Desenfreado,
o qual,
em 2004,
quando da estadia de Cybele Adamante
na Terra dos Homens, a Gigante,
acrisolada na pele de Almandina Cristina,
uma outra sua parenta desmiolada, provisória, interina,
Maravilhoso Veículo este,
o qual levava a Cybele
para todos os cantos do País Brasil Varonil,
inclusive a própria Almandina Cristina,
pois esta se apoderara
inconseqüentemente
da Carruagem Mágica de Cybele,
incluindo a apropriação
indevida
de alguns pares de Leões Bonitões
da Ilha de Madagascar,
lugar milenar,
Leões esses amáveis e ao mesmo tempo durões,
companheiros leais
da dita Cybele da Terra e Dumar,
os quais,
a Almandina e alguns dos Leões,
afanados e reconquistados pel’Almandina,
naturalmente depois de diversas peripécias discrepantes,
divergentes, discordantes,
foram morar,
todos,
definitivamente,
na Milenar Itália dos deuses mitologizantes.
Então,
até então, o último nome da Charreti’Alada
foi Charreti’Alada, mesmo,
acompanhando a Cybele do Brasil
e a Almandina no Estoril,
pois, a sua outra face, a Circe Irinéia,
uma sua Parenta de Idéia,
de 2005 para 2006,
preferiu se trasladar ao Monte da Invenção Intrigante
por meio de Imaginação Atuante.

E eis que,
naquele dia,
a Dianna estava certa de que aventuras mil
iriam acompanhá-la até ao Monte
Imperante
do País Cor de Anil,
uma vez que o Faetonte Brilhante,
cuja alcunha,
nesta estória,
é Toinzão Bonitão,
se colocara a sua disposição,
dizendo-lhe que ordenasse o rumo da viagem,
para qualquer parte do Brasil Varonil de Belezas Mil,
e que ele,
repleto de obediência milenar,
a levaria sã e salva ao destino previsto,
e que,
em hipótese alguma,
Vilões Portugueses Mui Doutores da Idade Média
ou Sarracenos Obscenos Medievais a molestariam,
pois ele,
já fora informado pelo Mago Amadeus,
teria de protegê-la
de todos os sobressaltos da Via Imaginária,
e que
(ele ouvira falar)
a narradora da estória já havia pedido a proteção
do Grandioso Júpiter Rompante,
o qual,
naqueles dias memoráveis,
estava a presidir o trajeto anual
do Tempo Sideral
de 2007,
e que,
se houvesse alguma armadilha
nas rod’asas da Charrete Maravilha,
o Protetor Rompante,
quomodo precaução,
já havia alugado um Novíssimo Ônibus Interplanetário
Brilhantíssimo,
por intermédio do Presidente Atuante do Brasil Varonil,
o Luís Ignácio Digno Comandante
Enfrentando No Ato Moinho de Vento Inflamante,
construído por americanos do Século XX,
redigo,
um Ônibus Interplanetário Brilhante
construído por russos e americanos do Segre Passante,
para levá-la aonde desejasse,
mesmo que fosse aos confins do Planeta do Nunca,
cujo Imperador,
naquele momento redentor
entre a Razão
e a Emoção Supr’Ação
per a Era de Aquárius Fitante,
um signo propulsor per um Futuro Cravante,
era, quomodo vou lhe narrando neste novelo enroladão,
o Minúsculo Peter Pan Influente
Herói Diferente
da Antiga Estória de Fada Real Recorrente,
a Plim-Plim,
ou Sininho,
Fada Sem Sal da Tevê Global Hoje Não-Maioral
neste Segre 21 Inicial.
E, ainda, dizia-lhe o Carreteiro Tão Bailo!,
Milenar, e de Ação!,
tais ordens seriam melodiosa canção,
pois amava a donzela com suprema paixão,
dês o tempo Fermoso do Mito Famoso,
quando ela galopava silente em Corcel Vaporoso
na Estrad’Atraente do Sonho Ditoso.


VI

Ao Monte Distante
do Divinal Instigante
foi viagem Sem-Par
na Carruagem Estelar.
A Dianna Irisante
estava pensante,
interiormente’afolada,
na Hora Vergada
do Tempo Passante,
e o Toinzão Bonitão,
more or less caladão,
ao longo da Estrada
Por Certo! Enrolada,
à moda d’infanti’amanti’rompante,
estava falante.

E eis que,
naquele deslumbrante dia
de suave letargia,
a Dianna Mineira Valente,
uma Notável Incomum Vidente,
por intermédio do tédio
e de brilhante poderosa lente
e de registrada magia,
já havia previsto, a dita,
aventura mui bendita,
aventura por certo! segura,
por certo! muito bonita!,
ao longo da Varredura
da Via um pouco interdita
que vai à Serra Futura,
a qual se chamará Ventania
na próxima nomenclatura
desta narradora Sem-Guia,
pois lá a guedelha eriçada
do tal Mago da Alcaçada
que fica na Serra Vazia,
no alto da espiralada
trilhazinh’abandonada
do Neo-Narrar Inseguro,
que, na Duração Já Sem-Muro,
sem erro! terá serventia,
pois lá a guedelha eriçada
do Bell Mago da Indomada
recebe a suprema magia
de uma ventarol’alada,
um muito! Desordenada!,
também eriçando ela
a Cabeleirinha Branquela
da Narradora do Nada,
pois foi lá que começou,
e a narradora a mim contou,
a Aventura Mui Segura
da Dianna Arthemis Valente,
Honorável Incomum Vidente,
resguardada pl’o Toinzão
Charreteiro Bonitão,
um Charreteiro Eternal,
mas de bom coração,
por oferecer luz sem-igual,
uma luz matricial,
ao pobre’humano vagante
de um passado imortal,
o Toinzão Itinerante,
por ser u’a figura tal,
a tal figura’inflamante,
uma recópi’atual
de Faetonte Gigante,
aquele filho roubante
da Carruagem do Sol,
ou Hélius Apolo Cantante,
um músico itinerante,
um músico fenomenal!,
um demiurgo de Escol,
que sabe girar o Sol,
um ex-dono incomodante
da Viatura Voante
que no vigor do arrebol
risca a telona gigante
da realidade marcante
do sonho transcendental,
com mil paletas faiscantes,
paletas de tons brilhantes,
de cores reverberantes
e muito et cetera e tal.
Então?!
Então foi nesse dia
de suave letargia,
que a Dianna Quiromante
pegou a Carruagem Vazia,
uma Charretinha Brilhante,
e foi, com espetacular maestria,
até ao Monte Gigante
com notável companhia,
o tal Faetonte Brilhante,
o seu Charreteiro do dia,
o Charreteiro Importante;
de dia, um Estrello-Guia;
de noite, muito distante.

E a viagem seguiu compassante,
em volteios triunfais.
A Dianna, anelante!,
e o Charreteiro, demais!,
querelando armar, triunfante,
uma querelona sagaz,
naquele Bello Horizonte
de Veleidades Astrais
dos tempos prosopopaicantes
que não voltam nunca mais,
realçando a palidez dela
com risos descomunais,
com a cabeleiron’amarela
brilhando cada vez mais,
u’a luz de grande vela
em feixes originais,
as cores da Quinta Estrela
de Grandezas Sem-Iguais
a iluminar a Via Bella
que vai a Minas Gerais.

Enquanto a Dianna pensava,
distraída e anelante,
o Charreteiro brilhava
naquele Céu tão brilhante,
e a tal Carruagem passava
por cima do Mar Atalante,
pois quem dirigia e encantava
era o dito Heliosponte,
cujo brilho irradiava
no Filho de Apolo Amante,
conduzindo a Andarilha
rumo ao santo Santo Monte,
Monte de Maravilha,
de colorido vibrante,
situado e ampliado
nas Minas Gerais distante,
ancorado no passado
desta narradora rolante,
passado idolatrado,
repleto e sacralizado,
com muita estória importante,
tirada de saco engomado
com gomalina marcante,
saco sem fundo, vazado,
de devaneio intrincado,
mostrando no fundo rasgado
um mundo reedificante,
promessa de muito narrado,
narrado reestruturado,
muito bem armazenado
diferente do contado
pelo substancial dominante,
o substancial do Pasmado,
do Pasmado Antiquado,
que por força do Passado,
Passado glorificado,
quer-se acima do Horizonte,
mui longe outrora aprumado
no sem-fim organizado
de um Norte Desencantado,
Terra de Gente Gigante,
pisando no pobre-coitado,
o proto-neo-habitante
deste Sul Interessante,
como se fosse o tal colonizado
um ser insignificante,
unzinho qualquer malsinado.

Pois um Brasil Glorificado,
a Diannazinha buscava no tal Monte Adivinado,
para que o Futuro Assinalado
soubesse que o Brasil Adorado
per seu Povo Maltratado,
de Passado Malsinado,
de Povo Desautorizado,
acordou, bem renomado,
naquele incrível instante,
pois um Pré-Dito sem Calçado
tornara-se um Gran Gigante,
e que o Brasil Colonizado
até ao Vinte Perpassante,
já se via idolatrado
em Vera Terra Distante,
no princípio assinalado
de um Vinte e Um Importante,
o Terceiro Aquilatado,
desde o início pré-julgado
como Milênio Interessante,
e o Brasil Colonizado,
naquele instante’atuante,
se vendo Neo-Governado
por Mão Firme-Comandante,
Mão de Governo’Honrado,
por Deus-Pai abençoado,
por Ele muito estimado,
pois Pernambucano’Atilado,
Governanti’Ajuizado,
pelo Povão Adorado,
era já fato afirmado
no Ágora Fortificado
da Neo-Nação Verdejante.
E, agora, depois do excursado,
com muito parolão recriado,
de longe, a Terra avistada,
a tal Montanha Importante
de sua Terron’Adorada,
pertinho de Belo Horizonte,
Capital Mui Fascinante,
e, por companheiro de Estrada,
contava, a dita Vagante,
com o Toinzão, que ela amava,
o dito Neo-Heliosponte
Filho de Apollo Brilhante.

