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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-E

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-E

NEUZA MACHADO


E depois da eixecaria,
repleta de termo cifrado,
palavras sem serventia,
por ser Briga do Togado,
doutor da veira mania
de português latinizado
contra a doutora Dianna
do Brasilês Puridado,
a dona Fiuzaria
do Segredo Companhia
Brasileiro Renovado,
que por supuesto arrostaria
com o Azagal da mesa ao lado,
o douto sem serventia
do Terceiro Começado
prum tempo de gritaria
e parolão repensado
retirado da courelia
do Medial bem trovado,
Neo-Segre da valentia
de romper com o vei-passado,
Neo-Mundo siiralento
a trebelhar com cuidado,
o Vinte e Um de um momento,
por certo!, Regenerado,
em que o Ex-Povo-Mulambento,
no vei-passado humilhado,
escolhe o seu Influente
sem látego no neocostado,
seja ele um Presidente
provindo do Sujeitado,
o Metalúrgico Insistente,
de olhar resplandecente,
o Luís Inteligente,
por duas vezes Presidente
do meu Brasil Muito Amado;
ou um Índio Boa Gente
da América do Sul, Valente,
a guiar mui continente
um País Civilizado;
ou um Mestiço Inteligente,
negro e branco na corrente
do sangue sacralizado,
vencendo a fúria demente
do Presidente Passado,
vencendo batalha afolente,
neocombate acirrado,
na América do Norte De Mente,
no Próximo Assinalado,
o 2008 da Frente do Povo Politizado,
o Obama, Presidente
do Americano Estressado
que, guerreando no Oriente,
por ordem de Imprevidente,
almeja, impetuosamente,
o Americano inocente,
o sossego desejado,
votando no Diferente,
um Negro de Verbo Ardente,
impetuoso, animado,
provando, pra toda gente
do Mundo Civilizado,
que o preconceito existente,
até ao Segre Vei-Passado,
não vingar-se-á no Presente
de um Milênio Renovado,
distante de guerra indecente
e de cogitar atrasado,
buscando o Futuro de frente
sem temor do neo-d(o)ado;
então, eis aí, minha gente!,
o que vos afirma a Vidente
Dianna do Neo-Narrado:
no 2008,
diversamente
do que ocorreu no Passado,
a América do Norte, inclemente,
de preconceito atrasado,
terá, como Residente
do Palácio Esbranquiçado,
um Negro Grandiloqüente
no Pedestal bem firmado.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-D

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-D

NEUZA MACHADO



O Toinzão Itinerante,
antigamente chamado
de Faetonte Gigante,
o Filho Desnaturado
de Apolo Helius Brilhante
Daquele Passado Honrado,
por certo! Bem Decorado!,
o que roubou o Carro’Ardente
de seu pai sacralizado,
trazendo para o Ocidente
as Brasas do Luminado,
só Para Agradar Toda Gente
de Nosso Bello Cercado,
pois o Brasil Super Potente
é por ele Muito Amado,
o Sol Brilha, Incandescente,
do Norte ao Sul, lado a lado.

Mas, de Noite, Retornando
ao Princípio do Ostentado,
ao Oriente Regressando
para Brilhar Neo-Redobrado,
as Orientais NeoBeijando
com Beijo Revigorado,
e só Pela Manhã Voltando
Com NeoBrilho Energizado,
às Primeiras Horas do Dia,
Para Continuar o Firmado,
ou seja,
Oferecer Companhia
e Beijo Revitalizado,
um Beijo de Estrello-Guia
na Diannazinha Maria
do Cantar Espiralado,
pois, à Noite,
no Escuro, Rumaria,
a Dianna Neo-Narrado,
Com a Força da Assuãrazia
de Grupo Esoterizado,
lá p’las Bandas da Abadia
de Amadeus Mui Amado,
que, junto de NeoConfraria,
Habitava Um Descampado
na Gran Montanha Vazia
do Narrar Espiralado,
a Montanha Fiuzaria,
o Rumo Determinado,
e, Por Ora,
e Por Agora,
Neste Instante
e Nesta Hora,
Bell Sozinha Seguiria
e Sem Rumo Vagaria
Sem o Faetonte ao Seu Lado,
Mas Só Sepois da Assuãrazia,
Assuãrazão Neo-Embolado,
que Com Muito Gosto Faria
e Novel Destacaria
Com El-Rei do Mar Salgado.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-C

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-C

NEUZA MACHADO


No entanto, Mui Rebuscado, a Dianna Estacionava
Com o Netuno Vei Primado.
E a Senhora Noite Já Chegava
Com Seu Mover Camuflado,
obrigando a que Andava
a Pernoitar no Abrigado,
ou seja,
na Maison, Aquariava,
de Urano Desregrado,
Aquele Que Se Exilava
no Galpão Peixe Dourado,
enquanto o Dono da Casa,
o Netuno PreAmado,
Mareava e Marolava
no Chalezinho Encantado,
Chalezinho Aquariado
de Urano Mal-Amado,
os Quais, Neste Neo-Enrolado,
os Dois,
de Casa tinham trocado.

O Heliosponte Longe Estava,
a Brilhantar do Outro Lado.
No Oriente ele passava
seu Grã Carrão Enfeitado,
com Mil Lanternas, Brilhava,
à Moda do Orientado,
um Carro de Brilho Quente,
um Carrão Mui Colorado,
um Carro Bem Diferente,
Robusto, Revigorado,
o Símbolo do Sol Nascente,
Conduto Evidenciado,
Diferente do Ocidente,
ad’aonde já chega cansado,
o acá dito Sol Poente
do Ocidental Mumificado.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-B

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-B

NEUZA MACHADO


Para a Empresa acertar,
a Ajuda Especial
do Faetonte Milenar
seria coisa normal;
o seu Brilhoso Sem-Par
Iluminaria o Neo-Astral
da Diannazinha Dalmar
ou da Serra Original
chamada de Conceição
por seu Povo Animação,
por seu Animado Pessoal.

Só que, em D(o)ado Aladu’Instante,
a Dianna ficou só,
o Tal Bonitão Faiscante,
numa tristeza de dar pó,
sumiu entre as Nuvens, Brilhante,
deixando a Dianna n’um Nó,
um Nó no Enredo Cantante,
Enredo Desafiante,
um Sol-Lá-Si Sem o Dó,
Barbante Muito Enrolante,
Com Palpitação Anelante
no Fundo do Seu Gogó,
u’a Palpitação Estressante,
por certo Neo-Intrigante,
tendo de cuidar da Voante
Carruagem Extra-Astral
e da Malta Guard`Atlante,
no Final do Arrebol,
a Malta do Veiro Irritante
de Raiva Descomunal.

domingo, 27 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-A

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 7-A

NEUZA MACHADO


O que, no Início, não sabia,
nem mesmo desconfiava,
era que, Ao Longo do Dia,
Que a Findar Já Começava,
Muita Aventura Sandia
a Viagem Entrevaria,
e Tão Cedo Não Chegaria
ao Monte Que Tanto Amava.
Pois, Para Seguir Sempre Adelante,
em Direção ao Super Monte
da Grandeza Original,
a Diannazinha Voante
Teve de Enfrentar,
Com Rompante,
o Furor Desavisante
de um Veiroto Zagal.

E era um Azagal Implicante,
Bolorento, Decadente,
Antigamente Importante,
Antigamente Influente,
da Idade Medial,
pois Para Chegar ao Mirante
Com Palavra-Luz, somente,
Aventuras NeoBrilhantes
Teria de Enfrentar, Dali Pra Frente,
afinal,
uma vez que, no Vinte Um
Já Imperante,
neste Brasil Importante,
um Cantar Altissonante,
Narrante e Muito Rimante,
não constava Incomodante
em Novíssimo Embornal
de Cantador Impressionante
à moda do tal Zagal,
qualquer Cantor NeoVagante,
de Epopéia Triunfante,
nunca se viu, aqui, atuante,
neste Vinte Um já passante,
e a Dianna Anelante
Necessitava, Inflamante,
de um Cantar Neo-Importante
Para Vencer o Azagal,
o tal Zagal Maioral,
que, numa mesinha rasante
de cor insignificante,
apoiado no beiral,
ouvia a Conversa Incessante,
Insólita,
Meio Girante,
da Dianna Viajante
com o Vei-Netuno Abissal
de Natureza Imortal.

O Azagal Implicante,
com fúria descontrolada,
ria da Dianna do Monte
e de sua Parolagem Cifrada.
E lá em seu canto borolante,
um lugareco esconsado,
cantinho bem antiquado,
em uma mesinha baloiçante,
de antiguinho pé quebrado,
por certo!, não-vacilante,
ainda vei-resguardado
por livros de antigo falar,
o Azagal, já destronado,
queria com ela Lutar,
Luta de Narrador Inflamado,
per com ela Pelejar,
só para, com fúria, irritado!,
com veira destreza!, provar
que o Neo-D(o)ado,
Desarmado,
de um NeoCanto Espiralado,
era Linguagem NeoVulgar,
pois se esquecia, o Atrasado,
que o Cantar do Vei-Passado,
no tal Segre Começado,
teria de se ajustar,
com muito agrado, enrolado!,
às Normas de Um Neo-Renovado
e Diferente Narrar,
Repleno de Versos Rimados
e História Não-Linear,
quomodo fez o Pessoa,
o Fernando D`Além-Mar,
o Fernando de Lisboa,
em sua Mensagem Sem Par,
no Século XX já Passante,
um Segre Mui Estressante,
Caótico, Beligerante,
Que Vai Dar o Que Falar
no Futuro-Ali-Adiante;
o Fernando de Lisboa
de Portugal Secular,
e Cujo Canto Ressoa
Acá Nesta Debanda do Mar,
O Mesmo Marzão de Água Boa
Que Banha a Banda de Lá.

sábado, 26 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-F

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-F

NEUZA MACHADO


Na Praia do Saco Grande,
lá p’las Bandas do Mirado,
estava a Dianna Dummont
diante do Jaião Mareado,
o tal Netuno Amarante,
parente do Zeus do Passado,
pois sua Voz Altissonante
provinha de Veiro Narrado.

E Conversando Fiado
com o Netuno Maresia,
o Grande Rei do Mar Salgado,
Naquela Hora do Dia,
Dia de Muita Magia,
a Mineira do Pasmado
Repleto de Resplendor,
esqueceu o Neo-Do(a)do,
esqueceu seu Velho Amor,
Aquele Ser Ensolarado,
o tal Toinzão Multicor,
e digeriu um Papo Bem Acabado
com Netuno Adamastor,
que, no Quinhentos, já Passado,
pelo Camões, Exaltado,
foi Brilhante, Transformado
em Montanha de Valor,
Separando o Mediado
do Moderno Concolor.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-E

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-E

NEUZA MACHADO


Mas, no Entretanto do Ato,
sem o Apoio Sensato
do Toinzão Itinerato,
a Carruagem Motorizada
de Vida Despoliciada,
Em Forma de Navio Mercante,
Passava Desarvorada
Por Cima do Mar Atalante
e Dentro Dela, Aluada,
ia a Dianna do Monte,
pois, Antes de Chegar à Morada
de Amadeus Quiromante,
Precisava, a Espiralada
do Fôlego Reconfortante,
Tomar Água Consagrada
Per Netuno Embriagante.


E, Buscando Uma Saída
Para Seu Navegar Anelante,
foi a Desconhecida Vivida
do Cantar Incomodante
Comprar a Renovada Bebida
Em Adega Preferida,
cujo Proprietário de Lida
era Netuno Bacante.


E em seu Sonho Pivotante,
cuja Raiz Anelante
estava em um Novo Horizonte,
ou melhor, muito melhor,
no Alto do Gran Gigante
da Cidadela Esplendor
perto de Bello Horizonte,
foi, a Pouco Distinguida
na Ara do Trovar Firmante,
Conversar, Mui Comovida,
Comovida e Enaltecida!,
com o El-Rei do Neo-Atlante.

