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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

DE VOLTA PARA O FUTURO: OS SEGREDOS DA CULINÁRIA MINEIRA DE ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO

Fotografia de Emiliano Martins Sant'Anna (Emilianno de Brises Vovô, o Incomparável Caçador)


DE VOLTA PARA O FUTURO: OS SEGREDOS DA CULINÁRIA MINEIRA DE ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO


Além da Saborosa Culinária de Carangola, uma linda Cidade do Estado de Minas Gerais-Brasil, aprecio qualquer outra culinária que satisfaça o meu paladar. Já aprendi, por exemplo, a cozinhar de acordo com os preceitos chineses, japoneses, indianos, et cœtera ― sou fanática por comida oriental ―; aprendi a cozinhar à moda dos Caboclos de Manaus, quomodo, por exemplo, um Peixe ao Iskabaj à Moda Cabocla (escabeche: molho, conserva de temperos refogados, especialmente cebolas, aos quais se adicionam coentro, vinagre e muito azeite doce e, principalmente, muita pimenta murupi e pimenta doce, além de muito amor pela culinária manauara), delicioso, sem-igual, realmente, um Alimento dos Deuses de Homero Beocianato.

Meus Amigos e Amigas do Futuro! Neste final de Novembro de 2001, e, por agora, terminando de digitar este meu missivo, estarei, aqui (espero que por um bom tempo!), passando-lhes os meus Segredinhos da Incomparável Cozinha de Minas Gerais e, também, de outros Estados Federativos do Brasil Varonil e do Mundo Rotundo, para que, aí, no Futuro Sem-Muro (já sabendo de ante-mão que Vocês estarão vivendo um Mundo Brasileiro de Farturas Sem-Fim), Vocês possam conhecer a Arte de Cozinhar de meu Tempo Histórico (a mania que se instalou por acá, neste Primeiro Anno do Século XXI – Terceiro Milênio, um Século Pré-Anunciador de Guerras, Crianças Desnutridas e Fome Implacável, na maior parte do Planeta Terra).

Recebam, Homens e Mulheres do Futuro Brasileiro Sem-Muro, o meu afeto incondicional e um imenso, amplo e carinhoso abraço transtemporal.


ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu Pelides Papai e Jane de Brises Mamãe, descendentes de Imortais Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma região incrivelmente mágica situada na parte Leste do Brasil Varonil.


P.S.: Junto a esta Cartinha escrita em Novembro do Anno de 2001, envio-lhes a deliciosa receita do famoso Chouriço Mineiro (de Minas Gerais-Brasil) para as Incomparáveis e Inesquecíveis Festanças Roceiras das Noites Brasileiras Domingueiras de Novembro de 2010 e Seguintes.


(Passo-lhes a receita que herdei de minha mãe Jane Briseides Mamãe (filha de Emilianno de Brises, O Grande Caçador da Zona da Mata Mineira, descendente ― o Emilianno ― de Valerosos Caçadores de Porco-do-Mato, um animal feroz de paladar sem-igual, antigamente (o porco-do-mato, evidentemente), um habitante das matas do Grande Sertão de Minas Gerais)


CHOURIÇO MINEIRO

Ingredientes:
2k de sangue de porco (se você for morador da Cidade, compre em Matadouros particulares)
½k de redenho (uma espécie de véu de gordura, todo rendado: invólucro dos rins do porco)
200g de toucinho fresco ou de fumeiro (moído em máquina de moer carne)
1k de tripa de porco grossa (bem lavada, esfregada com fubá, para retirar todo o limo e cheiro desagradável)
Cebola (bem picadinha ou ralada)
Alho
Pimenta malagueta amassada
Pimenta-do-reino em grãos (amassada ou triturada em aparelho próprio)
Salsa (picada)
Cebolinha (picada)
Sal


Modo de fazer:
1o) Em uma vasilha, misture o sangue, o redenho, o toucinho moído e os temperos. Desmanche bem os pedaços de sangue coagulados. Amarre, com um barbante resistente, uma das extremidades de um pedaço de tripa. Na outra extremidade, encaixe um funil, para colocar o sangue temperado. Use uma canequinha ou xícara pequena para colocar o sangue na tripa. Não encha muito a tripa, deixe-a meio mole, pois, com o cozimento, poderá estourar e derramar todo o sangue, invalidando o trabalho da cozinheira. Depois de encher a tripa com o sangue temperado, amarre bem a outra extremidade. Repita a operação, com outros pedaços de tripa, até acabar todo o sangue temperado.