Mas, o espertinho Truão,
logo que o dia findou,
desapareceu, de roldão,
e a noite logo chegou.
Então.
Então, não?!
Por que não?
Para chegar à Pousada
de Amadeus Quiromante,
o Sacerdote do Nada
além do Tudo Imperante,
situada na entrada
daquele Monte Vibrante,
precisava a Galanada,
a dita Dianna du Monte,
de força revigorada
para seguir adelante,
e sem a presença neopensada
do Filho de Apolo Cantor,
a mineirinha afolada,
da novel estrad’alada
cheia de curva e fervor,
não versaria um nada,
não mostraria valor,
pois, Viajar Deserdada,
totalmente Exerdada,
em Via Espiralada,
por vezes muito intrincada,
é viagem de doutor,
e a mineirinha do d(o)ado
repleto de resplendor
se viu em mato intrincado,
sem saída e sem andor,
sem arma de Bell Passado
para lutar com louvor,
sem palafrém equipado
com mantilha de valor,
sem palavrório atilado,
sem verça de ditador,
e tudo isto, Meu Amado!,
do SolLuz necessitado,
para, com tino dobrado,
registrar com mui agrado
um Bell`Amor divinado
pelo Brasil Redentor,
no Ato deste Enrolado,
resgatado e respeitado,
em Plagas distantes firmado,
firmado e protocolado
como Terra de Valor.

Mas, no entretanto do Ato,
sem o apoio sensato
do Toinzão Itinerato,
a Carruagem Motorizada
de Vida Despoliciada,
em forma de Navio Mercante,
passava desarvorada
por cima do Mar Atalante
e dentro dela, aluada,
ia a Dianna do Monte,
pois, antes de chegar à morada
de Amadeus Quiromante,
precisava, a Espiralada
do Fôlego Reconfortante,
tomar água consagrada
per Netuno Embriagante.
E, buscando uma saída
para seu navegar anelante,
foi a Desconhecida Vivida
do Cantar Incomodante
comprar a renovada bebida
em Adega Preferida,
cujo proprietário de lida
era Netuno Bacante.
E em seu sonho pivotante,
cuja raiz anelante
estava em um Novo Horizonte,
ou melhor, muito melhor,
no alto do Gran Gigante
da Cidadela Esplendor
perto de Bello Horizonte,
foi, a pouco distinguida
na Ara do Trovar Firmante,
conversar, mui comovida,
comovida e enaltecida!,
com o El-Rei do Neo-Atlante.

E foi a Dianna do Monte,
com Netuno Embriagante,
revolver o seu passado,
com saudade confortante
e parolão aluado,
e se recordou do instante,
que alheada e inquietante,
com o coração compassado,
viu o grande Mar Atlante
do Rio de Janeiro Amado,
na hora prima incessante
de seu viver transformado,
longe de Belo Horizonte,
a capital atuante
de seu Estado venerado,
Minas Gerais, triunfante,
lugar de gente inflamante
e de coração adoçado,
seu domicílio distante,
agora só sonho sonhado.

Então a Dianna do Monte,
a revolver o passado,
se recordou do instante,
que alheada e inquietante,
com o coração compassado,
esteve, bem confortante,
diante do Mar Rebrilhante,
no Rio de Janeiro adotado.
É que naquele proto-instante
de sonho desenfreado,
a Dianna Incomodante
não era mais do Roçado
lá de Minas Gerais,
a Cantante
era a Dianna Adamante,
chamada também Del Mar.

Na Praia do Saco Grande,
lá p’las bandas do Mirado,
estava a Dianna Dummont
diante do Jaião Mareado,
o tal Netuno Amarante,
parente do Zeus do Passado,
pois sua voz altissonante
provinha de Veiro Narrado.

E conversando fiado
com o Netuno Maresia,
o Grande Rei do Mar Salgado,
naquela hora do dia,
dia de muita magia,
a Mineira do Pasmado
Repleto de Resplendor,
esqueceu o neo-d(o)ado,
esqueceu seu velho amor,
aquele ser ensolarado,
o tal Toinzão Multicor,
e digeriu um papo bem acabado
com Netuno Adamastor,
que, no Quinhentos, já passado,
pelo Camões, exaltado,
foi brilhante, transformado
em Montanha de Valor,
separando o Mediado
do Moderno Concolor.

O que, no início, não sabia,
nem mesmo desconfiava,
era que, ao longo do dia,
que a findar já começava,
muita aventura sandia
a sua viagem entrevaria,
e tão cedo não chegaria
ao Monte que tanto amava.
Pois, para seguir sempre adelante,
em direção ao Super Monte
da Grandeza Original,
a Diannazinha Voante
teve de enfrentar,
com rompante,
o furor desavisante
de um Veiroto Zagal.


VII

E era um Azagal Implicante,
bolorento, decadente,
antigamente importante,
antigamente influente,
da Idade Medial,
pois para chegar ao Mirante
com palavra-luz, somente,
aventuras neobrilhantes
teria de enfrentar, dali pra frente,
afinal,
uma vez que, no Vinte Um Já Imperante,
neste Brasil Importante,
um cantar altissonante,
narrante e muito rimante,
não constava incomodante
em novíssimo embornal
de cantador impressionante
à moda do tal Zagal,
qualquer cantor neovagante,
de Epopéia Triunfante,
nunca se viu, aqui, atuante,
neste Vinte Um já passante,
e a Dianna Anelante
necessitava, inflamante,
de um Cantar Neo-Importante
para vencer o Azagal,
o tal Zagal Maioral,
que, numa mesinha rasante
de cor insignificante,
apoiado no beiral,
ouvia a conversa incessante,
insólita,
meio girante,
da Dianna Viajante
com o Vei-Netuno Abissal
de Natureza Imortal.

O Azagal Implicante,
com fúria descontrolada,
ria da Dianna do Monte
e de sua parolagem cifrada.
E lá em seu canto borolante,
um lugareco esconsado,
cantinho bem antiquado,
em uma mesinha baloiçante,
de antiguinho pé quebrado,
por certo!, não-vacilante,
ainda vei-resguardado
por livros de antigo falar,
o Azagal, já destronado,
queria com ela lutar,
luta de Narrador Inflamado,
per com ela pelejar,
só para, com fúria, irritado!,
com veira destreza!, provar
que o neo-d(o)ado,
desarmado,
de um neocanto espiralado,
era linguagem neovulgar,
pois se esquecia, o Atrasado,
que o cantar do Vei-Passado,
no tal Segre Começado,
teria de se ajustar,
com muito agrado, enrolado!,
às normas de um neo-renovado
e diferente narrar,
repleno de versos rimados
e história não-linear,
quomodo fez o Pessoa,
o Fernando D`Além-Mar,
o Fernando de Lisboa,
em sua Mensagem sem par,
no século XX já passante,
um Segre mui estressante,
caótico, beligerante,
que vai dar o que falar
no futuro-ali-adiante;
o Fernando de Lisboa
de Portugal Secular,
e cujo Canto ressoa
acá nesta debanda do Mar,
o mesmo Marzão de Água Boa
que banha a Banda de Lá.

Para a Empresa acertar,
a ajuda especial
do Faetonte Milenar
seria coisa normal;
o seu brilhoso sem-par
iluminaria o Neo-Astral
da Diannazinha Dalmar
ou da Serra Original
chamada de Conceição
por seu povo animação,
por seu brilhoso pessoal.

Só que, em d(o)ado aladu’instante,
a Dianna ficou só,
o tal Bonitão Faiscante,
numa tristeza de dar pó,
sumiu entre as nuvens, Brilhante,
deixando a Dianna n’um nó,
um nó no enredo cantante,
enredo desafiante,
um Sol-Lá-Si sem o Dó,
barbante muito enrolante,
com palpitação anelante
no fundo do seu gogó,
u’a palpitação estressante,
por certo neo-intrigante,
tendo de cuidar da Voante
Carruagem Extra-Astral
e da Malta Guard`Atlante,
no final do Arrebol,
a Malta do Veiro Irritante
de Raiva Descomunal.

No entanto, mui rebuscado,
a Dianna estacionava
com o Netuno Vei Primado.
E a Senhora Noite já chegava
com seu mover camuflado,
obrigando a que Andava
a pernoitar no Abrigado,
ou seja,
na Maison, Aquariava,
de Urano Desregrado,
aquele que se exilava
no Galpão Peixe Dourado,
enquanto o dono da Casa,
o Netuno PreAmado,
mareava e marolava
no Chalezinho Encantado,
Chalezinho Aquariado
de Urano Mal-Amado,
os quais, neste Neo-Enrolado,
os dois,
de Casa tinham trocado.