E foi a Dianna do Monte,
com Netuno Embriagante,
revolver o seu passado,
com saudade confortante
e parolão aluado,
e se recordou do instante,
que alheada e inquietante,
com o coração compassado,
viu o grande Mar Atlante
do Rio de Janeiro Amado,
na Hora Prima Incessante
de seu Viver Transformado,
longe de Belo Horizonte,
a Capital Atuante
de seu Estado Venerado,
Minas Gerais, Triunfante,
Lugar de Gente Inflamante
e de Coração Adoçado,
seu Domicílio Distante,
agora só Sonho Sonhado.

Então a Dianna do Monte,
a Revolver o Passado,
se Recordou do Instante,
que Alheada e Inquietante,
com o Coração Compassado,
esteve, Bem Confortante,
Diante do Mar Rebrilhante,
no Rio de Janeiro adotado.
É que Naquele Proto-Instante
de Sonho Desenfreado,
a Dianna Incomodante
não era mais do Roçado
lá de Minas Gerais,
a Cantante
era a Dianna Adamante,
chamada também Del Mar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-D

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-D

NEUZA MACHADO



Mas, o Espertinho Truão,
logo que o Dia findou,
desapareceu, de roldão,
e a Noite logo chegou.
Então.
Então, não?!
Por que não?
Para chegar à Pousada
de Amadeus Quiromante,
o Sacerdote do Nada
Além do Tudo Imperante,
Situada na Entrada
Daquele Monte Vibrante,
precisava a Galanada,
a Dita Dianna Du Monte,
de Força Revigorada
Para Seguir Adelante,
e sem a Presença NeoPensada
do Filho de Apolo Cantor,
a Mineirinha Afolada,
da Novel Estrad’Alada
Cheia de Curva e Fervor,
não versaria um nada,
não mostraria Valor,
pois, Viajar Deserdada,
Totalmente Exerdada,
em Via Espiralada,
por vezes Muito Intrincada,
é Viagem de Doutor,
e a Mineirinha do D(o)ado
Repleto de Resplendor
se viu em Matto Intrincado,
Sem Saída e Sem Andor,
Sem Arma de Bell Passado
para Lutar Com Louvor,
Sem Palafrém Equipado
Com Mantilha de Valor,
Sem Palavrório Atilado,
Sem Verça de Ditador,
e Tudo Isto, Meu Amado!,
do SolLuz Necessitado,
para, Com Tino Dobrado,
Registrar Com Mui Agrado
um Bell`Amor Divinado
pelo Brasil Redentor,
no Ato Deste Enrolado,
Resgatado e Respeitado,
em Plagas Distantes Firmado,
Firmado e Protocolado
Como Terra de Valor.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-C

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-C

NEUZA MACHADO


Pois um Brasil Glorificado,
a Diannazinha buscava no tal Monte Adivinado,
para que o Futuro Assinalado
soubesse que o Brasil Adorado
per seu Povo Maltratado,
de Passado Malsinado,
de Povo Desautorizado,
Acordou, Bem Renomado,
Naquele Incrível Instante,
pois um Pré-Dito Sem Calçado
tornara-se um Gran Gigante,
e que o Brasil,
Três Vezes Colonizado
até ao Vinte Perpassante,
já se via idolatrado
em Vera Terra Distante,
no Princípio Assinalado
de um Vinte e Um Importante,
o Terceiro Aquilatado,
desde o Início Pré-Julgado
como Milênio Interessante,
e o Brasil,
Três Vezes Colonizado
No Passado Desastrado,
naquele Instante’Atuante,
se vendo Neo-Governado
por Mão Firme-Comandante,
Mão de Governo’Honrado,
por Deus-Pai Abençoado,
por Ele Muito Estimado,
pois Pernambucano’Atilado,
Governanti’Ajuizado,
pelo Povão Adorado,
era já fato afirmado
no Ágora Fortificado
da Neo-Nação Verdejante.
E, agora, depois do Excursado,
Com Muuuito Parolão Recriado,
de longe, a Terra avistada,
a tal Montanha Importante
de sua Terron’Adorada,
pertinho de Belo Horizonte,
Capital Mui Fascinante,
e, por Companheiro de Estrada,
contava, a Dita Vagante,
com o Toinzão, que ela amava,
o Dito Neo-Heliosponte
Filho de Apollo Brilhante.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-B

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-B

NEUZA MACHADO


E a Viagem Seguiu Compassante,
em Volteios Triunfais.
A Dianna, Anelante!,
e o Charreteiro, Demais!,
querelando armar, triunfante,
uma Querelona Sagaz,
Naquele Bello Horizonte
de Veleidades Astrais
dos Tempos Prosopopaicantes
Que Não Voltam Nunca Mais,
Realçando a Palidez Dela
Com Risos Descomunais,
com a Cabeleiron’Amarela
Brilhando Cada Vez Mais,
u’a Luz de Grande Vela
em Feixes Originais,
as Cores da Quinta Estrela
de Grandezas Sem-Iguais
a Iluminar a Via Bella
que vai a Minas Gerais.

Enquanto a Dianna pensava,
distraída e anelante,
o Charreteiro Brilhava
Naquele Céu Tão Brilhante,
e a tal Carruagem passava
por cima do Mar Atalante,
pois quem Dirigia e Encantava
era o Dito Heliosponte,
cujo Brilho Irradiava
no Filho de Apolo Amante,
conduzindo a Andarilha
rumo ao santo Santo Monte,
Monte de Maravilha,
de Colorido Vibrante,
Situado e Ampliado
nas Minas Gerais Distante,
Ancorado no Passado
desta Narradora Rolante,
Passado Idolatrado,
Repleto e Sacralizado,
Com Muuuita Estória Importante,
Tirada de Saco Engomado
Com Gomalina Marcante,
Saco Sem Fundo, Vazado,
de Devaneio Intrincado,
Mostrando no Fundo Rasgado
Um Mundo Reedificante,
Promessa de Muuuito Narrado,
Narrado Reestruturado,
Muito Bem Armazenado
Diferente do Contado
Pelo Substancial Dominante,
o Substancial do Pasmado,
do Pasmado Antiquado,
que por Força do Passado,
passado glorificado,
quer-se acima do Horizonte,
mui longe outrora aprumado
no Com-Fim Organizado
de um Norte Desencantado,
Terra de Gente Gigante,
Pisando no Pobre-Coitado,
o Proto-Neo-Habitante
deste Sul Interessante,
como se fosse o Tal Colonizado
um ser insignificante,
unzinho qualquer malsinado.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-A

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 6-A

NEUZA MACHADO


Ao Monte Distante
do Divinal Instigante
foi Viagem Sem-Par
na Carruagem Estelar.
A Dianna Irisante
estava Pensante,
Interiormente’Afolada,
na Hora Vergada
do Tempo Passante,
e o Toinzão Bonitão,
more or less caladão,
ao Longo da Estrada
Por Certo! Enrolada,
à moda d’Infanti’Amanti’Rompante,
estava falante.

E eis que,
Naquele Deslumbrante Dia
de Suave Letargia,
a Dianna Mineira Valente,
uma Notável Incomum Vidente,
por Intermédio do Tédio
e de Brilhante Poderosa Lente
e de Registrada Magia,
já havia previsto, a Dita,
Aventura Mui Bendita,
Aventura Por Certo! Segura,
Por Certo! Muito Bonita!,
ao Longo da Varredura
da Via Um Pouco Interdita
que vai à Serra Futura,
a Qual se chamará Ventania
na Próxima Nomenclatura
desta Narradora Sem-Guia,
pois lá a Guedelha Eriçada
do tal Mago da Alcaçada
que fica na Serra Vazia,
no Alto da Espiralada
Trilhazinh’Abandonada
do Neo-Narrar Inseguro,
que, na Duração Já Sem-Muro,
sem erro! terá serventia,
pois lá a Guedelha Eriçada
do Bell Mago da Indomada
recebe a Suprema Magia
de Uma Ventarol’Alada,
um muito! Desordenada!,
também eriçando Ela
a Cabeleirinha Branquela
da Narradora do Nada,
pois foi lá que começou,
e a Narradora a mim contou,
a Aventura Mui Segura
da Dianna Arthemis Valente,
Honorável Incomum Vidente,
resguardada pl’o Toinzão
Charreteiro Bonitão,
um Charreteiro Eternal,
mas de Bom Coração,
por oferecer Luz Sem-Igual,
uma Luz Matricial,
ao Pobre’Humano Vagante
de um Passado Imortal,
o Toinzão Itinerante,
por ser u’a Figura Tal,
a Tal Figura’Inflamante,
uma Recópi’Atual
de Faetonte Gigante,
aquele Filho Roubante
da Carruagem do Sol,
ou Hélius Apolo Cantante,
um Músico Itinerante,
um Músico Fenomenal!,
um Demiurgo de Escol,
que Sabe Girar o Sol,
um Ex-Dono Incomodante
da Viatura Voante
que no Vigor do Arrebol
risca a Telona Gigante
da Realidade Marcante
do Sonho Transcendental,
com Mil Paletas Faiscantes,
Paletas de Tons Brilhantes,
de Cores Reverberantes
e Muuuuuuito Et Cetera e Tal.



Então?!
Então foi Nesse Dia
de Suave Letargia,
que a Dianna Quiromante
pegou a Carruagem Vazia,
uma Charretinha Vagante,
e foi, com Espetacular Maestria,
até ao Monte Gigante
com Notável Companhia,
o tal Faetonte Brilhante,
o seu Charreteiro do dia,
o Charreteiro Importante;
de dia, um Estrello-Guia;
de noite, muito distante.

domingo, 20 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-F

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-F

NEUZA MACHADO


E eis que,
naquele dia,
a Dianna estava certa de que Aventuras Mil
iriam acompanhá-la até ao Monte
Imperante
do País Cor de Anil,
uma vez que o Faetonte Brilhante,
cuja alcunha,
nesta estória,
é Toinzão Bonitão,
se colocara a sua disposição,
dizendo-lhe que ordenasse

O Rumo da Viagem,
para qualquer parte do Brasil Varonil
de Belezas Mil,
e que ele,
repleto de obediência milenar,
a levaria sã e salva ao destino previsto,
e que,
em hipótese alguma,
Vilões Portugueses Mui Doutores
da Idade Média
ou Sarracenos Obscenos Medievais
a molestariam,
pois ele,
já fora informado pelo Mago Amadeus,
teria de protegê-la
de todos os sobressaltos da Via Imaginária,
e que
(ele ouvira falar)
a narradora da estória já havia pedido a proteção
do Grandioso Júpiter Rompante,
o qual,
naqueles Dias Memoráveis,
estava a presidir o Trajeto Anual
do Tempo Sideral
de 2007,
e que,
se houvesse Alguma'Armadilha
nas Rod’Asas da Charrete Maravilha,
o Protector Rompante,
quomodo precaução,
já havia alugado um
Novíssimo Ônibus Interplanetário
Brilhantíssimo,
por intermédio do Presidente Atuante
do Brasil Varonil,
o Luís Ignácio Digno Comandante
Enfrentando No Ato
Moinho de Vento Inflamante,
construído por americanos do Século XX,
redigo,
um Ônibus Interplanetário Brilhante
construído por russos e americanos
do Segre Passante,
para levá-la aonde desejasse,
mesmo que fosse aos Confins
do Planeta do Nunca,
cujo Imperador,
naquele Momento Redentor
entre a Razão
e a Emoção Supr’Ação
per a Era de Aquárius Fitante,
um signo propulsor per um Futuro Cravante,
era, quomodo vou lhe narrando
neste Novelo Enroladão,
o Minúsculo Peter Pan Influente
Herói Diferente
da Antiga Estória de Fada Real Recorrente,
a Plim-Plim,
ou Sininho,
Fada Sem Sal da Tevê Global
Hoje Não-Maioral
neste Segre 21 Inicial.
E, ainda, dizia-lhe o Carreteiro Tão Bailo!,
Milenar, e de Ação!,
tais Ordens Seriam Melodiosa Canção,
pois amava a donzela com suprema paixão,
dês o Tempo Fermoso

do Mito Famoso,
quando ela Galopava Silente

em Corcel Vaporoso
na Estrad’Atraente

do Sonho Ditoso.