2o) Em uma panela cheia de água fria, coloque os chouriços e leve-os ao fogo. Deixe a água ferver. Depois de alguns minutos de fervura, fure os chouriços com um palito, para ver se já estão cozidos. Se não brotar água, ao furá-los com o palito, os chouriços estarão no ponto certo de cozimento. Retire-os da panela e, em seguida, frite-os. Deixe-os resguardados (cobertos totalmente) no próprio óleo (ou gordura de porco) em que foram fritos. Para serem consumidos posteriormente, reesquente-os em uma frigideira funda.

domingo, 7 de novembro de 2010

DE VOLTA PARA O FUTURO: OS SEGREDOS DA CULINÁRIA MINEIRA DE ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO

Fotografia de Justiniana de Amorim
(Justiniaña de Ogiges)


DE VOLTA PARA O FUTURO: OS SEGREDOS DA CULINÁRIA MINEIRA DE ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO


Ah!, meus Amigos e Amigas do Belíssimo Futuro Brasileiro Sem-Muro!, durante os meus muitos annos de vida (completarei mais um neste final do mês maravilhoso de Novembro, às 4h20min/horário Verdadeiro no Brasil - 5h20min/horário de Verão), foram inúmeras as minhas transfigurações existenciais (ainda espero mais transformações). Saibam vocês qu’eu nasci em uma Segunda-feira, dia de Lua Nova, em Meados do Tumultuado Século XX, e, desde esse dia, tive a sensação de que o mundo seria, exclusivamente para mim, Ficcionalmente Uma Aventurosa Sagitariana, uma Grande Incrível Aventura Diária Sem-Fim. Jane Briseides Mamãe, em nossas discussões homéricas, em que não faltaram as famosas chineladas, acusava-me de ser portadora da chamada Mania de Grandeza. A tal Mania de Grandeza Sagitariana, tão propalada pelos Astrólogos do Brasil e que os Patriarcalóides Ultrapassados do Brasil Varonil do Passado e do Presente não aceitam de jeito nenhum! A Mulher Brasileira, por acá, neste Anno de 2001 não é respeitada (prest’atenção ao Anno: 2001), só serve para pilotar o fogão ou o tanque de roupas sujas, ou mais algumas coisitas. Talvez no Futuro Próximo Sem-Muro do Brasil Varonil, as Mulheres Brasileiras sejam mais respeitadas!).

Mesmo assim, encastelada em minha Mania de Grandeza Feminina, eu percebi muito cedo que, para vencer o preconceito machista contra as Mulheres, em meu Estado de Minas Gerais-Brasil, por exemplo, eu teria de estudar muito. Foi o qu’eu fiz a minha vida toda. Entretanto, quanto a mim, pensando bem, minha Jane Mamãe tinha razão ao injuriar-me, acusando-me da tal Mania de Grandeza (e os Astrólogos Anciãos Patriarcalistas do Século XX e Início do XXI também)! Não foi sem motivo que Júpiter Troante, o patrono de meu nascimento voante, soprou nos ouvidos dela (de Jane Mamãe, naturalmente) o mítico nome que faria de minha humilde pessoa uma Incansável Viajante Transtemporal.

Mas, voltando ao assunto principal ― quomodo aprendi a famosa Culinária de minha Terra Natal ―, o fato de ter nascido em uma Segunda-feira, dia consagrado ao culto da Lua, também o fato da Lua ― muito de bem com o Sol ― estar localizada em Sagitário, um signo famoso por possuir nativos adeptos da boa mesa e, principalmente, pelo fato de Jane Mamãe, uma dominadora ariana de 01 de abril de 1917, casada com um aquariano (acho que Antônio Papai era do signo de Peixes, 18 de fevereiro de 1910/noite), não ter sido uma boa cozinheira-mineira ― Mamãe, coitadinha, não sabia cozinhar ―, repetindo, penso que tudo isso tornou-me uma apreciadora da Arte de Cozinhar. Valorizo, também, para explicar esta minha qualidade de Cozinheira ― este meu talento ultra-extraordinário (desculpem-me a Mania de Grandeza!) ―, o fato de possuir cinco planetas domiciliados nos signos de fogo: o Sol, a Lua e Marte em Sagitário, Plutão e Saturno em Leão, acrescentando o Meio do Céu em Leão (ascendente em Escorpião) e a Cauda do Dragão de São Jorge em Sagitário. Convenhamos, meus Amigos do Futuro!, o Fogo Multi-Mítico teria de fazer parte de minha vida tumultuada, agitada. Por todos esses motivos, tornei-me uma fogosa cozinheira de deliciosas iguarias (só para os Domingos de Minha Família Machado, é bem verdade!) e uma avultada degustadora de comidas divinamente apetitosas.


Vou parar por aqui. Amanhã conversaremos mais um pouquinho. Por agora, recebam, Homens e Mulheres do Futuro Brasileiro Sem-Muro!, o meu afeto incondicional e um imenso, amplo e carinhoso abraço transtemporal.


ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu Pelides Papai e Jane de Brises Mamãe, descendentes de Imortais Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma região incrivelmente mágica situada na parte Leste do Brasil Varonil.


P.S.: Envio-lhes uma receita maravilhosa de Minas Gerais-Brasil. Experimentem-na aí no Futuro do Brasil Varonil Sem-Muro (para o café ou chá de suas tardes de Domingo):


ROSQUINHAS FRITAS

Ingredientes:
2 colheres (das de sopa) de manteiga amolecida
1 xícara (das de chá) de açúcar
1 ovo batido
½ xícara (das de chá) de leite (ou leite de côco ou caldo de laranja)
1 colher (das de chá) de sal
3 xícaras (das de chá) de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó


Modo de fazer:
Misture todos os ingredientes, formando uma massa homogênea. Se precisar, coloque mais farinha. Modele em rosquinhas. Frite-as, e polvilhe-as com açúcar e canela.


(Em minhas férias escolares, minha Avó Justiniaña de Ogiges fabricava para mim, a sua netinha querida da Cidadezinha, deliciosas rosquinhas fritas. Junto com o pratinho de rosquinhas, minha Avó Justiniaña encantava-me com uma grande canequinha esmaltada de café-com-leite mineiro bem docinho).

sábado, 6 de novembro de 2010

DE VOLTA PARA O FUTURO: OS SEGREDOS DA CULINÁRIA MINEIRA DE ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO

Fotografia de Joana Martins (Jane Mamãe) aos 45 anos

DE VOLTA PARA O PASSADO: OS SEGREDOS DA CULINÁRIA MINEIRA DE ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO


Então, quomodo estava a dizer-lhe em nossa conversa de ontem, desde o meu nascimento em uma data qualquer do Final de Novembro de Meados do século XX, eu, Odisséia Maria, vi-me envolvida com a arte de alimentar-me muito bem. Só para Vocês terem uma idéia, pendurei-me aos seios de minha Jane Mamãe e mamei seu precioso leite, ininterruptamente, até aos Sete Annos. Ocorre que Jane Mamãe era uma camponesa saudável, uma descendente de Valerosos e Imortais Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais (meu Papai Antônio Aquileu também). Então afirmo-lhes: Minas Gerais é uma região mítica, mágica, sem-igual no Mundo Global, localizada na parte Leste do Brasil Varonil, e, assim, Jane Mamãe aguentou, com incomparável galhardia mineira, o apetite descomunal de sua excêntrica filhinha.


Quomodo Vocês já notaram, nasci em um Alto de Serra Of Hinterland de Minas Gerais (aqui, em minha Pátria Natal-Brasil, neste Anno de 2001 - não s’esqueça do Anno: estou a escrever-lhe em 2001 -, adoramos os idiomas estrangeiros, aliás, adoramos os idiomas estrangeiros desde o Anno de 1995) e, portanto, possuo o conhecimento dos segredos inumeráveis, mitológicos, sobre culinária, ervas, simpatias e muito mais, que estavam e estão ainda guardados a sete chaves pelas Matriarcas Mineiras. Aprendi as Sigilosas Receitas de Minas Gerais com minha Avó Justiniaña de Ogiges, descendente da lendária Calipso, aquela que muito amou o navegador grego Ulisses, o Eversor de Cidades, (minha Avó Justiniña era também parenta distante do Centauro Quirón; talvez, uma tataraneta, não tenho certeza!). Foi graças a essa minha inesquecível Avó Camponesa (entretanto, muito Lady, uma senhora da roça mui fidalga à moda portuguesa), a poderosa Maga Quiromântica Justiniaña, neta de uma portuguesa de olhos glaucos, misteriosos, oriunda da indescritível Ilha de São Miguel, aquele Arcanjo Poderoso, que Jane Briseides Mamãe, filha de Emiliano de Brises, teve a feliz idéia de batizar-me, nas águas eternais do Rio Carangola, com o nome de Odisséia Maria.

Depois destas explicações, mui necessárias, e antes de revelar-lhes os meus Segredos da Incomparável Cozinha de Minas Gerais-Brasil, gostaria de dizer-lhes que esta minha predileção por Culinária (incluindo a minha vocação para literatura) já havia sido pressagiada pelos Astros que presidiram o instante, aquele espaço pequeníssimo ― mas indeterminado ― de tempo, de meu nascimento. Naquele momento, a Lua estava a 19o graus do signo de Sagitário, em minha Casa Dois do Dinheiro VagaMundo, se penso em meu Ascendente a 21o do signo de Escorpião. Ocorre que o meu Sol de Nascimento estava a 3o de Sagitário, na Casa Um, compartilhando com Escorpião o privilégio de também direcionar a minha vida interior práláde agitada. Por esta razão, o meu signo de nascimento sempre se imiscuiu na Casa Um do Ascendente e, também, na Casa Dois do dinheiro volátil, a bagunçar para sempre as misteriosas exigências de vida de meu misterioso Ascendente. Também por esta razão, a minha paixão por Horizontes Dilatados, sem preocupações existenciais, quomodo as preferências dos sagitarianos sortudos, encontrou, por parte do Ascendente em Escorpião, a intimação, em função de direito suposto, de impulsionar, para minha vida terrena (agitadíssima) uma série de transformações radicais.