O Heliosponte longe estava,
a brilhantar do outro lado.
No Oriente ele passava
seu Grã Carrão enfeitado,
com mil lanternas, brilhava,
à moda do Orientado,
um Carro de brilho quente,
um Carrão mui colorado,
um Carro bem diferente,
robusto, revigorado,
o símbolo do Sol Nascente,
conduto evidenciado,
diferente do Ocidente,
ad’aonde já chega cansado,
o acá dito Sol Poente
do Ocidental Mumificado.

E o Toinzão Itinerante,
antigamente chamado
de Faetonte Gigante,
o filho desnaturado
de Apolo Helius Brilhante
daquele passado honrado,
por certo! bem decorado!,
o que roubou o carro’ardente
de seu pai sacralizado,
trazendo para o Ocidente
as brasas do Luminado,
só para agradar toda gente
de nosso Bello Cercado,
pois o Brasil Super Potente
é por ele muito amado,
o Sol brilha, incandescente,
do Norte ao Sul, lado a lado.

Mas, de noite, retornando
ao princípio do Ostentado,
ao Oriente regressando
para brilhar neo-redobrado,
as Orientais neobeijando
com beijo revigorado,
e só pela manhã voltando
com neobrilho energizado,
às primeiras horas do dia,
para continuar o firmado,
ou seja,
oferecer companhia
e beijo revitalizado,
um beijo de Estrello-Guia
na Diannazinha Maria
do Cantar Espiralado,
pois, à noite,
no escuro, rumaria,
a Dianna Neo-Narrado,
com a força da assuãrazia
de grupo esoterizado,
lá p’las bandas da Abadia
de Amadeus Mui Amado,
que, junto de neoconfraria,
habitava um descampado
na Gran Montanha Vazia
do Narrar Espiralado,
a Montanha Fiuzaria,
o rumo determinado,
e, por ora,
e por agora,
neste instante
e nesta hora,
Bell sozinha seguiria
e sem rumo vagaria
sem o Faetonte ao seu lado,
mas só depois da assuãrazia,
assuãrazão neo-embolado,
que com muito gosto faria
e novel destacaria
com o Rei do Mar Salgado.

E depois da eixecaria,
repleta de termo cifrado,
palavras sem serventia,
por ser Briga do Togado,
doutor da veira mania
de português latinizado
contra a doutora Dianna
do Brasilês Puridado,
a dona Fiuzaria
do Segredo Companhia
Brasileiro Renovado,
que por supuesto arrostaria
com o Azagal da mesa ao lado,
o douto sem serventia
do Terceiro Começado
prum tempo de gritaria
e parolão repensado
retirado da courelia
do Medial bem trovado,
Neo-Segre da valentia
de romper com o vei-passado,
Neo-Mundo siiralento
a trebelhar com cuidado,
o Vinte e Um de um momento,
por certo!, Regenerado,
em que o Ex-Povo-Mulambento,
no vei-passado humilhado,
escolhe o seu Influente
sem látego no neocostado,
seja ele um Presidente
provindo do Sujeitado,
o Metalúrgico Insistente,
de olhar resplandecente,
o Luís Inteligente,
por duas vezes Presidente
do meu Brasil Muito Amado;
ou um Índio Boa Gente
da América do Sul, Valente,
a guiar mui continente
um País Civilizado;
ou um Mestiço Inteligente,
negro e branco na corrente
do sangue sacralizado,
vencendo a fúria demente
do Presidente Passado,
vencendo batalha afolente,
neocombate acirrado,
na América do Norte De Mente,
no Próximo Assinalado,
o 2008 da Frente do Povo Politizado,
o Obama, Presidente
do Americano Estressado
que, guerreando no Oriente,
por ordem de Imprevidente,
almeja, impetuosamente,
o Americano inocente,
o sossego desejado,
votando no Diferente,
um Negro de Verbo Ardente,
impetuoso, animado,
provando, pra toda gente
do Mundo Civilizado,
que o preconceito existente,
até ao Segre Vei-Passado,
não vingar-se-á no Presente
de um Milênio Renovado,
distante de guerra indecente
e de cogitar atrasado,
buscando o Futuro de frente
sem temor do neo-d(o)ado;
então, eis aí, minha gente!,
o que vos afirma a Vidente
Dianna do Neo-Narrado:
no 2008,
diversamente
do que ocorreu no Passado,
a América do Norte, inclemente,
de preconceito atrasado,
terá, como Residente
do Palácio Esbranquiçado,
um Negro Grandiloqüente
no Pedestal bem firmado.

Pois, agora, estacionada,
parolando com paixão,
um tantinho espiralada,
mas com presilha no chão,
com a companhia d(o)ada
de Netuno Posseidon,
sorvendo história passada
repleta de muito som,
o som que vinha da Pousada
do Veiro Aviziboõ,
olhando PerDuração Puridada
brilhantemente espalmada
na palma de sua mão,
antevendo um Porvir Sem Muro
para o Brasil Neo-Nação,
sabendo-o muito seguro
nas mãos do Luís Grande Irmão,
o disposto com urdidura
para salvar o Mundão.

Assim, Amém!,
Assim Seja!
Que o Deus do Céu o proteja!
E que a nossa Seara seja
uma Sinecura Segura,
um emprego mui disputado
por Brasileiro Constante
ou Estrangeiro Viajante
do Mundo Globalizado,
e que toda Criatura,
deste Mundão Açulado,
antecoante,
em paz,
asado,
na próxima Via Futura,
venha partilhar da Fartura.

Então?!
Então não?
A Dianna parolava
com o dito cujo Jaião,
o Jaião da Maré Brava,
tão longe de seu Sertão,
aquele Sertão da Alcaçava
de Amadeus Antigão,
o tal Mago que habitava
o Alto da Conceição,
um Monte Azul que evolava
de seu Pensamento em Ação,
Aquele que em Minas estava
para lhe dar proteção,
enquanto a Dita morava
na ex-Capital da Nação,
a Cidade que reinava
no fundo do coração,
pois a Cidade adotava
os que vinham do Sertão,
dando guarida, velava,
ofertando proteção
à mineirada’atilada,
que vinha espiralada,
com a escudela na mão.

Mas, a parolagem da Dianna,
com o dito Jaião Mareante,
era uma intriga-gincana
sobre o passado distante,
quando o Netuno reinava
nas águas do Veiro Atlante
e as sereias namorava
nas praias de lá, passante,
no tempo de mil amores
e de muito beijo ardente,
amor de mil’esplendores
despertando o Mar dormente.

Mas, quomodo o dito e grafado,
o outro Jaião Implicante,
o Jaião Latinizado
de um tempo já bem distante,
estava, ali, na mesa ao lado,
pronto para um EntreVero arretado
com a Diannazinha Dummont,
dizendo que o seu Parolado
era Comédia Farsante,
pois a Dianna do Cercado
do Neo-Brasil Imperante
não possuía palafrém neoblindado
para seguir adelante,
e que o seu Novinho Enrolado,
com verso neocamuflado,
era Canto insignificante,
um brasilês sem costado,
do português bem distante,
um português devastado,
destruído e mal-falado,
sem o valor do passado,
para seguir sempre adiante.


VIII

E dizia, o tal letrado,
pra platéia circundante,
em discurso improvisado,
com maldade redundante,
que a Dianna do Cercado,
do Brasil Neo-Imperante,
era cantora sem grado,
sem palavrório marcante.
E que, oimas!,
antecoante!,
a Dianna do Cercado
do Gran Brasil Importante,
não receberia aval selado
dos doutores impetrantes
oriundos de um Falado,
um tantinho embolorado,
repleto de regras, antiquado,
o falar colonizado
do brasilês, importado
de neoterras, imperante
no Segre do vei-passado,
do Mundo Desarmonizado
do dito grupo falante
que se queria exaltado.

E relembrando do D(o)ado
de sua parenta cantante,
a Circe de outro Enrolado,
do 2005,
Passante,
bastiu um entrevero exaltado
com o Jaião perpassante,
enquanto o Netuno, arredado
da tal Contenda Inflamante,
se pôs um pouco de lado,
apreciando a Cantante,
apreciando o ritmado
da Diannazinha Dummont,
a Dianna do Alargado
Neo-Brasil Proto-Gigante,
mas, pronto para um eixeco estressado,
muito bem aquilatado,
disposto a se meter no Intrincado,
se a Dianna do Narrado,
Neo-Narrado Espiralado
longe da Norma Imperante,
falhasse no seu Neo-Rimado,
perdesse o fio vibrante,
caindo no desagrado
de algum Leitor Importante,
e, sem fôlego animado,
sem fôlego gaseificado
de Prima Luz, ofertado,
falhasse no seu rompante,
e, com muito desagrado
perdesse o rumo da Ponte,
a Ponte do Neo-Sagrado,
Pontilhão Espiralado
que liga a mente Pensante
ao Plano Espiritualizado.

E foi assim o eixequinho
da Diannazinha Lunar
com o Jaiãozinh’Avozinho
da outra banda do mar,
na Taberna do Marinho
Netuninho Du Vei-Mar,
tomando gole de vinho
e alteando o parolar,
politizando o Pergaminho
com o Trovar do Neo-Luar,
buscando um Bello Caminho
para acertar o rimar
e vencer o Ávol’inho
com Verça Espetacular.