sábado, 19 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-E

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-E

NEUZA MACHADO


Quomodo sempre,
e isto já lhe acontecia desde o mês final de 1998,
a Charrete Estelar do Monte Mineiro,
aquela que em outros tempos intermitentes
recebera nomes diferentes,
tais quais: Avião Imaginário,
quando elevou,
às alturas,
sua parenta de idéia,
Odisséia Maria
ou Maria Odisséia;
posteriormente,
a mesma Charreti’Alada
recebeu o nome de Vimana,
Vimana Voadora,
quando ela mesma,
a Dianna dos Tais,
viajava de ônibus
até à Cidade do Divino Espírito Santo
de Minas Gerais
para receber os ensinamentos
da Professora Sábia
Väjira Diamante
do Manto Florido Esvoaçante,
Vimana esta que era sempre conduzida
per o Bhima
Sentinela do Espaço Sideral,
o qual,
naquele tempo,
em 2003,
se propusera resguardá-la de todos os males
quomodo um Anjo Protector fosse de sua pessoa;
e sem esquecer-me
também
do Veloz Voador Veículo Desenfreado,
o qual,
em 2004,
quando da estadia de Cybele Adamante
na Terra dos Homens, a Gigante,
acrisolada na pele de Almandina Cristina,
uma outra sua parenta desmiolada,
provisória, interina,
Maravilhoso Veículo este,
o qual levava a Cybele
para todos os cantos do País Brasil Varonil,
inclusive a própria Almandina Cristina,
pois esta se apoderara
inconseqüentemente
da Carruagem Mágica de Cybele,
incluindo a apropriação
indevida
de alguns pares de Leões Bonitões
da Ilha de Madagascar,
lugar milenar,
Leões esses amáveis
e ao mesmo tempo durões,
companheiros leais
da dita Cybele da Terra e Dumar,
os quais,
a Almandina e alguns dos Leões,
afanados e reconquistados pel’Almandina,
naturalmente depois de diversas
peripécias discrepantes,
divergentes, discordantes,
foram morar,
todos,
definitivamente,
na Milenar Itália
dos deuses mitologizantes.

Então, até então,
o último nome da Charreti’Alada
foi Charreti’Alada, mesmo,
acompanhando a Cybele do Brasil
e a Almandina no Estoril,
pois, a sua outra face,
um seu outro heterônimo,
a Circe Irinéia,
uma sua Parenta de Idéia,
de 2005 para 2006,
preferiu se trasladar
ao Monte da Invenção Intrigante
por meio de Imaginação Atuante.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-D

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-D

NEUZA MACHADO


E, num Zás-Trás Maioral,
a Charrete Mágica Sensacional
e o Charreteiro Sem-Igual
Imortal
já estavam à Porta da Casa
da Dianna Quiromante
e Vidente Insinuante.
E, sem perder tempo
com as Regras de Viagens Rompantes,
a Dianna colocou alguns Objetos Importantes
em sua Incomum Courela Viajante,
umas Túnicas de Seda Floridas Brilhantes
e seu Manto de Frio Lanoso Esvoaçante,
pois em Minas Gerais,
às vezes de Quentes Belezas Tropicais,
faz um Frio Tremendamente Enregelante,
e saiu,
lépida e faceira,
bamboleante,
em direção ao Monte Distante,
onde,
há milênios,
os deuses e deusas fizeram dali
um Olimpo Gigante.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-C

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-C

NEUZA MACHADO


E eis que o Toinzão Faetonte,
o Descendente
Per Linha Materna
do Poderoso Jano Pereira
da Cunha Bifronte,
naquele instante,
estava justamente a dirigir a
Milenar Charrete Possante
em direção ao Divinal Monte Importante
das Minas Gerais Instigantes,
com suas Minas de Pedras Preciosas Brilhantes
e suas Altas Montanhas Espirantes,
e Matas Virgens Verdes Reverberantes.

Então!? Então, foi naquele momento,
em que o Toinzão dirigia a Charrete Alada
dos Mineiros Altaneiros,
que o seu telefone celular tocou
(o celular do Toinzão, naturalmente)
e, ao atender à Insistente,
ou seja,
à simples invocação de seu nome,
o Toinzão ouviu a Voz Inconfundível da Dianna,
anunciando-lhe o desejo de visitar
o Mago do Monte Divinal, Espetacular,
o Amadeus Descendente de Zeus,
antigo integrante
da Brigada Volante
que Presidia os Olimpos da Nação’Atuante,
os Diversos Montes da Neo-Terra Brilhante,
e pedindo-lhe
encarecidamente
que lhe enviasse a tal Charrete Supra-Real,
pois, Naquele Momento Sem-Igual,
não poderia perder seu tempo
comprando passagem de ônibus,
quomodo fazia em outros tempos idos,
quando saía do Rio de Janeiro,
em 2003,
até ao Monte Divinal
da Zona da Mata Universal,
para ouvir as Histórias Mirabolantes
da Sábia Väjira Diamante
da Curta Cabeleira Cacheada Branca e Esvoaçante,
sua Diletíssima Guru,
uma Professora de História Antiga e Medieval,
inclusive Professora de Literatura Universal,
Amiga Dileta do Sábio Indiano,
aquele Escritor Importante
da Antiga Índia Matricial,
o qual,
tão bem!,
soubera colocar em Pergaminhos Preciosos
Ditosos
a Grande Epopéia de Seu Tempo Social Imortal,
Notabilizando as Façanhas de Guerreiros Corajosos,
tais quais os Irmãos Ariuna e Bhima,
filhos de deuses, por certo sensacionais!,
com a Rainha Kunti de Magnífica Beleza,
e cujo pai adotivo, o Rei Pandu,
Serena Alteza de Um Reino Aproximado a Katimandu,
muito os amou
e os idolatrou,
ensinando-lhes,
com especial carinho
e paternal amor estelar,
o Imensurável Valor da União Familiar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-B

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-B

NEUZA MACHADO


Entretanto, naquele Início
de Século XXI,
o Sétimo para ser mais precisa,
ou melhor,
o Primeiro Mês do Sétimo Anno
do Século XXI,
o Maroto já havia trocado de nome,
abandonando a Alcunha Milenar,
só para agradar as gloriosas brasilenas
de lindas melenas,
uma vez que o nome Faetonte Inflamante
Filho de Apolo Brilhante
não lhe granjearia Ibope,
e o vivaldino queria mais
era namorar todas as mulheres
do Mundo Rotundo,
exibindo-lhes o seu Espetacular
Corpo Milenar,
bonitão,
recheado de músculos,
adquiridos em horas
e horas de exercícios físicos,
exercícios esses que eram a mania
dos jovens mancebos
do Final do Século XX,
do Final do Segundo Milênio,
os quais, posteriormente,
quomodo dedicados pais de família,
quomodo aliados fiéis de suas companheiras,
influenciavam seus próprios rebentos masculinos
e femininos,
naquele Início de Século XXI
de muita movimentação,
contaminando-os com a mesma paixão
ao culto do corpo saradão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-A

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 5-A

NEUZA MACHADO


Quomodo sempre,
a Dianna resolveu consultar
o Oráculo do Monte Divinal,
localizado em Minas Gerais Sem-Igual,
e cujo Mago Sensacional,
aquele que o presidia,
e ali também residia,
no tal Momento Ideal,
substituindo ele, por Guia,
a Sábia Väjira
do Esplendoroso Diamante
e da Curta Cabeleira Cacheada
Branca e Esvoaçante,
era um Antigo Conhecido Seu,
o Mago Amadeus Descendente de Zeus,
o qual, em Outras Eras,
fora o seu mais Fiel Escudeiro,
prevendo, Hospitaleiro,
para ela,
uma mulher nascida no signo de Sagitário,
uma Vida Repleta de Aventuras Mirabolantes,
Sem-Fim.

E, para encurtar
o Caminho do Serpentear
até ao Incrível Monte Sem-Igual,
Infinitesimal,
Olimpial,
ainda presidido pelo estranhíssimo Mago
de Longa Cabeleira Branca Adamante
Fenomenal,
a Dianna viu-se obrigada a relembrar as profecias
feitas por ele no Final de Novembro de 1946,
no dia de seu nascimento
(nascimento da Dianna, naturalmente),
as quais preconizavam-lhe a possibilidade
de Incrível e Rápida Locomoção
Intermitente
a Qualquer Parte do País Revelação,
por meio de um Simples Estratagema,
uma Simples Invocação
ao seu Milenar Guardião,
o Toinzão Bonitão,
o qual,
naquele Século XXI,
iria dirigir o Famoso Famigerado
Veículo Desenfreado,
construído só para ela
no Princípio da Idade Mítica Mineira,
uma Charrete Mágica,
puxada por meia dúzia
de Cachorros Malteses Invisíveis,
os quais a protegiam de qualquer cilada,
de qualquer inveja maligna,
de qualquer olho gordo,
sob as ordens do Charreteiro Toinzão,
O Bonitão,
conhecido na Antigüidade
quomodo Faetonte Inflamante
Filho de Apolo Brilhante.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 4-C

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 4-C

NEUZA MACHADO


No Primeiro de Janeiro
do 2007 em questão,
o nosso Bom Brasileiro,
o Luís Real Ação,
aclamado Pioneiro
em sua Primeira Gestão,
iniciou Neo-Roteiro
como Chefe da Nação,
pois, triste com o Ex-Timoneiro
da direita ocupação
― aquele que dirigiu o Terreiro
sem muita preocupação ―,
digladiou com ardor
em prol de Segunda Gestão,
e, mesmo sem o favor
dos ricos, sem proteção,
sem o apoio e o calor
de quem se dizia Irmão,
lutou com Sublime Ardor,
carregado em Novo Andor
pelo Pobre Sofredor
que não tem sequer um tostão,
e viu no Luís Salvador
a chance de ter casa e pão.

Então?!,
no Primeiro de Janeiro,
o nosso Luís Grande Irmão
recomeçou, Pioneiro,
a defender o Povão
do Brasil Hospitaleiro,
o meu Querido Rincão,
que, em passado roteiro,
nas mãos de brasileiro-estrangeiro,
quase perdeu a direção,
e, se não fosse o Altaneiro,
o Luís Bom Coração,
o Grande Solo Brasileiro
seria de outra Nação.

domingo, 13 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 4-B

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 4-B

NEUZA MACHADO


E era um brilhante dia!
A Dianna Quiromante
quis visitar a Abadia
de Amadeus Pivotante,
na Serra da Ventania,
perto de Novo Horizonte,
e buscou a companhia
de Charreteiro Inflamante,
o Toinzão da Nova Via
que vai ao Monte Distante,
filho de Apolo da Guia,
um músico itinerante,
parente de Odisséia Maria,
Heterônimo da Adamante,
a mesma Dianna Sem-Guia,
a Filha de Jane Du Monte,
que, num Dia de Magia,
partiu para o Monte Distante.