Hoje, vou parar por aqui. Amanhã conversaremos mais um pouquinho. Por agora, recebam, Homens e Mulheres do Futuro Brasileiro Sem-Muro, o meu afeto incondicional e um imenso, amplo e carinhoso abraço transtemporal.


ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu Pelides Papai e Jane de Brises Mamãe, descendentes de Imortais Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma região incrivelmente mágica situada na parte Leste do Brasil Varonil.


P.S.: Junto a esta Cartinha escrita em Novembro do Anno de 2001, envio-lhes mais uma deliciosa receita de Minas Gerais-Brasil (para Vocês do Brasileiro Futuro Sem-Muro Repleto de Fartura, fartura para todos sem distinção e, principalmente, um Futuro Brasileiro Sem Xenofobia). Experimentem! É uma receita fácil! Tenho plena convicção que Vocês vão apreciar! (Por favor, sejam gentis brasileiros e repassem a receita de Minas Gerais também para os amigos estrangeiros).


COSTELINHA DE PORCO COM CANJIQUINHA DE MILHO E MOSTARDA

Ingredientes:
1k de costelinhas de porco
½k de canjiquinha de milho (amarelo ou branco)
Folhas de mostarda/verdura (não confundir com creme de mostarda para sanduíches)
2 cebolas médias (cortadas batidinhas)
1 colher (das de sopa) de óleo de cozinha
4 dentes de alho (2 dentes para temperar as costelinhas e 2 dentes para o refogado)
1 cálice de cachaça da roça (optativo)
1 colher (das de chá) de pimenta-do-reino
½ colher (das de chá) de pimenta malagueta (optativo)
Sal (o suficiente para temperar as costelinhas e a sopa-creme de canjiquinha)
Cebolinha verde (para enfeitar)

Modo de fazer:

1o) Em uma panela funda, refogue as costelinhas (já temperadas com sal, alho e cebola batidinha). Não será preciso cozinhar as costelinhas separadamente, deixe apenas que elas fiquem com uma cor amarronzada (a famosa borra da carne, indispensável em alguns pratos de Minas Gerais). Motivo: As costelinhas serão cozidas juntamente com a canjiquinha. Quando as costelinhas já estiverem coradas, retire a panela do fogo por alguns minutos. Reserve.
2o) Em uma panela funda, esquente 1 (uma) colher (das de sopa) de óleo de cozinha e refogue dois dentes de alho (amassados ou triturados), colocando em seguida água, o suficiente para cozinhar as costelinhas e a canjiquinha. Deixe ferver.
3o) Quando a água alcançar fervura, jogue-a na outra panela com as costelinhas, levando-as ao fogo novamente (por favor, não retire a borra das costelinhas). Acrescente a canjiquinha (já previamente lavada). Cozinhe a canjiquinha juntamente com as costelinhas de porco em fogo baixo, mexendo de vez em quando, para não queimar o fundo da panela (o que estragaria este delicioso prato da cozinha mineira). Prove o sal (cuidado para não salgar este alimento dos deuses de Homero, por favor!).
4o) Quando você perceber as costelinhas e a canjiquinha já cozidas, coloque as folhas de mostarda cortadas em tiras grossas (ou rasgadas). Misture a verdura dentro da panela da sopa-creme, apenas para um cozimento rápido, tempere com pimenta-do-reino e pimenta malagueta (optativo), e acrescente o cálice de cachaça mineira para dar um sabor especial ao prato. (Isto, se você quiser, realmente, apresentar aos seus convidados um prato típico da região da Mata Mineira (Minas Gerais – Brasil). Eu, Odisséia Maria, posso garantir-lhes que minha avozinha Justiniaña, a Grande Maga Sem-Igual, em sua Cozinha de Sonhos Gastronômicos Deliciosos (Cozinha localizada em meu infantil passado encantado, situada no Córrego da Gruta do Divino Espírito Santo, Zona da Mata de Minas Gerais), não dispensava o gostinho da pinga neste prato digno dos deuses de Homero ― apenas um pouquinho! ― ao prepará-lo, naqueles dias festivos de minha mágica infância dourada.
5o) Por último, retire a sopa-creme do fogo (a espessura do caldo ficará por conta da cozinheira da hora), coloque-a em uma bela sopeira, salpicando por cima cebolinha verde picadinha.

BOM APETITE!