E foi assim o eixecado
da Diannazinha Dummont
com o Vei Mui Estressado
de um Passado Bell Distante,
aquele do Vei Falado,
falado conceituado,
um tal de pompa importante,
mas sem calor renovado,
sem cotejo neobrilhante
e sem seiva de Primado:

Saiba Vosmicê do Traçado
repleto de circunstância
que, esta, a vos falar enrolado,
não tem muita tolerância
para dialogar alinhado
com gente de veira importância,
pois seu conhecimento alargado
coloca-se espiralado
em cogito diferenciado
em um Neo-Cantar Diletante.

E eis aqui o historiado
deste eixecado inflamante,
neste Armazém Neo-Honrado
de Netuno Veiro’Amante,
neste Vinte e Um, começado
quomodo Segre Apreçante,
um apreço renovado
neste Mundo Guerreante,
necessitando, apressado,
de um Neo-Cantar bem vibrante,
para mostrar ao Pro-Futuro
que um Brasil Já Sem Muro
delineia-se vibrante,
depois de um período escuro
que já se encontra distante.

No terceiro grau alado
de uma Nova de Novembro,
no Quarenta e Seis Porejados
do Segre Vinte Estupendo,
em um vinte e cinco assinalado
quomo data encantatória,
nasceu a Dianna do Narrado,
narrado sem muita glória,
pois seu pensar espiralado
não ganhou fama notória.

Os importantes do Fechado,
daquele Segre Vei-Memória,
um Grupo empoleirado
em fama vei-meritória,
muito bem calcificado
em regras de um tempo findo,
não perceberam o Neo-Mudado
de um falar muito lindo,
um falar necessitado
de um novo tom recém-vindo,
para realçar o Cercado
do Brasileiro sofrido,
que há muito estava alheado
de um Falar concorrido,
seguindo regras de Além-Mar,
calcadas em vei estampido,
o som do passado exemplar
e de um poder já perdido,
um grupo vei-milenar
em velho fardão metido,
com a cabeça no vei mar
do conceitual exigido,
tomando chá secular
no Plano do Corrigido.

E o contra-ataque do Jaião,
contra-ataque de assustar,
meu Ouvinte!, Meu Irmão!,
a vós não quero narrar,
pois o dito cujo Truão
não parava de urrar,
um Truão Atrapalhão,
atrapalhando o Bell Narrar
da Dianna Concepção
que estava alegre a namorar
o Netuno Poseidon
da nossa parte do Mar,
pois, em rota aquariana,
viera, para cooperar
com a viagem da Dianna,
uma vidente lunar,
que naquela eloqüência insana
estava com o Jaiasão a lutar,
enquanto o Netuno Bacana
ficava de lado a olhar
o tal entre-eixeco-gincana
do Jaião com a Lunar,
pois, o de Força Octoniana,
o Netuno PreAmar,
um pouco velho e sem gana,
não estava a fim de brigar,
deixando o cargo p’ra Dianna
Arthemis Luna Du Mar.

Então!?
Então, então, como não?
Foi um quebra-pau de arrasar!
O dito cujo Jaião
contra a Dianna Du Mar.
Na hora do eixeco gritante,
o Netuno, Veiro-Cansado,
ficou de fora, distante,
deixando a Dianna de lado,
mas, com certeza!, oscilante,
a recuperar o Forçado,
se a dita cujo Implicante
precisasse um Ajudado,
pois seu Tridentão Arpoante
conservava o valor d(o)ado
per Homero Edificante,
o Vate do Bell Pasmado
dos Gregos, itinerante,
andando sempre ocupado
em espalhar no horizonte
de um Futuro Puridado
o seu cantar alteante
e as rimas de seu rimado,
cantando a fúria inconstante
de Qualquer Proto-Ativado,
ou Rancho Revigorante,
Vitalizado, Agitado,
provindo, pré-guerreante,
do Mundo Mitificado,
a abalar a Estreante
e seu Cantar Renovado,
enquanto a dita cuja Adamante
recuperava o Passado.


Os urros do Afolido
espalhavam-se no horizonte,
em volta do Enlouquecido
armou-se querel’arfante,
era o povo do lugar
apreciando a Rompante,
torcendo pela Del Mar,
chamada também Del Mont,
pois sua aura sem par
brilhava, desafiante,
com a Lua Cheia a brilhar,
abençoando o neo-instante
do eixeco singular
entre a Dianna e o Gigante.

O Vei Gigante gritava
em cantorio horroroso,
e, à Dianna, intimava
um responso vigoroso,
o qual, a Dianna dizia
que o seu cantar neoformoso
não pertencia a secrelia
de um Vei Cantor Secreloso.

E o Secrelão do Passado,
o dito cujo Jaião,
em prosar desafinado,
criticava a do Sertão,
dizendo que o neo-d(o)ado
era pura invenção
de cogito atrapalhado
distante da Vera Razão,
epos heroicizado
não existia acá mais não,
e mundo mitificado,
com bando de deuses em ação,
era coisa do passado
do português Avozão,
e que o Brasil, Neo-Consagrado
pel Luís em Ação,
não tinha Poeta Grado
para elevá-lo à condição
de País Abençoado
com um Neo-Cantar Bastião;
boa vontade no Cercado,
o Neo-Brasil do Eirão,
para cantar o Primado
do Bom Luís Grande Irmão,
era material descartado
― não existia, isto não! ―
pelo rico endinheirado,
o que recusa um doado,
um simples magro tostão
ao pobre descamisado
que vagueia na amplidão;
e mesmo qualquer galanado,
qualquer doutor da Nação
preso ao Rancho Politizado,
contrário à Limpa Eleição
do Pernambucano Atilado,
deseja que o Laureado
saia do Planalto Elevado
com a escudela na mão,
ou seja,
o rico do Neo-Brasil Muito Amado
não gosta do Luís, não!,
e deseja que, o Premiado
com o voto da população,
erre em seu passo d(o)ado,
para fazer do Gran Cercado,
o Brasil Ex-Exerdado,
em novel bastidor tramado,
um País em Ascensão,
no Mundo todo firmado,
assinado e bem gravado,
quomodo de Direção,
estorvando o Contrariado,
o grupinho aenvidado
que não quer o Luís, não!,
não quer o País honrado,
o tal da oposição,
não quer que seja ovacionado,
no Mundão admirado,
o Brasil Ex-Eixerdado,
pel o Luís comandado,
e per outrem assinalado
com Nobre Classificação
no Mapa recém-desenhado
deste Presente Segrão,
o qual,
em um Amanhã Renovado,
será bem considerado
quomodo Aveziboõ,
Siiralento, Animado,
e nunca mais maculado
com a pecha da eixerdação,
e que o eixerdado já passado
não volte na contra-mão.

No entanto, e, entretanto,
a narradora a mim contou,
quem venceu o EixeCanto,
com muita honra e louvor,
foi a Dianna do NeoManto,
Brilhante, de Furta-Cor,
aquela que nasceu no Monte
do Divino Esplendor,
e que, naquele vero’instante,
já se despedia, anelante,
do Netuno Vei-Amor,
e de seu Tridentado Importante.

Entretanto, intralente,
retomando o Neo-Narrado,
a Dianna tão Valente,
do Gran Brasil Puridado,
estava indócil no Lar,
no Rio Maravilhado,
ou Rio Mui Exemplar!,
e, num momento de mente,
e, de repente, contente,
pegou o seu celular,
telefonou pro Influente,
aquele Sol Bonitão,
solicitou a Alada,
a Charrete Iluminada
repleta de superstição,
e voou em disparada,
com a alma renovada,
ao lado do Brilhantão,
para a Montanha Sagrada
do Alto da Conceição,
localizada e firmada
nas serranias doiradas
de seu Estado Antigão,
a Minas Gerais do Passado,
um passado idolatrado,
com muito empenho guardado
no fundo do coração.
Só que, ao longo da Estrada,
a tal, diferente e alada,
a Carruagem Dourada
seguiu por uma neo-estrada,
a chamada Via Honrada,
e foi parar, indomada,
na Praia do Grande Saco,
ou Saco Grande da Praia,
onde o parente de Bacco,
o Netuno PreAmar,
estava ali a morar.
E, antes que este enredo
sem medo
se transforme em um torpedo
e saia do linear compressão,
é preciso explicar,
com justa consideração,
e, com grande verve, narrar
a terrível confusão,
uma confusão de rascar!,
e de muito complicar
o teor da neocanção,
quando o Toinzão Milenar
deixou a Dianna no ar
e se mandou, num piscar,
para o Oriente Antigão,
mas, prometendo voltar,
para, em viagem, levar,
na prima hora sem-par
do seguinte diapasão,
ou medida do narrar,
por certo!, espetacular,
a Diannazinha Dumar,
saudosa de seu sertão,
até ao Alto Estelar
da Montanha Secular,
chamada pelos de lá
de Montanha Basilar
ou Monte da Conceição.




IX

Então!?
Então, por que não?!,
já e já, antecoante,
no princípio do horizonte,
ressoava, mui vibrante,
a barulhada marcante
do Carro de Apolo Cantor,
trazendo na boléia, alojante,
o Toinzão Multicolor,
antigamente chamado
de Faetonte Terror,
ou Faetonte Roubante,
por ter, com muito valor,
roubado o Carrão Alado,
o Carrão Iluminado
de quem lhe deu vida e amor,
trazendo-o, acalorado,
para o Brasil Redentor,
para beijar a Dianna,
uma Sacerdotisa Bacana,
que, pela manhã, muito sana,
retornava a Caravana
até ao Monte do Amor,
em busca de seu Passado,
um Passado Idolatrado,
por certo, sacralizado,
repleto de resplendor.