O Motivo do Enduro,
por certo!, Espetacular!,
era Conhecer o Futuro
de seu Brasil Exemplar,
que, por Ocasião da Jornada
ao Monte Pré-Milenar,
vivia uma Fas’Elevada
em sua História Sem-Par,
pois saía da indigência
de País Sem Numeral,
para a Nobre Revivência
de seu Dinheirinho Real,
graças à Notável Regência
do Presidente Maioral,
que, em Segunda Bel Gerência,
e em Campanha Sem-Igual,
conquistara a Permanência
no Palácio Principal.

sábado, 12 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 4-A

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE – 4-A

NEUZA MACHADO



DEDICATÓRIA


É importante que se diga que
a narradora em questão,
digladiadora feroz
em um Mundo de Homens em Ação,
Mundo de Guerras Inglórias
e indesejáveis vitórias,
possuía ― naquele Momento’Anormal ―
consciência total
de que, sem a Dedicatória
Com Glória
ao Presidente’Atuante
do Brasil Verdejante,
o seu Neo-Cantar Incessante,
exaltando o destemor e carisma
de Mulher Disputante,
em um Mundo de Homens
da Força Imperante,
somatório a Dianna
de várias Mulheres Brilhantes,
Mulheres que lutam e labutam
em trabalhos desgastantes,
pois então!,
entendia, a tal narradora em questão,
que, para o Desenrolar Bem Pomposo
de um Narrar Suntuoso,
uma Dedicatória
Com Glória
ao Governante Popular,
de acordo com as normas
da Antiguidade Exemplar,
ao Presidente’Afamado
de seu Brasil Adorado,
o Luís Comandante
da Nação Triunfante,
ela teria de, com orgulho, ofertar.
E foi esta a Dedicatória,
Com Glória!,
da Narradora em Ação
ao Luís Ignácio da Nova Nação,
naquele Anno da Vitória
ou Segunda Gestão:

A Vós, óh! Luís! Presidente Presente!
Oferto o meu Cantar Insistente,
Aqui exaltando o Caminhar
de uma Brasileira Altaneira,
uma Laboriosa Guerreira,
a Dianna Valente
Quiromante Influente,
mulher bemmenada,
de vid’agitada,
mulher destemida,
labutante na vida,
âncora segura da família querida,
somatório das outras,
as Incansáveis Mulheres
Que Passam Na Estrada,
do nascer ao morrer,
sem medo de nada.

A oferta, óh! Luís! é bem validada!
Uma Mulher Importante,
bella e atuante!,
de temperamento vibrante,
é o Porto Seguro de Vossa Caminhada,
Vossa Esposa Marisa,
Primeira Dama Glorificada,
Muitíssimo Admirada
per muitos Brasileiros da Nação Dilatada,
Primeira Dama Por Certo! Invejada
per as Anteriores Consortes
da Grandiosa Esplanada,
por ser Dona Marisa
per Vós bem amada.

E a tal Narradora
Implexora,
dos Antigos Escribas
Incansável Leitora,
buscando as Arribas da
Canção Precursora,
habitante de um Mundo
Por Demais Conflitante,
um Mundo Indomável
e Neo-Guerreante,
da Pós-Modernidad’Envolvente,
do Imigo Intrigante,
da Praga Latente
matando Gigante,
da Aids Inclemente
exterminando o Amante,
do Sexo Premente
com Vírus Inflamante,
Pós-Modernidade Doente
com Bactéria Voante,
Mundinho, o Tal,
de Narrador’Atuante,
redigo o já dito,
num tom mais bonito,
a tal Narradora
Urdidora
de Narrativa Implexora,
depois do pedido
ao deus tutelar,
o Júpiter Troante
de Vozeirão Trilenar,
vozeirão imperante
na Serra e no Ar,
e da Neo-Dedicatória
ao Luís Exemplar,
o Luís Comandante
do Brasil Gran Gigante,
a História
Com Glória
da Dianna Valente,
Mulher Singular,
Notável Vidente,
a tal Narradora,
redigo, Assessora!,
retomou o Cantar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE - 3

NEUZA MACHADO


AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE - 3

NEUZA MACHADO



INVOCAÇÃO


Para a Narradora Quiromante,
de’mente incomum, vibrante,
o Grande Júpiter Troante
seria um Neo-Atuante,
por certo!, Interessante
e Valeroso Protector,
um protector sem-igual,
um demiurgo legal
ou defensor universal
de força descomunal,
ilustre propagador
da estirpe sem-igual
do Cantador-Narrador,
o Narrador Maioral,
descendente e seguidor,
com muita verve e valor,
do Romano Inicial.

E foi assim, meu Patrão!,
o pedido de protecção
da narradora em ação
ao Júpiter Troante
Por Demais Bonachão
e de Bom Coração,
Naquele 2007 de Muita Emoção,
em que o Brasil Altaneiro
e o Bom Brasileiro,
o Presidente em Ação,
Ambos em Redefinição,
com vistas a um Futuro de Exaltação,
com a Lua Progressada
Muitíssimo Agitada
já em circulação
e ingressando ela,
Brilhante, Amarela,
redigo, Dourada,
muito Animada!,
na Casa Primeira
da Grande Nação,
transmitindo-lhes, Altaneira,
uma Nova Noção
para um Futuro Sem-Muro
no Amplo Mundão,
pois foi assim, atenção!,
o inquietante pedido
da narradora em questão:

Óh! Júpiter Troante!,
Glorioso Guardião
de todos os Sagitarianos de minha Nação!,
neste Anno Profano
de sua gestão,
neste 2007, de muita azaração,
repleto de guerrilhas,
armadilhas,
incômodo!, neste Vasto Mundão,
oferte-me um Cantar Maioral
― Sem-Igual,
com muita paixão! ―,
um cantar actual
de intensificação,
para que eu possa contar
― e, quiçá!, encantar ―
aos Leitores Atuantes
de Futuras Durações Mais Vibrantes
quomodo foi o Viver Incessante
da Dianna Valente,
Honorável Quiromante
e Irisante Vidente,
De'Mente Agilizada,
Mulher Incansável,
Trabalhadora Notável,
neste Transitar Imperante
do Tempo Presente
da Retomada Agitada
do Mito Resplandecente,
da Retomada Esotérica
da Religiosidade Atraente
e do Real Surgimento
de um Magno Brasileiro
Por Demais Influente,
Conhecido no Mundo Actual
do Ocidente ao Oriente,
o Magno Sensacional;
redigo o já dito,
óh! Júpiter Bonito!
Permita-me encontrar,
neste Novo Narrar,
a Fórmula Ideal
de um Cantar Sem-Igual,
que mostre aos Leitores
de um Futuro Sem-Muro,
do Futuro Sem-Muro
do Porto Seguro,
a Vid’Agitada
de uma Mulher Indomada,
uma Mulher Queixo-Duro
De'Mente’Afiada,
uma Brasileira Sem-Beira,
quiçá sem a Eira,
Diferente, Encrenqueira,
Alvissareira,
porém, Bem-Amada.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE - 2

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE - 2

NEUZA MACHADO


Pela sétima vez,
desde o finalzinho do Século XX
ao final do Sexto Anno do Século XXI,
a Dianna Arthemis Valente,
Influente Quiromante e Vidente,
recomeçou a escrever as suas memórias
com glórias,
mas, quomodo sempre,
essas memórias deveriam estar ligadas
aos fatos míticos que povoaram
e povoavam ainda a sua vida
,
fatos fecundos
oriundos
de seu Estado Federativo de Nascimento,
o Estado de Minas Gerais
de Belezas Naturais Sem-Iguais,
os quais ― os fatos ―
a transformavam,
em frações de segundos,
segundos profundos,
em Diversas Mulheres
de Mundos Dilatados,
Agitados,
Mundos Diferentes,
Ausentes,
há milhões e milhões de distância
de Terras Efervescentes,
onde guerras e guerras indecentes
estavam a dizimar as populações inocentes.

Então?
Então, eram terras poderosas do Norte Ocidente
― Orgulhoso, Demente ―
contra as outras,
as dos povos indefesos do Médio-Oriente
do Negro Petróleo Incandescente,
e estes, coitados!,
tão mal-amados!,
submetidos aos desmandos
arremessados,
acuados,
atolados,
sem as proteções influentes,
secularmente pagando pelos atos
de seus governantes inclementes.

No entanto,
para digitar as suas memórias e histórias
no atualíssimo invento

dos meados do Século XX,
e que se tornara a coqueluche dos humanos
no início do XXI,
um aparelhozinho interessante
chamado pelos Inteligentes da época

de Computador,
e já que o ato de viver no Terral Global,
naquele momento fenomenal,
já não ofertava Vitórias e Glórias
a nenhum ser letrado com sal,
nem mesmo ao Insano Anormal
Inventor de Estórias de Cantar Maioral,
a Narradora Implexora
d’As Aventuras de Dianna Valente,
uma Honrada Vidente
e Antiga Quiromante Atraente,
viu-se obrigada a pedir a Proteção Influente
do deus romano instigante,
rompente,
o Júpiter Troante,
o Grande Comandante
dos deuses maiores do Olimpo Gigante,
o qual,
a partir daquele Mês de Março de 2007
até ao outro Março de 2008
do Calendário Gregoriano Atual,
reformulado no Século XVI Maioral,
seria ele,
no Decorrer do Transcurso Imperante,
o Fabuloso Regente Astral.



Esta narrativa de Neuza Machado vislumbrou o seu início em 18/12/2006, às 10h56m, em um Dia de Maravilhoso Sol Hiper-Cariocjônio, Espantoso, no Urbano Encantado do Rio de Janeiro, Muito Amado!, ex-Capital do Incomparável País Brasil Varonil, situado na América do Sul de Encantos Mil.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE - 1

NEUZA MACHADO



AS AVENTURAS PROSOPOPAICAS DE DIANNA VALENTE - 1

NEUZA MACHADO



PRÓLOGO


E eis que, naquele deslumbrante dia
de suave letargia,
a Dianna Mineira Valente,
uma Notável Incomum Vidente,
por intermédio do tédio
e de Brilhante Poderosa Lente
e de Registrada Magia,
já havia previsto, a dita,
Aventura Mui Bendita,
Aventura Por Certo! Segura,
Por Certo! Muito Bonita!,
ao longo da Varredura
da Via um pouco interdita
que vai à Serra Futura,
a qual se chamará Ventania
na próxima nomenclatura
desta Narradora Sem-Guia,
pois lá a Guedelha Eriçada
do tal Mago da Alcaçada
que fica na Serra Vazia,
no alto da Espiralada
Trilhazinh’Abandonada
do Neo-Narrar Inseguro,
que, na Duração Já Sem-Muro,
sem erro!, terá serventia,
pois lá a Guedelha Eriçada
do Bell Mago da Indomada
recebe a Suprema Magia
de uma Ventarol’Alada,
um muito! Desordenada!,
também eriçando ela
a Cabeleirinha Branquela
da Narradora do Nada,
pois foi lá que começou,
e a Narradora a mim contou,
a Aventura Mui Segura
da Dianna Arthemis Valente,
Honorável Incomum Vidente,
resguardada pl’o Toinzão
Charreteiro Bonitão,
um Charreteiro Eternal,
mas de bom coração,
por oferecer Luz Sem-Igual,
uma Luz Matricial,
ao pobre’humano vagante
de um passado imortal,
o Toinzão Itinerante,
por ser u’a figura tal,
a tal figura’inflamante,
uma recópi’atual
de Faetonte Gigante,
aquele filho roubante
da Carruagem do Sol,
ou Hélius Apolo Cantante,
um músico itinerante,
por certo!, fenomenal!,
um demiurgo de Escol
que sabe girar o Sol,
um ex-dono incomodante
da Viatura Voante
que no Vigor do Arrebol
risca a Telona Gigante
da Realidade Marcante
do Sonho Transcendental
com Mil Paletas Faiscantes,
Paletas de Tons Brilhantes,
de Cores Reverberantes
e muito et cetera e tal.
Então?!
Então, foi nesse dia
de suave letargia
que a Dianna Quiromante
pegou a Carruagem Vazia,
uma Charretona Brilhante,
e foi, com Espetacular Maestria,
até ao Monte Gigante
com Notável Companhia,
o tal Faetonte Brilhante,
o seu Charreteiro do Dia,
o Charreteiro Importante;
de dia, um Estrello-Guia;
de noite, muito distante.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ODISSÉIA MARIA – XXX

NEUZA MACHADO




ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO



TRIGÉSIMO CANTO



INTERREGNO



mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando, no Século XXI, com Sensacionais Três Vezes Trinta Passos Mortais, a Odisséia Maria Matriarca Brasileira tomará a Poderosa Armadura de seu tetravô greco-romano-português-espanhol da puerta del sol-africano-brasilano-mineiro matreiro-divinense-carangolano das Montanhas do Oiro das Minas Gerais e continuará, acredite!, as Incríveis Aventuras Epo-Ficcionais Transcendentais Sem-Iguais que fizeram a Grandeza dos Patriarcas do Segundo Milênio Guerreiro Horroroso Tenebroso Desditoso Belicoso de Peixes, mas, como eu ia contando... mas... como eu ia contando... ... ...
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando
mas, como eu ia contando




INSUSPEITADA BIOGRAFIA
DE ODISSÉIA MARIA


Filha de Antônio Aquilão, notável Músico-Cantor do Grande Sertão de Minas Gerais, um Lugar Antigão, e de Doña Jane Briseides de Bom Coração do Olimpo Carangolense da Serra da Conceição. Descendente Valente de Bravas Caçadoras de Onços Dourados e de Jaguatiricos Noturnos e Gattos do Matto de Tempos Passados nasceu Odisséia DeMente D`Idéia. Naquele dia, os deuses de Hammurabi Babilônico pronunciaram seu nome e as Divas Três Neo-Magas Guerreiras dos Meados do Século XX, Clotilde, Laísa e Meméia, Astrólogas do Grupo Orador d’Aldeia, olhando a Franzina Menina (no Futuro-Sem-Muro, a Tranvia Odisséia Maria), pré-anunciaram-lhe uma vida replena de Acontecimentos Incríveis, Sem-Fim. Odisséia seria per sempre Guerreira Nomeada, a lutar contra os Papos-de-Vento Opressores Falastrões, mas sempre seria a favor dos Bravos que defendessem a sua Nação, louvando os mesmos com Exaltadas Canções de Prosopopaicos Bordões.

domingo, 6 de dezembro de 2009

ODISSÉIA MARIA - XXIX

NEUZA MACHADO



ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO



VIGÉSIMO NONO CANTO



mas, como eu ia contando, em São Paulo, nessa Mistura Sem-Igual, Sensacional, todos são Brasileiros, muito prazer Magnata!, torcem com garra pro time do Coríntiãs, ou, então, são todos Sampaulinos doentes, portugueses, brasilanos, japoneses, coreanos, chineses, italianos, noruegueses, venezuelanos, franceses, angolanos e et cœtera, etc, etc e tal, são todos brasileiros nessa mistura saudável com muito prazer!; até mesmo Minas Gerais, tão portuguesa!, agora, recebe e acolhe todas as etnias do Mundo Rotundo, desde o Século XVIII, ou bem antes, semideuses espanhóis e franceses e alemães e ingleses e suíços e libaneses se alojaram em Minas Gerais e disfarçaram seus semens e nomes legais, os estrangeiros foram para Minas Gerais, no passado, se tornaram mineiros altaneiros e esqueceram as origens reais, só Minas conseguiu tamanha façanha, os descendentes dos valerosos antigos franceses e ingleses, hoje, são todos cidadãos mineiros, e os italianos também, e os libaneses também, não há reduto de estrangeiros em Minas Gerais, meu Rapaz!, talvez, quem sabe?, um jovem reduto de japoneses plantando tomates em Minas Gerais, conservando ainda os costumes da origem, porém, com certeza, seus descendentes se tornarão mineiros, falarão com sotaque mineiro, cantarão músicas roceiras quomodo qualquer caipira mineiro, esquecerão os costumes dos japoneses mais velhos, aceitarão os costumes mineiros e et cœtera, e etc e tal, a despeito dos olhinhos reveladores da origem asiática; só Minas conseguiu e consegue e conseguirá tamanha façanha, não há reduto de estrangeiro em Minas Gerais, Minas sempre foi um Estado Federativo fechado do meu Brasil Adorado, quem quiser morar lá, terá de se tornar mineiro, não é semelhante a São Paulo e os Estados do Sul do Brasil, possessões estrangeiras; em Minas, alemão se transforma em mineiro e esquece depressa sua língua de origem; os turcos e libaneses são todos mineiros, não tenho certeza, mas o meu sangue é moureno também; apenas os sobrenomes denunciam a ascendência estrangeira, Minas é um Estado meio medieval, quem quiser morar lá, terá de adotar seus costumes, qualquer cidadão de outros Estados do Brasil Varonil também, também se transforma em mineiro roceiro nas Minas Gerais, os costumes da terra se apoderam depressa daquele que se atreve a morar lá, Minas é um reduto muito fechado, sim Senhor, saiba Você, eu nasci em Minas Gerais e sei muito bem o que digo e afirmo, pois o mineiro, mesmo saindo de Minas Gerais, continua mineiro em qualquer parte do Mundo, seja ele Rotundo ou Profundo; mesmo adotando e amando o Rio de Janeiro, continuo mineira, com muito prazer, relembro com amor o meu Estado de origem, recordo com carinho as bellas tardes fagueiras da minha infância distante, ai!, que saudades que tenho da minha infância querida, debaixo das laranjeiras e mangueiras e goiabeiras e jabuticabeiras, todos os deliciosos frutos existentes em Minas Gerais, do meu saudoso quintal e dos quintais dos vizinhos, ai!, que saudades que tenho, meu Amor!, meu Rapaz!; no entanto, morar em Minas Gerais nunca mais, nunca mais!, Minas é um Reduto Ainda Muito Fechado neste Final do Século XX, demais!; Minas continua adotando os Costumes Antigos, o mineiro, aquele que saiu de Minas Gerais e conheceu a Liberdade de Viver e Amar, jamais voltará para Minas Gerais, se for mulher, então, não voltará, com certeza, a mulher em Minas não tem liberdade, se lutar para ter liberdade, será mal-falada, falarão da mulher com desprezo e rancor, a mulher desobrigada é por lá criticada, a mulher deforçada, de Minas Gerais, compreenderá o aqui manuscrito e depois digitado, os costumes de Minas são patriarcais por demais, a mulher mineira tem de ser recatada, terá de ser retraída, acanhada, não pode jamais conversar com o vizinho, com o marido da vizinha, quero dizer, senão, a vizinha baixará o porrete, vai bater pra valer na vizinha irrequieta, a talzinha ousou conversar com seu marido-galinha, e a mulher liberada não estava fazendo nada de mais, óh coitada!, nem estava interessada no marido da comadre, mesmo assim, ela será afastada da sociedade, será marginalizada e malsinada, porque simplesmente quis ter liberdade, a liberdade de agir sem prestar contas ao Mundo Rotundo; falo com Você, Leitor de Formação Patriarcal, Você que está lendo este Texto Enrolado, mesmo se Você agora afirmar e reafirmar o contrário; nas Minas Gerais, meu Rapaz!, neste Final de Século e de Milênio, eu afirmo e rejuro, não há liberdade para a mulher, não Senhor, meu Amor; mas, atenção!, por favor!, há uma facção de mulher mineira arisca e manhosa, ela sabe fingir com maestria, sabe enganar as velhas fofoqueiras mineiras, se não há liberdade, ela inventa a vida, santamente ela põe chifres no seu marido-galinha, e ai de quem lhe apontar o dedo, acusando-a, ela é pura e é santa, mas faz das suas às escondidas, trama com os compadres no meio da roça e et cœtera e tal; de vez em quando, vão nascendo uns filhos mui diferentes; mas seu caçula, comadre Alqueminda, é muito parecido com o compadre Jovinho, você não acha, comadre, há parecença?; o que é isso, comadre Moirena?, sou esposa fiel!, meus filhos são todos do meu marido Anfitrião Bonitão, compadre Jovinho é só o padrinho de meu caçula Izé, com muito zelo e carinho, o que é isso, comadre?, sou esposa fiel, meus filhos são todos do mesmo pai, não sou a sua filha Matirda, o que é isso, comadre?, está me estranhando?, meu caçula é filho do meu marido Bastião Anfitrião Valentão; mas, como eu ia dizendo, a mulher mineira é muito fiel, até mesmo a mulher da tal facção, quando o compadre se assanha um pouquinho mais, ela diz, compadre, o meu marido evém-já, o meu marido evém-já, compadre Jovinho, cuidado, compadre, o meu marido evém-já, meu compadre Zeuzão; e vai se inclinando pro compadre Zeuzinho, no fim de nove meses nasce mais um Izézinho, e ai de você se notar parecença!; o que é isso, comadre?, lhe bato na cara, meu Izézinho é filho legítimo do meu marido Tirésio Bastião Enfatrião, ele sua na roça de sol a sol, trabalha e trabalha de sol a sol, o Izézinho, quando crescer, vai ajudar o pai na lavoura, labutar na roça e empunhar a enxada, ainda bem, comadre, tenho doze filhos fortudos, todos homens taludos pra ajudar o pai, é bem verdade!, o Nico é bem queimadinho, quase pretinho, e seu pai Tirésio Fatrião é branco alourado de pêlo dourado, o Tirésio, comadre, teve uma avó bem pretinha, o Sinhô Português pegava a escrava de jeito; de vez em quando, nascia na sanzala um quase branquinho, o Tirésio é louro, mas sua avó era escrava, por isso o Tonico é meio queimado, digo, um escurinho bem bonitinho, o Joca, comadre, tem os olhos rasgados quomodo um japonês ou chinês, eu olhei muito, na época da gravidez, pru filho japonês do compadre Hakirô, por isso, comadre, o Joca tem cara de japonês, o que é isto, comadre?, não seja encrenqueira, não fale essas coisas, elas vão me perder, ainda bem e amém, tenho doze filhos fortudos pra ajudar o pai na lavoura, não fale essas coisas infames, minha comadre Assuntinha, o Tirésio é cego, mas é brabo também e vai me matar, se esta história esticar até aos ouvidos dele, cale a boca, comadre, sou mulher fiel; mas, como eu ia dizendo, a comadre boboca, que também faz das suas, volta pra casa amuada, coitada!, não descobriu o segredo bem guardado da comadre Minervinha Alequiméia, mãe de doze filhos hercúleos, cada um de um pai; e o reduto mineiro cada vez mais fechado, se eu estivesse ainda em Minas Gerais, meu Rapaz!, não sei não!, talvez, não teria hoje Liberdade no Mundo, teria caído na boca do povo, uai!, não aceito que me cortem a palavra!, quero sempre o meu cavalo solto no pasto, a liberdade é um bem valioso, não tem preço nem mesmo endereço, a liberdade é um bem conquistado com fervor, teria caído na boca do povo, Senhor, se tivesse ficado em Minas Gerais; talvez amigada com um fazendeiro rico, entre tapas e beijos na hora do amor, e o amante gritando e exigindo obediência, e eu me rebelando, rebelando, rebelando e batendo também, com certeza seria valente, mulher brava e rompante, jamais me submetendo ao terror, e ai do amante mandão com seus freios de amor; ainda bem!, as Parcas Bondosas do Século XX teceram meu loooooongo destino!; na hora do meu nascimento, os deuses de Hammurabi Rei Babilônico e o divino Itabirano Drummond pronunciaram meu nome, vá, Circe Irinéia Odisséia Maria do Novello Amassado, ser torta na vida, e eu rodei para o Rio, na década de sessenta, num avião transportador de cargas mineiras, e o Rio de Janeiro me acolheu com amor, viva o meu Rio de Janeiro!, Doutor!, o meu Rio querido e acolhedor, aqui vivo bem e sou dona de mim, faço o que quero e sou livre e viajo sempre que posso, e leio os meus clássicos e os horóscopos também, o que seria de mim sem os oráculos astrais?, a me empurrar para frente com previsões tão certeiras!, a dividir-me em mil mulheres todos os dias e noites também; pela manhã sou Circe e sou também Irinéia, à tarde me transformo em Diana Guerreira, vou pras mattas do Rio, para pescar e caçar, vou driblando e flertando com os deuses da Floresta Equatorial-Tropical, outras tardes me transformo em Maria Felix Bonita Mexicana de Lara, passo os dias só ouvindo boleros de amor e paixão, passo horas ao lado de meu Amor Agustin, ouço a bella voz do divino Agustin até não poder mais, isto quando não me vejo na pele das chicas cubanas, das chiquitas bacanas do meu Amor Bigodudo, o meu Bienvenido Grandalhão, com sua voz sonorosa, agita e agita o meu coração, os boleros castelhanos invadem meu Casulo de Seda Brilhante, a música vibrante sacode todo o prédio, os vizinhos reclamam do barulho troante e pedem aos gritos para eu abaixar o volume do som; nesses dias de saudade, o meu apartamento se enche de música chorosa, de música chorosa à moda espanhola, e os boleros dramáticos de cabaré mexicano, ou de cabaré cubano de primeira categoria, ou até mesmo de quinta, invadem a paz de uma rua qualquer localizada num Bairro Tradicional do Rio de Janeiro, graças a Deus!, eu moro bem pra caramba!, eu moro bem pra caramba num conjugadinho apertado, e eu não troco meu Casulo de Seda Carioca por nada do Mundo, não quero jamais uma casa luxuosa, tenho pena da proprietária da casa luxuosa, é escrava permanente da casa luxuosa, mesmo se a rica possuir um batalhão de empregadas, será sempre escrava da casa luxuosa; mas, como eu ia dizendo, de vez em quando, também, sou Vájira Diamante Pedra Resistente, e recito mantras da Filosofia Budista Teravada, também da Tibetana, o om-ma-ni-pe-me-rum várias horas seguidas, um bello mantra aprendido com meu Anjo-Guru; por fim, de verdade, sou Católica Romana e creio em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo; com muito fervor!, rezo sempre a Ave-Maria, o Credo e a Salve-Rainha, e peço a Deus Pai muita proteção!, peço sempre aos meus Santos da Igreja Católica que roguem por mim a Deus Altíssimo Nosso Senhor; quem me ensinou esse ecletismo religioso foi compadre meu Quelemém, parente distante de Dante, Camões e João Guimarães, para livrar-me dos males do Mundo, amém!; mas vou sempre consultar o oráculo astrológico, ler horóscopo faz parte da realidade atual, os deuses pagãos permaneceram atuando nos Mapas Astrológicos do Mundo Rotundo, júpiter benevolente, plutão misterioso, vênus sedutora, marte conquistador, mercúrio veloz, urano revolucionário, e tem também netuno dos mares, e saturno ameaçador com sua cara fechada, e tem o sol casado com a lua, um casal vivendo em total desencontro, o sol brilhante trabalhando de dia e a lua infiel farreando de noite, e os astros todos olhando por mim, e os deuses do olimpo de Copacabana e os da floresta dos celtas e os da floresta amazônica, os deuses do Egito e os do Oriente et cœtera etc e tal; mas, à noite, Viajo Contente, vou Desbravando o Encantado País do Silêncio Indomável, à noite, eu me transformo em Odisséia Maria Guerreira, encanto os ouvintes com as Narrativas Mais Bellas, me transformo também em Nise, em Marília, namorando os Poetas de Minas Gerais, e são tantas as mulheres que vivem em mim, e são tantos os rostos nos quais me disfarço, as máscaras cotidianas que ostento e abrigo, e não sei mais quomodo reordenar-me, reunir os pedaços de mim que estão soltos no Espaço Sem-Fim, alguns ficaram perdidos no passado; e eu, agora, Odisséia Maria dos Grandiosos Múltiplos Sonhos Brilhantes Dourados, vou viajando e cantando, às vezes rindo ou chorando, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando em direção ao infinito... ao infinito... ao infinito de mim ...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ODISSÉIA MARIA - XXVIII