Mas, retomando o passado,
na noite do neonarrado,
a Dianna do Cercado,
chamada também Dumar,
havia a Dita se abrigado
per esperar o Sol’Asado,
o Carro Oportunizado
do Toinzão, por ela, amado,
que estava a brilhar no Oriente,
o filho americanizado
do Gigante Heliosponte,
chamado, antigamente,
de Brilhante Faetonte,
um filho desnaturado
que roubou o Carro’ Alado
de seu Papai desamado,
trazendo-o para o Ocidente,
para brilhar redobrado
no Terral Neo-Aclamado,
o Brasil Muito Influente.

Então!? Então, por que não?!,
É preci(o)so re-explicar:
a Dianna Encarnação
estava ali a pernoitar
na Maison do Puro Vinho
de Netuno PreAmar,
ou Maison AquaMarinho
de Urano Bom Velhinho,
que, por fatalidade tirana,
estava alá,
no tal Terral Albergana
de Netuno Piradinho,
a curar a carraspana
de bom vinho vermelhinho,
naquela hora bacana
repleta de torvelinho,
um cogitar doidivana
ou pensar redemoinho,
exilado, sem força insana,
a sua neurose romana,
em um Grandioso Ninho,
ou seja,
na Maison Pisciana
da Pura Água Fontana
do mesmo Netuno Marinho.
E este Embaraço consentido,
ou se quiser, sem sentido,
meu Leitor!, meu Amiguinho!,
só será bem entendido
por quem ler o Pergaminho
do Astrólogo Precavido,
o Amadeus Mui Precatado,
o Oraculante Preferido
dos deuses do Vei-Passado
da Astrologia do Fingido,
que fala do vei-narrado,
amadurecido,
extinguido,
do Astral Instituído,
um Pergaminho Velhinho
um tanto amarelecido,
mas com valor revivido,
um neovalor renovado.

Co a chegada do Toinzão,
a Dianna, mui contente,
despediu-se do Jaião,
o doutor impertinente,
que, ali, na contramão,
armou entrevero quente
co a Dianna Eixerdação,
distante do Sol Poente,
o qual,
antes da Prima Hora,
estava a viajar no Oriente,
mas, no ato do agora,
voltava, muito contente,
para iluminar a Alada,
a Dianna Espiralada,
uma Sacerdotisa De Mente
airosa e bem ativada,
viajante, incontinente,
por certo, espiritualizada,
por um nadica, um nada,
arruma as trouxas, diligente,
e vai, sem destino ou pousada,
tocando o Carro pra frente,
sorteando a estrad’alada,
se, por destino patente,
surgir, assim, bem de repente,
repentina encruzilhada,
fazendo-a, impertinente,
escolher a estrad’asada.

Do Netuno Preamar,
a Dianna se despediu,
prometendo o visitar
lá pelo novembro exemplar
do 2008 Gentil,
um Anno Espetacular
como acá nunca se viu,
porque, nesse Anno Sem-Par,
o Mundo evoluirá,
deixando o preconceito findar
em um Passado Senil,
prescrevendo ũa Paz Sem-Par
para um Porvir de Cem Mil.

Co a chegada do Toinzão,
a Dianna, mui contente,
despediu-se do Jaião
e tocou o Carro à frente;
despediu-se do Netuno,
um amor bem antigão,
e buscou um novo rumo
para realçar a Canção,
pois a Estrada Rebuscada,
que vai per a Serra Alada
do Alto da Conceição,
é estrada esburacada,
com armadilha fincada,
não é estrada mareada,
não tem nenhuma Enseada,
nem Taberna Adivinada,
nem Netuno de Roldão;
está longe da Baía,
da Costa do Brasilzão,
está na Montanha Vazia,
em direção ao Sertão,
ou das Altas Serranias
das Minas de Ouro e Carvão,
e para a Dianna Sem-Guia,
à moda de Veiro Narrar,
uma neo-invocação pré-urgia,
para a Via alumiar,
e, com grande maestria,
retomar o Neo-Cantar,
para seguir, com alegria,
e em boa companhia,
o Toinzão Neo-Milenar,
até a Serra Ventania,
a Serra da Alegria de Amadeus Trilenar,
o Chefe da Confraria
de o Zeus de o Antigo Troar.

O destino, pré-declaro!,
da Viagem de Roldão,
era visitar o Preclaro
do Alto da Conceição,
o Amadeus do Olho Raro
no Centro de seu Frontão,
morador do Monte Claro,
vizinho do de São João,
nas Serranias de Minas,
Estado Bem Antigão,
das iguarias divinas
feitas por divas mãos,
mãos de diligentes Meninas
e Velhas de Muita Ação,
das Cozinheiras Faceiras
cozinhando cereais
nas Cozinhas Hospitaleiras
do Estado de Minas Gerais.

A Serra, por ela amada,
de beleza sem-igual,
situada e assinalada
bem longe da Capital,
era Serra Espiralada,
pertinho de Laranjal,
ou melhor,
a Serra Asada,
ficava, bem situada,
perto de um outro local,
chamado de Carangola,
a Princesinha Frajola
da Mata Fenomenal,
Zona Mui Caipirona
de meu Estado Natal,
fronteiriça Faixa Urbana,
por certo!, mui Grandalhona,
do Pedestal Racional.

Assim, assim!
Assim, não!
Assim, então, por que não?
Com a chegada do Toinzão,
a figura ensolarada
da cabeleirona dourada
repleta de animação,
de cabeleiron’assanhada
iluminando a amplidão,
o dia se iluminou,
e a Dianna se animou
a retomar a Estrada,
a tal Estradazinh’Alada,
que serpenteia, agitada,
a Serra Espiritualizada
do Caparaó Cantochão,
cantado em verso e prosado
por Menestrel de Expressão,
manifestando o d(o)ado
com grande imaginação,
até à novel Alcaçada
de Amadeus Antigão,
uma Via Espiralada,
repleta de Trovoada
e muito Ar-de-Monção,
Vento que vem da Enseada
de Netuno Ancião,
que fica na Porta’Alada
da Entrada Espiralada
do Reino da Invenção,
para, depois, bem-menada,
alcançar a Renomada
Serra da Conceição,
uma Serra imaginada
com muita consideração,
por ter, com honra ganhada
de Deus Pai do Vei-Cristão,
acolhido a pro-manada
de gado e galinha assada,
além de semente d(o)ada
para verdejar o Sertão,
e que, aqui, nesta Enrolada
Cantoria Bem Menada,
não deve ser profaçada,
deve, sim!, ser muito honrada,
com finura trebelhada,
fazendo sembrante bõo,
mostrando ser a Galanada,
uma Serra Abençoada,
o Alto da Conceição,
pois foi lá que a Afolada
Dianna Anunciação
começou a caminhada
neste Mundão Sem Frontão,
quando o seu Pai Aquileu,
descendente de Peleu,
na Alvorada Encantada
de um dia-revelação,
plantou semente bem louvada,
ou semente vida’alada,
em sua esposa adorada,
a Jane do Grã Sertão,
quando, em um Fevereiro exemplar,
estavam os dois a namorar,
muito de bem a brincar
na Casa do Guardião
da Montanha Milenar,
o Amadeus Avozão,
cujo nome trilenar
era Amadeus Secrelão,
três Segres a vivenciar
as voltas do Temporão,
do Tempo de Bem Amar,
de bem amar com paixão,
para em Novembro Sem-Par
do 46 de então
dar vida ao Embrião,
ou seja,
a Diannazinha Lunar,
mas, que fato espetacular!,
mesmo sendo suplementar,
a dita cuja sem par
Dianna da Serra e Dumar,
nasceu mesmo no Sertão.

Ao desviar o caminho,
passando per o Mar Atlante,
a Dianna do Arminho
Branquinho Reverberante,
ou Dianna do Caminho
da Lua Nova Adamante,
foi conversar com o Marinho
Netuninho PreAmante,
enquanto o Toinzão Bonitinho
voava ao Oriente Distante,
para voltar, bem cedinho,
e os dois seguirem adelante.

E, de manhã, com ventinho,
quando o Faetonte voltasse,
e lhe fizesse um neocarinho
com os raios da matinada,
a Dianna se animaria
a retomar a Estrad’Alada,
e asinha se enlaçaria
ao Toinzão da Revoada
de Pássaros e Batucada
e da Fiz Neo-Caminhada,
pois, oimais,
antecoante,
dali pra frente, doravante,
o Jaiazão Neo-Gigante,
o Toinzão Itinerante
dela não se livraria,
a Dianna Afolante
ou Dianna Enluarada,
e os dois, em carreat’atirada,
press pressa subiriam
a Charretona Aluada,
Charrete Desatrelada,
por certo!, Desengonçada,
e, com nova assuãrazia,
em novel Via Vazia,
a caminho seguiriam
ao Horizonte Trifrontante.
E, certamente, seria
um ensolarado dia,
e a meiga cotovia
um belo dia prediria,
e para os Amantes faria
uma Estrada Bem Asada,
estrada despovoada,
de ventarol’animada,
cheia de curva enrolada
e parole ávol e dada,
parole mui bem tramada,
por certo!, abençoada
na Escudelona Gigante
do Sacerdote do Nada,
― o Nada Edificante,
do Velho Conceito distante,
da Era Neo-Pivotante
ou Era Descondensada
do dois mil e sete, passante,
século de gente enfezada
a guerrear por nanada,
a passar em revoada ―,
o Júpiter Tonitruante
da Ordem Latinizada.