NEUZA MACHADO




ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO



VIGÉSIMO OITAVO CANTO



mas, como eu ia contando, 1998 ― o Anno que já é Passado neste Recontar Entrançado ― foi um Anno de Sorte, foi um Anno muito bom para mim, nesse anno passado iniciei esta minha Insólita Viagem, por esses Ares Enfumaçados Nunca Dantes Navegados Por Nenhum Foguete Espacial Epo-Ficcional, tendo por Madrinha Vênus das Grandes Finanças Voláteis em Capricórnio, minha Sortuda Casa do Dinheiro Ansiado Suado; mas que é do Dinheiro que o meu Patrono Saturno Mágico Severo predisse no Orago Diário?, mas quede o Dinheiro, my God?, neste Início de Anno de 1999, estou mais pobre do que o Apaziguado Jó, aquele da Bíblia, cadê?; que é do Milionário Prometido Pelos Astros para depois dos cinqüenta?, cadê?; cadê aquela Paixão Fulminante que o Grande Mago Adivinho das Revistas Esotéricas das Bancas de Jornal do Brasil Varonil me prometeu?, cadê?, naquele 12 de dezembro de 1998, quando Mercúrio retomava a sua viagem direta em Sagitário, e o Marte Rompante e a Lua Brilhante estavam unidinhos felizes namorando em Libra; e Netuno e Urano, tão amigos!, em Aquário; e Plutão Aventureiro em Sagitário, em paz com Mercúrio Veloz; e Santa Luzia dos Legais Cegos Borromeus de Minas Gerais, minha Padroeira Mineira, se preparando para comemorar, na manhã do dia seguinte, seu aniversário, o aniversário dela, quero dizer; se o 1998 foi bom, 1999 será melhor!, assim eles estão a me dizer; em 1999 os Astros me beneficiarão; 1998 foi a preparação para as magníficas incríveis portentosas bellas maravilhosas assombrosas prodigiosas insólitas extraordinárias sensacionais e raras maravilhas pré-anunciadas somente para mim; você entendeu, meu Leitor?, egocêntrica egoísta e solitária, eu sou!; e os outros Sagitarianos do Mundo Rotundo?, não se beneficiarão com as Previsões Astrológicas?; 1998 foi um tiro no escuro, 1999 acertará no alvo, assim eles estão a pré-anunciar, os Sagitarianos Sortudos irão encher a burra, encherão com certeza a burra de Dólares Americanos do Norte e sairão pelo Mundo Rotundo ou Profundo em um Foguete Espacial Epo-Ficcional, ou em um Avião Supersônico Praláde Biônico, ou em Brilhantes Navios de Veraneio Marítimo, ou no Ônibus Velho do Velho Restelo, ou mesmo Diapé com Botas de Oiro, atirando Flechas a torto e a direito, a Centaura Quiromântica das Magias Felizes e os Centauros Quirons das Amorosas Curas Milagrosas Galopando pelo Mundo Afora de Deus dos Cristãos e Hebreus, Livres e Soltos nesse Nosso Grande Mundo Praláde Profundo; Júpiter em Áries vai trazer muito Dinheiro para os Sagitarianos Sortudos e também para mim; não sou egoísta, não Senhor!, neste Início de Anno de 1999, os Outros também terão a sua Fatia no Bolão da Sorte dos Jogos do Grande e Empobrecido Brasil Varonil; para encher a burra de dinheiro, nos dias de hoje, só jogando pra valer no Bolão da Sorte, na Sena e na Tele-Sena, ou então, jogar com fé na Raspadinha de Dinheiro do Estado do Rio de Janeiro, para ganhar o Carrão das Corridas Supersônicas, senão, Seu Adão!, não há Previsão Astrológica que dê jeito não; Júpiter Benéfico Amigo de Fato de uma Sagitariana Sortuda vai trazer-me muita Saúde, Sorte, Otimismo e as Festas de Arromba e os Casos de Amor e as Loooooongas Viagens à Países Exóticos Epo-Ficcionais; Viagens à China dos Imperadores de Olhinhos Rasgados, ao Japão dos Magníficos e Dourados Brilhantes Samurais, à Coréia, ao Indostão, à Grécia, ao Paquistão, à Itália, à Terra do Ão e et cœtera, etc., etc. e tal; mas Saturno Severo e Pouco Romântico em Touro quer cortar meu barato, e não quer a minha Intrépida Viagem para o Exterior do Mundo Vital, ele quer muito trabalho e suor, trabalhe, trabalhe, trabalhe, neste mês de março de 1999, ele estará na minha Casa do Trabalho, sim Senhor!, ocupando a minha Casa Seis, quero dizer, exigindo dinheiro e conforto e muito juízo, e só terei a Sorte Benfazeja de não me indispor com Saturno Severo dos Trabalhos Pesados se trabalhar dobrado, triplicado e et cœtera e tal, e só ganharei dinheiro se trabalhar sem parar e et cœtera e etc e tal; isto acontecerá a partir do dia primeiro de março de 1999, adeus Viagens pelo Exterior Fabuloso!, adeus Jogatinas no Grande Cassino de Mônaco do Bello e Bilhardário Rei Europeu e da Falecida Princesa Atriz Americana, e Especulações nas Bolsas da Cidade Encantada do Rio Maravilhoso realizadas no Plano dos Sonhos Insólitos; adeus Viagens Monumentais Sem-Iguais pela Ponte Rio-Niterói dos Engarrafamentos Colossais, realizadas no Plano da Realidade Concreta em conluio com o Plano da Realidade dos Pensamentos Insólitos Praláde Heróicos, ambos conspirando contra as Dores Reais da Coluna Arruinada do Famigerado e Famoso Mundo Real, apreciando as Belezas da Baía de Lethes dos Cariocas Intrépidos Alegres e Valerosos Carontes Barqueiros, Baía da Guanabara no Rio de Janeiro das Façanhas Heróicas; só viajei para São Gonçalo em 1998, todos os dias, atravessando a Ponte do Destino do Livre-Arbítrio Pós-Moderno, porque Saturno estava em Áries Rompante Menino Valente, minha Casa Astrológica da Alegria e do Prazer, my God!, mon Dieu, óh!, meu Deus Português-Brasileiro!, e Áries é a minha Casa da Sorte, é a minha Casa Cinco, quero dizer; mas quanta bobagem estou aqui a dizer!, digo, estou aqui dizendo bobagens!, trabalhei duro naquele Templo do Incrível Saber dos Ensinamentos Atuais e o Carmelo me pagou uma mixaria de nada, uns trocadinhos de nada!; você está perguntando, aí no Futuro Sem Muro, quem é o Carmelo?; o Carmelo é o Antigo Governador do Estado do Rio de Janeiro, mas foi substituído, recentemente, pelo José Menininho, aquele Crente em Jesus das páginas atrás, aquele Crente em Jesus em quem por ora confiamos e pensamos e pensamos!, ele fará um sincero governo!, pensamos, governará muito bem, amém!; por isto, neste Início de Anno de 1999, eu dedico ao Menininho esta minha Viagem Atilada; para o Carmelo não quero tirar o chapéu, não Senhor!, ele não ligou para os Pobres Professores Sofressores, o salário do Professor do Brasil Varonil atualmente é uma miséria de doer; eu espero uma Grande Mudança no Rio de Janeiro e no Brasil Cor-de-Anil, oh! se espero meu Deus!, tenho muita e muita esperança, o Menininho Jovial valorizará os Professores de Todos os Ensinos, a Classe Mais Desmoralizada do Brasil Varonil!; nem os pivetes da Praça Saens Peña querem roubar o Professor, eles sabem de tudo!, o pobre não tem sequer um tostão furado no bolso do surrado jaleco praláde encardido; não me roube, pivete!, eu sou Professora!, pense no salariozinho pequenininho do Professor!, e o pivete do Brasil Varonil às vezes devolvendo o dinheiro do Professor Sofredor, coitado do Professor neste Final de Segundo Milênio!, tem menos do que o pivete, coitado do Professor!, é muito mais pobre; o Professor do Brasil, neste Finalzinho de Século XX, está comendo o pão que o diabo amassou, o pão que o diabo amassou com o rabo, se hoje não tem, amanhã deusdará, deusdará o que puder dar; são tantos e tantos e tantos os pobres pra Deus sustentar, e o rico só dizendo “Graças a Deus!”, “graças a Deus!, eu tenho dinheiro!”; será que o meu Deus só gosta dos ricos do Ão?, será?; e o Pobre comendo o pão que o diabo amassou; e o Pivetão Grandalhão do Brasil Varonil não devolve o dinheiro do Professor Sofredor; às vezes o pivetinho devolve, ele não quer roubar um João-Ninguém mais pobre do que ele, o pivetinho que anda sem rumo, roubando e cheirando cola de sapateiro na Grande Ágora Cosmopolita do Rio de Janeiro; se hoje não tem, amanhã deusdará, deusdará o que puder dar; mas a entrada de Saturno Severo Meu Planeta das Finanças Volúveis Voláteis em Touro Sisudo me fará trabalhar, trabalhar, trabalhar; depois, quem sabe?, uma Bella Viagem à Europa Decadente dos Reis Decadentes, com todo aquele dinheiro que Saturno Severo me ofertará tão contente!; mas, por ora, o retorno do dinheiro ficará por conta da bondade de Deus Pai Onipotente; só o meu Deus Fidedigno proverá o Professor do Brasil Varonil; se continuar assim, no Próximo Século XXI ele morrerá, o Professor Sofredor morrerá de Fome, quero dizer; o JEC ameaça o Professor do Brasil Varonil, Jesus Está Chamando o Professor do Brasil para morar no Céu Cor de Anil; óh! que maçada!, a entrada do Astro Saturno em Touro me fará trabalhar, trabalhar, trabalhar, o Retorno da Sorte ficará por conta de Júpiter Amigo Rompante; Júpiter Troante entrará em Áries Arrogante no dia 13 de fevereiro de 1999, e a partir desse dia o Meu Coração Vai Pegar Fogo, as Coisas do Coração Prometem Pegar Fogo, eu vou sair por aí para encontrar o Ulisses Peralta da Silva Mineiro Cheio da Grana Real, digo, encontrar o tal Milionário Legal; vou ao Bairro das Laranjeiras, das Laranjeiras em Flor, para seduzir o Dagoberto Terrestre, vou roubar o Dagoberto da Gigi de Camargo; aqui, nesse Final de Século e de Milênio, o grande barato é roubar os maridos, roubar os maridos das outras mulheres, coitadas!, e não vou desistir da conquista, não Senhor!, eu vou conquistar o Dagoberto Terrestre, meu Amor!, agora, com Plutão em Sagitário, eu vou me esbaldar pra valer; mas terei de tomar muito cuidado, Júpiter estimula os excessos, poderá