Entretanto,
a Viagem ao Santo Monte,
ou Monte do Bello Horizonte,
distanciara-se um tantinho,
necessitando antecoante
de retomar o neo-cadinho
de argila refratante,
de operação quimicante,
per temperatura de vinho,
pois, sem gasolina brilhante,
a Carruagem Voante
não chegaria ao Pré-Ninho
de Amadeus Pivotante,
o Sacerdote Bonzinho,
que, com ternura e carinho,
augurava, à Quiromante,
um caminho bonitinho,
sem pedregulho ou espinho.

A Viagem ao Santo Monte
desviara-se um tantinho,
pois, perto de Belo Horizonte,
havia um neoburburinho,
a dizer que um Pré-Gigante
estava a bloquear o caminho
da Diannazinha Du Monte,
em seu cantar afolinho.

O fato desiderato
foi o seguinte relato
de este narrar consentido.
A Diannazinha do Matto,
com seu vestido florido,
esqueceu-se do Alado,
seu Charreteiro Querido,
e foi asinha, de fato,
falar com o Destemido,
que estava, em aparato,
a imprecar contra o Precato
que fez o Luís Querido.


X

E era um total desacato
contra o Luís Mui Querido,
o Presidente de fato
do Neo-Brasil Destemido,
que no ato do Eixecato
do Jaião Adolescido,
com muita pompa e aparato,
o Luís Inácio ― de fato!,
um Presidente Elegido ―
era o nosso Intimorato,
no Mundo inteiro aplaudido,
aplauso, não-insensato,
aveziboõ, consentido,
jubiloso, fervoroso,
por Deus-Pai sempre valido,
para quem é admitido
em Patamar Mui Honroso,
Airoso, Mui Grandioso!
Por certo! Espetaculoso!
Aplauso bem merecido.

Pois, então!,
ao se desviar
do caminho circular,
que vai ao Eremitério,
Eremitério Sem-Par
do Santo do Presbitério,
o Amadeus Milenar,
o Vei-Dono do Mistério
do Monte Espetacular,
pois, ao se desviar do caminho,
em busca do Avezibõozinho,
chamado de Avozinho,
o Amadeus Quiromante,
o Amadeus Amorzinho,
o Insólito Incorporante
do Manto Esvoaçante,
um Manto Muito Branquinho,
de Barba Longa, instigante,
a prever muito carinho
para a Dianna Adamante
Arthemis Luna Marinho,
a Novel Pré-Viajante
de um diferente Caminho,
que veio de tão distante,
Lua Vestida de Arminho,
Arminho RedeFicante,
em busca de um Neo-Cadinho
para fermentar, implicante,
seu Cogitar-Desalinho,
um tantão desalinhante,
mas, por certo! bem novinho!,
um tal cogitar importante,
que, daqui a um bom tempinho,
vai desvendar o Dominante,
o nosso Presente Ninho,
o Brasil Neo-Comandante,
quero crer com gran rompante,
no Futuro Ali-Adiante
será País Importante,
ou Nação Revigorante,
no Clarão a Rebrilhar
em Nova Era Estelar,
pois, então!,
foi bem ali,
naquele instante,
afolida,
incomodante,
com vida,
com barulho altissonante,
que neocontenda inflamante,
guerrinha acontecida,
estava a esperar,
bem vibrante,
pela Dianna Dumar,
ou Diannazinha Du Monte,
quem sabe?,
Du Horizonte,
a obstruir o caminho
que vai ao Santo do Monte,
do Monte Santo Importante
do Bem-Menado Bom Velhinho.

Já era Abril na caminhada
do 2007 Inflamante,
e a Dianna Espiralada
na busca do Santo Monte
da Serra Espiritualizada.
E estava a Galanada
do Monte muito distante,
pois o Marte Espad’Alada,
chefiando malt’atlante,
prerrogava e regalava,
com discurso eixecante,
falando mal da Bem-Menada
e do Presidente Atuante,
dizendo que a Dita Alada
não tinha apoio importante,
e que a Canção Puridada
não era pura o bastante,
e que a homenagem-d(o)ada
ao Atual Comandante,
o Luís da Esplanada
do Centro Revigorante,
não tinha Carta Selada
de Madrinha Renomada
ou de Padrinho, Informante
de Firma Sacralizada,
para ser re-afirmada
no Gran Livro Edificante
do Futuro-Ali-Adiante.

E o Jaiãozinho Afolento
contra o Luís pré-rogava
pragas terríveis, lamento
de quem no contra jogava,
a aproveitar o momento
para destilar reza-brava
contra o Aveziboõ, Siiralento,
aquele que muito honrava
o Brasileiro Altaneiro,
o Povo que o Luís amava,
e que, por ele, o Mundo Inteiro
(naquele momento flecheiro)
muito valorizava,
colocando em Parlamento
a Nação, que iniciava
Caminho Deslumbramento
e entre os Grandes se firmava.
O Neo-Brasil, Neo-Monumento,
aos do G-Vinte energizava.

E recuperando a Indomada
Narrativa Exerdação,
a Dianna da Enrolada
Cantiga Aveziboõ
solicitou Carroç’Alada
e Charreteiro Jaião,
a Figura Bem-Menada
de Faetonte Toinzão,
chamado nesta Embolada
de Toinzão da Neo-Canção,
beijou a Cainçalh’Amestrada
dos Perros de Estimação,
a matilha sublimada
que lhe dava proteção,
além de puxar a Trilhada
Carruagem do Sertão
por meio de palavra d(o)ada
e muita imaginação,
a cachorrad’atilada,
feroz, mas de bom coração,
protegendo a Espiralada
de qualquer perturbação,
saindo de madrugada
para fazer rara inspeção
de parola recriada
com penas de bell pavão;
e a Cainçad’Animada
fazendo sembrante bõo
― os Invisíveis da Estrada
Muito Bem Iluminada,
que se aplicam, em matinada,
à apreensão puridada
da realidade tachada,
sempre bem conceituada,
mas, com maior precaução,
por ser matéria-imitação,
busca, com energia redobrada,
a Cainçad’Apurada,
a do Mundo da Invenção
ou Insolidez Bem Tramada
repleta de superstição.

No entanto, entretanto
— a Lunar a mim contou —,
a Dianna do Bell Canto
o tal Jaião encontrou,
na Via do Monte Santo
do Mineiro Resplendor,
imprecando contra o Manto
do Neo-Luís Redentor,
o Presidente Mui Amado,
o Luís, já galanado,
muito bem ornamentado
em terras de bell valor,
um louvor aquilatado
o qual, para o dito cujo aenvidado,
o dito contrariado,
o tal Jaião opressor,
era gala sem andor,
e que o Muito Aclamado,
pelos brasileiros da dor,
não possuía costado
para agüentar o suor.

Para o Jaião Marciano,
que, naquele instant’insano,
exilava-se e amoitava
no Asilo Pisciano
de Netuno Maré-Brava,
disputando com o Urano
a dita cuja Alcaçava,
numa conjunção ribombante,
por certo!, impressionante!,
pra saber quem dominava
o Astral muito importante
da Nação, que iniciava
Segunda Passada Asante,
pel’o Luís, chefiada.

Então?!
Então, para o dito Marciano,
meio aloucado e doente,
em exílio pisciano,
o nosso Luís Boa Gente,
sem diploma de doutor,
era apenas um engano
da Votação Com Louvor;
para o Jaião Marciano
Pré-Demente Cantador,
o nosso Pernambucano,
o nosso Luís Redentor,
não se comparava ao Gaturamo
Viajante Opositor;
para o dito Marciano,
o Luís Pernambucano
não possuía valor,
e que o Brasil Neo-Aprumado,
no próximo, assinalado,
2008, transformado e aquilatado
por Saturno Viajor,
em Virgem, qualificado
no Setembro do Amor,
o Signo Imperador
do nosso Brasil Multicor,
ano prognosticado
para mudar o vei-andor
do Norte Incivilizado,
ou Americano Falado
da Guerrona Tão Sem Cor,
pois então,
para o afolido Jaião
do Parolão-Confusão,
o Neo-Brasil-Revelação,
o Grande País-Nação
do nosso Luís Grande Irmão,
no Bolor cairia
da negra estagnação,
em Andor não reinaria,
e também não venceria
a Terrível Recessão
que viria de roldão
(já prevista, com horror!,
per Magos de ocasião).

Ao ouvir a cantilena
do Jaião Endoidecido,
a Dianna Lua Plena
bradou alto, em seu ouvido,
uma parolagem replena
de valente proteção,
defendendo o Ofendido,
o Luís Real Ação,
que, longe, estava aprumando,
com muito amor redimido,
o País ex-exerdido,
com coragem!, restaurando
o nosso Brasil Destemido.