pintar um embaraço depois, um embaraço depois dos cinqüenta é um problemão, estar embaraçada depois dos cinqüenta não é brincadeira não, o que dirão os Amigos?, e a Família?; por isto, cuidado!, cuidado com esta euforia, Mulher!, não vá se encrencar!, obrigue-o a usar a obrigatória camisinha inventada por Vênus Madrinha; a fábrica por ora ainda está funcionando!, de qualquer maneira olhe as rugas e os pneus da cintura, não seja uma veirota pra lá de assanhada, não se empolgue tanto, não faça aquilo que os outros pensam que você faz, Sagitariana Antigona!, mas hoje é Sábado de Carnaval, 13 de fevereiro de 1999; como eu ia dizendo, o Treze é meu Número de Sorte!; com um pouco de sorte não ficarei embaraçada no Mundo Profundo da Inventiva Epo-Ficção; o rico Dagoberto Terrestre já está muito velho, e a Gigi de Camargo é uma mulheraça, uma senhora muito distinta e bonita e elegante de fato, o Dagoberto não vai nem olhar para mim, não Senhor!; agora, só me resta conquistar o Sálvio dos Anjos Milionários, o Homem Mais Rico do Meu Brasil Varonil, entrementes, o Sálvio está em São Paulo, vou ter de viajar a São Paulo, se quiser conquistar o Sálvio Ricaço, para ganhar aquele Foguete Veloz Supersônico, ou aquele Avião Supersônico que o meu Amor me dará no Presente, Viajar de Ônibus Velho é muito cansativo, demente, estou cansada de viajar de Ônibus Velho caindo aos pedaços, digo, estou veirota e caindo aos pedaços, não posso mais viajar de Ônibus Velhusco, prefiro viajar confortavelmente de Avião, meu Adão!, ainda mais se esse avião for um Avião Supersônico, mais Veloz do que o Famoso Famigerado Concord Americano-Francês, do qual jogarei reais dólares, francos e euros para os Pobres do Brasil Varonil; só metade da Fortuna, meu Bem!, com a outra metade Viajarei pelo Mundo Rotundo e pelo Mundo Profundo também, tendo ao meu lado o meu Ulisses da Silva Peralta Agora Com Pouco Dinheiro no Bolso e na Bolsa, com a outra metade comprarei muitas jóias e muitos vestidos caros também; Júpiter em Áries está me prometendo esta Sorte Grandiosa Incrível Portentosa, Júpiter em Áries não me faltará, não Senhor!, se ele em Áries não resolver a questão, apelarei para os Bons Fluidos de Vênus Madrinha Defato Patrona de Minha Casa Astrológica do Trabalho Sensato, ela só me ajudará no mês de julho de 1999, no dia 13 de julho, para ser mais exata, quando ela entrará triunfalmente na minha Casa Dez da Carreira Metódica, a 0° 12’ (zero grau e doze minutos) de Virgem Trabalhadora Opressora, entrando em cena para dizer-me que, por telefone ou carta ou via Internet, poderei conhecer uma Pessoa de Lugar Bem Distante, bon Diós!, até Mesmo de Outro País, my God!, mon Dieu!; mas Júpiter Troante da Fortuna e Abundância em Áries não me faltará, não Senhor!, ele ativará as minhas Idéias Atropeladas Animadas; e eu terei muita capacidade para resolver meus problemas insolúveis; e, neste Final de Século XX e Final de Segundo Milênio também, o Maior Problema do Brasil Monumental é a Negra Fome em Geral, a Fome Real do Nordeste e Arredores, principalmente, mais de Oitenta Por Cento dos Brasileiros morrem de fome aqui no Brasil Cor de Anil, neste Final de Segundo Milênio (pesquisem!), no Nordeste e nas Grandes Favelas das Grandes Cidades do Brasil Varonil, de Sampaulo, Rio de Janeiro e Belô, de Curitiba, Santos e Salvador, do Oiapoque ao Chuí a Pobreza é Geral, a Pobreza Impera no Brasil Federal, neste Final de Século XX, neste Final de Segundo Milênio; e ainda tem Gente achando que tudo está very good, tem Gente achando que o Pobre Brasilês merece essas Agruras da Vida, que o Pobre não sabe valorizar o que tem (será que ele tem?), tem Gente achando que tá tudo uma maravilha no Reino do Ão; mas, mesmo assim, com todos os Insolúveis Problemas do meu Brasil Problemão, eu, Odisséia Maria da Estrella Guia, não saio daqui não!, gosto pra caramba do meu Brasil Varonil!; mas, como eu ia dizendo, em 1999, durante o Anno Todo, esse meu jeito expansivo vai brilhar pra chuchu, chuchu se escreve com ch, meu Rapaz, talvez, no seu Tempo Futuro, Amanhã, chuchu será grafado com x, óh! meu Netinho Feliz!, nas feiras analfabetas do Valeroso Brasil a grafia é “xuxu”, as Rígidas Normas Gramaticais Portuguesa-Brasilesa mudam com as Exigências do Tempo Vital, o hoje considerado incorreto, amanhã será o certo, e assim roda o Mundo Rotundo, meu Caríssimo Latinista Raimundo!; neste 13 de fevereiro de 1999, o meu jeito expansivo vai brilhar pra valer, e o Treze, quomodo já lhe disse, é o meu Número de Sorte, e até 28 de março estarei atraindo o Amor, surgirão diversões e chances de Viagem Aventurosa, de conhecer Países Exóticos e outras maneiras de viver aqui nesta Terra de Deus dos Cristãos e Hebreus, sou Sagitariana Brasilana e quero Viajar Sem Parar; mas, claro!, irei Viajar, sim Senhor!, meu Amor!; Com Todo Aquele Dinheirão Prognosticado Por Um Orago Antigão!; Júpiter me dará o Dinheiro da Sorte, digo, com o dinheiro que o meu Amor Transcendental Sem-Igual me dará de presente; melhor ainda, com todo o suado dinheirinho que receberei trabalhando, irei viajar, viajar, viajar; irei viajar, sim Senhor!, desta vez a Grécia não me vai escapar, meu Amor!, irei à Grécia, foi Mercúrio Veloz que mo disse, só para andar de burrico, à moda do divino Avalone, parente do Rei Arthur da Távola Redonda per o lado materno, um Genial Professor Espanhol, Professor de Grego Genérico na Antiga UFRJ da Avenida Chile do Rio de Janeiro, o meu veiroto Professor, hoje, aposentado, passeando de burrico no Olimpo da Cidade de Atenas e no Olimpo da Praia do Flamengo da Cidade do Rio, ensinando o alfabeto grego antigo aos deuses de lá e às neusas de acá; não se preocupe, Avalone!, falarei de seu Tesoiro Grego Epo-Romântico aos Leitores Universitários do Brasil Varonil no Futuro Brilhante; se os de hoje não ouvirem, os do Futuro ouvirão; por isso irei à Grécia Antiga dos deuses Fortudos só para andar de burrico também; foi Você, Avalone!, ensinou-me a idolatrar a Grécia dos deuses pagãos!; andarei entre as ruínas dos Templos Antigos, vou apreciar as Belezas das Trilhas Inóspitas da Península Balcânica, visitarei o Templo de Apolo Cantor e de Palas Athenas também, me banharei nas Thermas de Afrodite Bonita, a Bella, segurarei com certeza no cabresto do Centauro Quirón, aquele Sábio Centauro, Arqueiro Indomável, amigo dos deuses pagãos, e andarei sem destino, passeando, tendo por Guia o Centauro Mais Bello da História dos Gregos; passearei sem destino na Ilha de Ogigia, qual Calíope Fermosa de Tranças Bem Feitas a seduzir seu Ulisses Solerte Eversor de Cidades Pagãs, voarei com Hermes Termegisthus pelos Céus da Europa, e conquistarei o Troante Zeus Sedutor, o mais Vitorioso Amador de Mulheres que já existiu no Universo Mitológico da Literatura Grega do Ocidente Sem-Fim; mas tudo isto depois de passar pelas mãos do Doutor Ivo Pitangui, o mais famoso cirurgião plástico do Brasil Varonil e do Mundo Rotundo; pagarei a plástica, caríssima!, operada pelo médico famoso do Brasil Varonil, com uma parte do dinheiro epo-ficcional de Saturno Soturno, ele me dará de presente; as cirurgias plásticas do Doutor Pitangui são muito caras, mas valem o dinheirão, a mulher se torna jovem de novo, o divino Pitangui é um enviado dos deuses eternais, o divino Cirurgião apareceu neste Mundo Rotundo só para rejuvenescer as mulheres, as Mulheres do Mundo reverenciam o Magnífico Doutor; quem é que não quer ter beleza e saúde?; infelizmente, a cirurgia plástica é só um paliativo, depois de alguns annos cai tudo de novo, as rugas do rosto voltam com furor; de qualquer maneira, não faz mal!, por algum tempo serei bonitinha de novo, e com certeza conquistarei um Zeus Bonitão e Gatoso, com certa certeza andando de Carrão Brilhante, Metálico, Prateado ou Dourado, impulsionado por um Motor de Mil Cavalos Fortíssimos, Alto e de Rodas Bem Feitas, provido também de Capota, um Corcel Cor de Mel dos Annos Setenta, ainda Mui Vigoroso neste Final dos Annos Noventa, na Grécia dos Heróis Valerosos; depois, dormirei, encantada!, ainda na Grécia das Bellalendas Antigas, na cama que escolherei, com o estupendo deus guerreiro da lança certeira que domarei, tudo é possível no Plano da Epo-Ficção!, e viajarei animada na Carruagem de Apolo Musicista Tão Bello e Charmoso, aquele Sol divindade que sempre trazia o dia celebrado nas Campanhas Antigas, Vitorioso, Orgulhoso, tendo quomodo Cocheiro o Atrevido Faetonte; mas não quero graça com Hefesto de Hades, que Buda me proteja do Hefesto Terrível, prefiro um tête-à-tête com Osíris divino; mas Osíris reina no Egito distante e também no Olimpo Barulhento do Mercado Saara do Rio de Janeiro, e o Olimpo da Grécia está mui longe do Egito, está longe da Cidade de acá; talvez, quem sabe?, uma voltinha sem compromisso na Floresta dos Celtas, uma palavrinha com o deus Thor, quem sabe?, vou pegar o martelo de Thor e gritarei o meu grito de guerra; eu, Jane Odisséia da Grande Selva Tropical do Brasil Varonil!, e Vossa Mercê, meu Tarzan!, meu Herói!, digo, Vosmecê, meu Osíris!, Thor, quero dizer!, ou, você, Júpiter, ou, ocê, Zeus; óh! Confusão Mitológica!, Odisséia Maria!, cê está a misturar os Mitos do Mundo!, óh, Mulherrrrrr!!!,