O confronto com sentido
entre a Dianna e o Jaião
― o do Partido Vencido,
a vociferar sem-razão,
o Jaião, endoidecido,
gritando na contra-mão,
e a Dianna do Vestido
a brilhar na confusão,
seguidora do Partido
do Trabalhador Sem-Tostão —
foi um eixeco bastido
em bastidor-problemão,
pois, o Dito-Cujo Enxerido
pré-rogava confusão
para o Presidente Querido
pel’os Pobres da Nação,
dizendo, um tantão presumido!,
com reles orientação,
que, o Governo Com Sentido
do Luís Revelação,
até ao junho exigido,
do 2007 em ação,
um mês de resolução,
ou de problema ou questão,
seria ao estrangeiro vendido,
pois, per o Jaião Afolido
que estava na contra-mão,
o nosso Luís Destemido,
tal qual o Pássaro Conduzido,
venderia a Neo-Nação,
e que, do Pobre Coitado Oprimido,
aquele da Votação,
Aquele que lutou, decidido
pel’o Luís Nosso Irmão,
o nosso Luís Mui Querido,
Per Sempre Fortalecido
per uma Segunda Gestão,
então?!,
então, por obra de Presumido
Maracoteiro Truão,
a trebelhar afolido
em nome de ávolado Jaião,
algum Jaião Ressentido,
nadica avezeboõ,
no junho, mês concorrido,
do 2007 em questão,
um ano astral combalido
em cada canto do Mundão,
o nosso Luís, tão Querido!,
mesmo com ânimo renhido,
intensamente movido
por Campanhas de Ação
para salvar a Neo-Nação,
sofreria oposição,
e, pelo povo, mal-querido.

“Ah!, isso assim! Isto, não!”
Disse a Dianna Valente
do Alto da Conceição,
num rompante neocandente
repleto de emoção.

A resposta da Dianna,
para vencer o Jaião
de Mentalidade Insana
e Pouco Amor no coração,
foi assũar parolão
que resolvesse a questão,
questão de muito falar!,
pra defender, com razão!
ou paixão de exaltar!,
o Luís Revelação,
o Presidente Exemplar
de nossa Grande Nação,
o Brasil, tão Singular!,
o qual terá condição,
no 2009 Sem-Par,
de sair da inação
e muita glória alcançar.

E a briga seguiu afolada
entre a Dianna e o Jaião.
A Dianna Espiralada
defendendo o da Mansão,
o Presidente d’Alvorada
da Pátria Revigorada,
o Brasil DiviNAçãO,
a rebrilhar, puridada,
em cada Canto do Mundão.

E o Marte, Espad’Alada,
fazendo sembrante ávol,
a implicar com a BemMenada,
que (por certo!, iluminada
por brilhante Astro-Sol,
a conduzir a Alada
desde a primeira passada
— aqui se diz arrebol —,
ou princípio da jornada
de uma Viagem de Escol,
Viagem, com certeza!, aclamada
num Futuro-Ali-Adiante,
naquela hora vergada,
uma horinha interessante,
hora flexibilizada,
um tanto desgovernada,
bastia entrevero boõ),
ao buscar a Via Asada,
encontrou o Ávol Jaião,
o contrariado de nada,
numa curva do Sertão.

E a Bem-Menada Atilada
bradou no ouvido do Jaião:
Vosmicê já criticou
o Presidente da Nação.
Agora, a partir de Nada, vou
a reverter o cordão
de sua palavra praguejada
repleta de profação
contra o Luís da Esplanada
do Centro de Convenção
de Brasília, a Ensolarada,
a Capital da Neo-Nação,
Cidade Revigorada
do meu Brasil Revelação,
Pátria Amada e Endeusada
Ab Imo Coração,
per sempre glorificada
por quem pisar o seu chão.

Saiba, ó Marte da Linguagem
abarrotada de fel
que, neste Abril de Visagem,
neste 2007 Sem Mel,
haverá muita eixecagem,
e muita gente cruel,
querendo acabar com a Gerência
do Pernambucano Atilado,
que tem Vera consciência
de seu comportamento adequado,
pois, a sua bell regência
já é fato bem firmado
nos Anais da Presidência
do Brasil Abençoado
por Deus-Pai da Onipotência
e do Céu Sacralizado,
o Deus-Pai, Muito Adorado!,
da Sublime Complacência
e do Ver’Amor Redobrado.

O Luís Escorpiano
é um homem de valor!
E Então?!
Nenhum praguejar insano
acabará com o louvor
que o Brasileiro mediano
oferece com amor
ao Luís Pernambucano,
que não é nenhum doutor
diplomado Terciano,
não é nenhum professor
a gringolear sonido’humano
submisso ao Invasor,
mas, sabe mais que o Pelicano
e, também, o Ameriricano
― do Norte ― Vei-Opressor ―,
a lidar com a pouca grana,
provinda do Anterior,
reduplicando a tirana,
para que o brasileiro não-bacana
possa sair do horror,
pois, a cada dia da domaana,
tem de pagar, com suor,
uma dívida mui insana
ao FMI Cobrador.
E, graças ao Condutor,
de Origem Pernambucana,
e graças ao Trabalhador
do Vei-Brasil Pouca Grana
(hoje, Neo-Brasil de Valor),
o Saco-Sem-Fundo-Rotundo
de um crédito muito opressor,
já está rasinho, no fundo,
e, em breve, em Influente’Andor,
com muito aplauso do Mundo,
o Brasil Neo-Vencedor
não será mais devedor.

O povo que assistia,
com redobrada atenção,
a siiralada contenda
entre a Dianna e o Jaião,
o Marte Parolão da Encomenda
Sem Um Pingo De Razão,
à Lunar aplaudia
com neovigor,
com emoção,
vaiando o neocontendor
com fala de ocasião,
obrigando o Opositor
a se afastar de roldão,
mandando o Marte Infrator
de volta à sua Mansão,
à sua Casa Ariana,
ad’onde ele é o mandão,
pra acalmar seu furor
contra o Chefe da Nação,
pois na Alcaçava Pisciana,
a última do Viajor,
em exílio, doidivana,
um tantinho sem louvor,
com mente ávol’ada, insana,
guerreava com ardor,
e só em sua Casa Espartana
descansará em paz, sem rancor.

Depois da briga afolada,
entrevero piradão
entre a Dianna Espiralada
e o Marte Jaião Garotão,
uma briga enluarada
do Calendário Cristão
― já era quase madrugada,
o final da noite, pois não?! ―,
a Lunar, só, na estrada
que vai dar no seu Rincão,
Minas Gerais da Alcaçada
de Amadeus Secrelão,
a Serra Abençoada,
ou Alto da Conceição
de Carangola Adorada,
Cidade-Concepção,
invocou a defesa do(a)da,
propícia ao seu Cordão,
do Toinzão da Matinada
Repleta de Superstição,
e saiu, em disparada,
buscando a tal proteção,
pois já visualizava, animada,
os raios em rotação
da cabeleirona indomada,
brilhando na amplidão,
do Toinzão Neo-Madrugada,
ou Faetonte d’Alvorada
da Grande LuminAção.

E era quase madrugada!
O Carro de Apolo Cantor,
já voltava, em disparada,
do Oriente, do Amor
oferecido à namorada
de olhinhos de primor,
olhinhos, tão rasgadinhos!,
repletos de mel, carinhos,
transbordantes de amor;
mas, com certa certeza d(o)ada,
o Condutor da Neo-Alada
Carruagem Iluminada,
preferia, por Amada,
a Dianna Espiralada,
a Lua Plena Dourada
do Gran Brasil Multicor.

Depois do entrevero afolado
com o Neo-Marte Opositor,
no 2007 entrevado
repleto de detrator
contra o Luís do Gran Cercado,
o meu País Multicor,
a Dianna do Enrolado
de Extravasante Destemor,
seguiu com passo redobrado,
passo alado vigorado,
junto de seu vero amor,
o vero amor do primado,
o Toinzão Ensolarado,
Filho de Apolo Cantor,
pelos Ares do Afamado
Neo-Brasil Neo-Redentor,
em busca do Neo-Sagrado,
o Monte Dignificado
de Amadeus Gran Senhor,
que fica assim per o lado
do Citadino Esplendor,
o Carangola Animado,
lugar per sempre Abonado
por Deus-Pai do Ver’Amor,
um Recanto Confortado
da Zona da Mata, Dourado,
de Minas Gerais do Louvor,
Carangola, de um passado,
por certo!, superior,
vizinho prognosticado
do Divino Redentor,
o Divino afamado
quomodo Terra de Valor,
Terra de Bravo Indomado,
mas repleto de amor.

E a viagem multi’alada
na Charrete Iluminada
foi seguindo, espiralada,
por rota desconhecida,
pois a direção da Indomada,
em trilha espiritualizada,
sem linha determinada,
não era vida vivida;
era certeza, doada
por seres da Luz Sagrada,
pré-videntes da jornada
de um Povo de Muita Lida,
gente representada,
na Esplanad’Abençoada
de Brasília Agigantada,
pelo Luís Destemido;
por Deus-Pai reorganizada
com o auxílio do Querido,
mas, que, em data assinalada,
em Aquário, anunciada,
em 14, bem firmada
como data neo-venida,
de 2009, enviada;
a Lua, em Libra, formada,
na 7a Casa Dourada,
e a Astrologia animada,
o Sol, buscando a Alvorada
de Nova Era Sentida,
a Mansão Iluminada,
muita luz na Alvorada,
Alvorada Nova-Vida,
rota-luz bem alinhada,
Marte e Júpiter, de mãos dadas,
buscando a Paz puridada,
puridada e destemida,
na Celestial Alcaçada
da Avenida Aquariada
em Aquário construída,
a Paz guiando os Planetas,
e os Perversos Picaretas
depondo as armas senis,
a Vida Revigorada,
completamente Feliz,
e a Brasileirada Ativada
a unir os Mil-Brasis.

E a viagem seguiu sempre à frente
com o Toinzão na direção,
a Dianna, mui contente!,
repleta de gratidão
por uma vida mui contente,
neo-vida de louvação,
pois, falando francamente,
o brasileiro p’ra frente
segue a revelar ação;
e a Diana Mui Valente,
falando verticalmente,
explodindo lunação;
rezando per o Luís Presidente,
neste Milênio em questão,
rezando pr’Onipotente,
pedindo a Deus Proteção,
para que o Pernambucano Valente
vença sempre a Oposição,
a Oposição mui resistente
do Pássaro Veiro Influente
de Antiga Governação,
que não soube, simplesmente,
zelar pelo pobre irmão,
na governança aparente,
até ao 2001 da Corrente
dos Anos de Solidão,
oito anos prepotentes,
sempre na contra-mão
de um Futuro Previdente
para a nossa Neo-Nação;
e o brasileiro, doente,
brasileiro sem o pão,
milhões morrendo, indigentes,
naquela infausta ocasião,
mui brasileiros doentes,
por falta de arrumação,
a Casa desarrumada
até à data em questão;

e. agora, a Cambulhada atilada,
partidária do Vei Jão,
esquecida da embrulhada
de anterior Secrelão,
repleta de fala tramada,
instigando oposição
àquele que veio do Nada
para restaurar a Nação.

Hoje o Brasil da Esplanada
— dos Estados da União —
é Terra Glorificada
em cada canto do Mundão;
a Fome, ainda não-sanada,
mas, falta pouco, meu Irmão!,
o Luís da Esplanada
só quer o bem da Nação.

E o Pássaro da Era Azada,
Era Moderna Azarada,
azarada sim, por que não?,
cheio de eixecada guardada,
inveja mal ocultada!,
de parolagem malvada,
a fazer oposição
ao Luís da Esplanada
do Brasil-Revelação,
Brasil de Gente Animada,
Brasileiro D’Alma Lavada
e muito amor no coração,
buscando a Paz Puridada,
e por Deus-Pai Sacralizada,
no Planeta da Armação,
muitos de arma apontada
na direção do Irmão.
A Ocidental Norteada
apontando seu Canhão,
repleta de ambição avolada,
querendo mandar no Mundão.
E o Brasileiro Altaneiro
a confiar, siiraleiro,
no Neo-Governo da Nação.


XI

Nesse ínterim de defesa,
de defesa verdadeira
— provinda só da Razão,
e de muita neo-certeza —,
ao Bom Presidente-Irmão,
o Luís da Nova Empresa
que quer salvar a Nação,
a visita-realeza
ao Monte da Conceição,
ao Amadeus da Vei Nobreza
dos Mineiros do Sertão,
por ser um Sonho de Empresa,
ou seja,
um Bello Caminho-Surpresa
saído da Imaginação,
vai seguir, sempre à francesa,
mudando de direção,
pois a Carruagem Voante
da Dianna do Sertão,
vai estacionar com rompante
neste 2007 em questão.


XII

O 2008, por certo!,
será um anno de arrasar!
O nosso Luís, in deserto,
muito lhano, a resgatar
a aprovação convincente
do apoio popular.
A direitada, inclemente!,
querendo ao Luís julgar,
a instalar veneno quente
em quem não sabe ajuizar,
colocando o Dirigente
numa posição insular,
a impedir o Presidente
de com destreza atuar,
falando mal do Residente
do Planalto Singular,
com a linguagem imprevidente
de quem só deseja o venal
— nos dois sentidos com correntes
desta palavra plural —;
pois, então!, ó Boa Gente!
do meu Rincão Maioral!,
o 2008 Demente,
no meu Brasil Sem-Igual,
será anno impertinente,
um prenúncio do Vei-Mal,
que virá na Neo-Corrente
do 2009 Letal,
e sacudirá, inclemente,
a nossa Paz Mineral.

E a Dianna Boa Mente
voando pro vertical,
querendo chegar, bem contente!,
ao seu rumo inicial,
visitar o seu Parente,
o Amadeus Primacial,
naquela Serra Influente
da Concepção Sem-Igual,
ou Conceição Transmanente,
a que fica Além-Normal,
pois, sua altura proeminente
vigora no Ascensional
do Pensamento Sem Lente,
Sem Princípio, Sem Final,
Serra de Gente Valente,
de Intrepidez Sem-Igual.

E o Pernambucano, pra frente!,
no 2008 Vital,
vai lutar com o Imprevidente
que só almeja o seu mal,
e com a Imprensa Maldizente,
partidária do Azagal,
que, num passado recente,
submisso a Estranho Dirigente
do Nortenho Ocidental,
quase levou nossa Gente
para o Abismo Total.

Assim, pois não?!, mui contente!,
com a força de Verbo Quente,
grito, mui diligente:
Viva o Presidente Atual!


XIII

E o 2009 chegou,
com muita alegria sana!,
e Deus-Pai abençoou
o nosso Luís Tão Bacana,
e a esta narradora
doou a História da Dianna,
uma Sacerdotisa Sem Grana,
ou Sacerdotisa Lunar,
a que, em 2007, Multi-Plana!,
foi com o Toinzão a buscar
uma Aventura Gincana,
uma Aventura Sem-Par,
no Monte Santo da Serrana
Narradora Du Neo-Mar
(que confusão pós-montana!;
não se sabe se a Dianna
pertence à Serra ou ao Mar!),
filha de Antoizinho’Aquileu
e de Jane Borromeu,
neta do Zeca Estelar
de Minas Gerais Aveziboõna,
a minha Praça Albergana,
a minha raiz, o meu Lar,
Serra Muito Antigona
do Alto Espetacular
de Carangola Romana,
uma Cidade Franco-Italiana
da Zona da Matta Exemplar.

Mas, enquanto o Mundo sofria
uma recessão de assustar,
uma recessão que valia
muito mais ficar no ar,
causada per secrelia
de um Norte Sem Bem-Estar,
um Norte da vei-mania
de querer no Mundo mandar,
o nosso Brasil Tão Querido,
regido per o Neo-Ungido
pel’a Massa Popular,
desde o 2002, de o Sumido
Anterior Governar,
daquele momento em diante,
do 2002 per a frente,
estava a se tornar Possante,
graças ao Neo-Presidente,
um Presidente Atuante
que, apesar de muita gente
dar-lhe bordoada constante,
bordoada maldizente
de brasileiro inconseqüente
que não quer perder a fonte
do ganhar muito imprudente,
do que não sabe plantar semente,
mas tira o pãozinho quente
de quem trabalhou incessante;
redigo:
apesar da Maldizente,
o nosso Grande Presidente
já nos leva ao Patamar,
pois, a nossa Nação MultiGente,
o nosso Brasil Singular
já põe as Cartas na Frente
e vai ao Mundo a Guiar,
o Mundo da Recessão Demente
produzida per Dirigente
que se dizia Solar,
que teimava em mandar na Gente
que não sabia lutar,
e apesar do Oponente
― não apreciando o Governar
de nosso Luís Presidente
e está sempre a criticar
o seu Mandato Exemplar,
e terá de se curvar, continente,
a cumprir a Lei Corrente ―,
o Gran Luís Presidente,
Governante Singular,
in início de Anno Afolente,
o 2009 Inclemente,
está no Mundo a Brilhar,
e espero, sinceramente,
que, até ao final, coerente,
de seu Mandato Exemplar,
o nosso Cordial Presidente,
em meio à Crítica Maldizente
do PIG de Malsinar,
vença qualquer oponente
que o queira derrubar.


VOCABULÁRIO:

Afolar = enlouquecer
Antecoante = quanto antes
Asinha, aginha, azinha = depressa
Assũar = reunir
Aveziboõ, aviziboõ = venturoso, feliz
Ávol = insensato, mau
Azagal = azagaia, lança curta de arremesso
Bastir = urdir, tramar, construir
Boõs = bons
Courela = bolsa, estojo
Domaa = semana
Eixeco = contenda
Exerdar = deserdar
Envidos, aenvidos = contrariado, contra a vontade
Escudela = tigela de madeira, malga de madeira, tigela pouco funda
Fazia sembrante = fazia semblante, fingia, mostrava
Fis = leal, verdadeiro
Fiúza = esperança
Jaiam, jaião = gigante
Mal menado = maltratado
Oimais = doravante, daqui em diante, daqui para frente
Profaçado = desonrado, desmerecido
Puridade = segredo
Secreloso = seculoso, antigo
Segre = século, mundo profano em oposição à vida monástica
Siira = alento, ânimo
Trebelhar = trabalhar, construir bem
Vegada = vez
Vergada = flexível, delgada
Verça = hortaliça, verdura, ervas, ramo
Veiro = velho, antigo
Vei = velho, antigo

* Esta narrativa de Neuza Machado vislumbrou o seu início em 18/12/2006, às 10h56m, em um dia de maravilhoso Sol Hiper-Cariocjônio, espantoso, no Urbano Encantado do Rio de Janeiro, muito amado!, ex-capital do incomparável país Brasil Varonil, situado na América do Sul de Encantos Mil.