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ODISSÉIA MARIA - XXVII

NEUZA MACHADO




ODISSÉIA MARIA

NEUZA MACHADO



VIGÉSIMO SÉTIMO CANTO



mas, quomodo já lhe disse páginas atrás, para o Governo do Rio de Janeiro, neste Início de Anno de 1999, o Povo Carioquês conta com o Menininho, esperando com fé que ele cumpra o prometido, tudo o que ele prometeu na Campanha Eleitoral para as Eleições de Novembro de 1998; entretanto, os políticos fazem promessas e não cumprem nem a metade, sempre prometem solucionar os problemas do Povo Sofrido; depois de eleitos, não solucionam nada; por enquanto, eu repito, por enquanto, por enquanto, no Menininho todos confiam, ele é um Crente em Jesus e é um garotinho, ele vai cuidar do Rio Encantado com amor e carinho, não esquecerá suas sinceras promessas não, vai consertar o Rio de Janeiro, eu vou esperar!, limpar as ruas da Cidade Maravilhosa; limpar, por exemplo, o rio Maracanã, bem perto do meu Micro-Casulo de Seda Mineira, moralizar o Desmoralizado, tapar os buracos da Cidade do Rio, melhorar o atendimento público nas Repartições Públicas do Rio de Janeiro, cuidar dos Hospitais Abandonados, cuidar da saúde do Povo Sofredor, neste início de 1999, matar a Fome dos Miseráveis, solucionar os problemas do Pobre Trabalhador Brasileiro Sem Eira Nem Beira, pois os Pobres daqui vão vivendo quomodo Deus quer, mesmo que alguns digam o contrário, que está tudo bão no Reino do Ão, os pobres daqui vão vivendo quomo Deus quer; quomo, como, quomodo Você quiser!, se hoje não tem, amanhã deusdará; mas o Menininho é o Atual Governador; aquele, o que diz “está tudo bão!”, não votou no Menininho não, não faz parte da oposição, não Senhor!, é partidário do grupo da situação; o Menininho, por ora, se ele no Futuro não virar a casaca, repito, por ora, é uma pedra no caminho da situação, por isso, para ele, até então, não estava nada bão, meu Irmão; o Povo, por ora, confia no Menininho, ele é um Crente em Jesus e cumprirá o prometido, neste início de 1999 até o final do seu Mandato Sensato, cuidará dos problemas do Povo Sofrido; mas ele, Coitado!, carrega um Grande Fardo, mora num Palácio Encantado, mora em um Grande Palácio Bem-Assombrado, mora no Palácio do Governador, no Bairro das Lindas Laranjeiras em Flor, das Verdes Laranjeiras Gigantes do Imperador; naquele Bairro Assinalado, no passado, havia muitas gigantescas laranjeiras em flor, depois as ditas premiavam as crianças com saborosas laranjas-da-terra; ele mora no Palácio das Laranjeiras em Flor, de Florezinhas Branquinhas Branquinhas, pra lá de Branquinhas; existe também um outro bellíssimo Palácio Encantado ornamentando e enriquecendo a Maravilhosa Cidade, é o Palácio dito Presidencial; o Rio de Janeiro, em priscas eras, foi a Capital do Brasil Varonil; o dito Palácio é o Palácio do Catete, localizado no Bairro da Glória Triunfal; esse Palácio do Catete tem umas águias sinistras nos cantos sinistros do seu antigo telhado; há outros bellos Palácios no Rio, Encantados, quomodo, por exemplo, o Palácio do Itamarati, também o do Museu da República, ainda o Velho Palácio da Praça 15 de Novembro, e mui outros da época em que os Reis de Portugal aportaram per acá, incluindo os posteriores Palácios do Esplendor do Café; no Século XXI existirão Palácios no Rio de Janeiro?, será?; o Rio de Janeiro está a se transformar numa Imensa Favela, meu preocupado Leitor do Terceiro Milênio, do Quarto, do Quinto, quem sabe?, do Sexto também; talvez, Você só saberá que existiu uma Cidade Maravilhosa no Mundo Rotundo, Raimundo, por intermédio destas palavras aladas, se estas palavras chegarem a Você, meu Amor!; no Século XXI existirá a Ponte Rio-Niterói?, será?, aquela construída com o sacrifício do Povo?, será?, no Século XXI existirá a Cidade do Rio Encantado?, será?, a Cidade Mais Bella do Mundo Rotundo; será que existirá o Mundo Rotundo, Raimundo?; mas quomodo ia contando, viajo agora para São Gonçalo do Estado do Rio de Janeiro, e hoje é o Primeiro Dia de Fevereiro de 1999, a Lua Cheia vai brilhar à noite em Virgem Assanhada, e flertará com os Astros do Céu Cor de Breu, os que olham o céu apreciarão a beleza do Mundo Rotundo e do Mundo Profundo também; são poucos os que olham o Céu Escurecido Com Poucas Estrelas Brilhantes neste Final de Século XX Demente; a vida de hoje é uma correria constante, o dia é pequeno demais, meu Rapaz!, as Horas Mágicas passam voando voando; há pouco, passaram as Doze Horas do Dia Estafante, voando garbosas com suas Asas Brilhantes, acompanhando felizes a Carruagem do Sol de Apolo Cantante, voando garbosas pra o Futuro Distante, soltas, leves e livres no Espaço Dourado, no Espaço Encantado DeMentes Brilhante, a deusa charmosa do Grego Antigo Cantante; há pouco, passaram as Doze Horas do Dia, em direção ao Infinito do Relógio Central do Brasil Varonil, as Súditas Fiéis de Apolo Cantor, voando com o Tempo que passa que passa, que passa sem princípio sem fim sem medida, só para recordar-me dos versos do divo Poeta Bilac, o divino Príncipe que da Terra se foi no Princípio do Século XX, e agora festeja, com outros divinos que partiram da Terra, o título invejável de Príncipe Cantor Sucessor do Apolo dos Gregos Antigos, uma honra recebida em seus annos de vida na Terra, de seus Leitores e Amigos do Final do Século XIX e do Século XX também; há pouco, passaram as Doze Horas do Dia, enquanto eu, Odisséia Maria, atravessava de Ônibus Velho do Velho do Restello a Ponte Brilhante do Futuro Distante, pensando em Bilac e em outros divinos cantantes, que hoje estão no Reino do Único Deus dos Cristãos, comendo e bebendo no Banquete Eternal; Apolo Pagão das Narrativas Antigas de Versos Hexâmetros, grandiloqüentes, troantes, com inveja, a olhar de longe, distante; os outros deuses do Olimpo de Homero e de Hesíodo ficam olhando também; e os da Floresta dos Celtas; e os deuses tutelares da Roma dos Césares; os deuses pagãos estão olhando invejosos, porque o Deus dos Hebreus e também dos Cristãos é o mais poderoso; são poucos, no mundo atual, que alcançam tão Alta Honraria, participar para sempre dos Banquetes do Céu, ao lado dos Arcanjos, dos Anjos, dos Serafins e dos Querubins, e de toda Hierarquia Celestial Sem-Igual que compõe o Exército de Deus Onipotente Silente; Bilac, Alberto, Raimundo e o Cruz, todos os Poetas do Final do Século XIX no Brasil Varonil e do Século XX também, aqueles Poetas que formalizaram em poemas a Poesia Volátil, e que mostraram a existência de um Plano de luz repleto de Imagens Desconhecidas e Magias Sem-Fim, o Mundo Secreto do Amorfo Silêncio, do Indizível Espaço Distante das Regras e Conceitos do Mundo Rotundo, todos esses Assinalados se banqueteando no Céu Cor de Anil, o Céu Cor de Anil do meu Brasil Varonil, porque na Terra honraram seus nomes mortais, agora imortais; mas, quomodo ia contando!, as Incríveis Doze Horas do Dia passando passando, voando felizes em direção ao Futuro Sem-Muro, a Carruagem do Sol brilhando brilhando, brilhando lindamente no Infinito Azulado, brilhando brilhando brilhando nos meus Sonhos Dourados; Apolo Cantor correndo entre as Nuvens Moventes, e o dia de hoje repleto de Luz, os Endeusados Peixões Luzidios e as Sereias Faceiras, moirenas do Rio Encantado seduzindo os mortais, as Sereias Faceiras da Baía Encantada brincando nas praias, os Peixões Luzidios e as Sereias Moirenas seduzindo os mortais, levando os fracos mortais à Loucura do Amor; e Odisséia Maria, esta Vossa Criada, viajando em direção ao trabalho estafante, atravessando a Ponte Grandiosa do Futuro Distante, a Ponte Intrigante DeMentes Brilhante; óh! Ponte Famosa!, uma das Maiores do Mundo, construída com o sacrifício do Povo Sofrido, um Povo que trabalha trabalha, e no fim de um mês qualquer de um Final de Século XX Malfadado, não tem dinheiro pra pagar os Impostos impostos; desculpe-me o meu Contar Redundante, óh!, Leitor do Futuro Distante!, os impostos são tantos que o Pobre do Brasil Varonil quase morre de fome, neste Início de Anno de 1999, o dinheiro que sobra não dá para nada, e é preciso comer, senão a morte virá com certeza, e é preciso vestir, andar pelado é proibido, os tecidos de algodão estão custando os olhos da cara, as costureiras matreiras cobram um dinheirão, as roupas prontas das Lojas Americanas e Outras Por Certo Estrangeiras custam um dinheirão, as Montras Lindonas Bonitonas da Cidade, com seus nomes difíceis estrangeiros, expõem as roupas da moda, e o Pobre Coitado do Brasil Varonil não pode comprar; o Povo Brasilês (neste início de 1999) vive de teimoso que é, se hoje não tem, amanhã deusdará, deusdará a comida, deusdará a roupa, deusdará a esperança de viver com bonança, deusdará a esperança para sobviver neste Tenebroso Angustioso Caos; o Caos Apocalíptico do Século XX Agonizante, mas, mesmo assim, as Horas Velozes do Tempo Infinito passam felizes voando voando voando, e o Coração Sem Tamanho do Brasileiro da Cruz se enche de Luz, repleto da Luz Verde da Incorrigível Esperança; o Coitadinho-Brasileiro do Final do Segundo Milênio espera que as coisas melhorem no Reino do Ão!,