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segunda-feira, 31 de maio de 2010

18.8 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: AVENTURAS SEGURAS SURGINDO DE REPENTE

NEUZA MACHADO



18.8 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: AVENTURAS SEGURAS SURGINDO DE REPENTE

NEUZA MACHADO


Mas, voltando
àquela Aventura
do Bhima
Extra-Terrestre,
ao Acompanhar
de perto
o Passeio
da Discípula
da Sábia,
e tentando
explicar-lhe algo que,
a bem da verdade!,
não tem nenhuma
explicação,
o tal Barulhão,
que estava
a Aproximar-se
da Veneranda Diana,
quando de seu Passeio
na Estrada da Beira
do Rio Carangolão
em questão,
era na Verdade!,
a Fantasmagórica
Procissão
de Antigos Escravos
do Final
do Século XIX
Colonial,
Algemados
e Acorrentados,
os pés atados
e as mãos arrastando
as pesadas correntes
pelo chão,
e cantando
os tristes lundus
de procedência africana
com muito sentimento
e emoção.
À frente da Procissão,
os Arautos Angelicais
do Bom Deus Onipotente,
amado e adorado
pelos fiéis cristãos,
tocavam as Trombetas
Celestiais
Divinais,
acompanhando
o ritmo sofrido
e dolente
da Afinada Legião
de Sofredores
da Época da Escravidão.
Com a Tal Aparição,
a Veneranda
só teve o tempo
de se esconder no chão,
agachando-se atrás
de uma moita
de capim-limão.

domingo, 30 de maio de 2010

18.7 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: AVENTURAS SEGURAS SURGINDO DE REPENTE

NEUZA MACHADO



18.7 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: AVENTURAS SEGURAS SURGINDO DE REPENTE

NEUZA MACHADO


Mas eis que,
naquele dia,
Algumas

Aventuras
Surgiram

De Repente
no Caminho
da Diana Valente
do Curto Cabelo
Enrolado
e de Vermelho

Pintado.

Ela estava a andar
Distraída,
quando percebeu
Incomodada
um Barulho
que se aproximava,
proveniente
do Norte

da Estrada.

A Diana Valente
vinha andando

contente
do Sul pro Poente,
mas,

assim que percebeu
a Estranha

Movimentação,
ReDobrou a Atenção,
e foi ao Encontro
do tal Barulhão.

O Barulho

se Aproximava
da Venerand’Atilada,
e ela se tratou

de esconder-se
no Meio do Matto,
pois não sabia
o que Aconteceria,
se exposta ficasse
à vista do Fato,
Acuada!!!,
Naquele Caminho
da Mata Cerrada.

Amigo!,
não sei por que
estou a rimar?,
ao narrar
As Aventuras

do Bhima
Extra-Terrestre

Sem-Par?
Penso que Tudo

é Influência
do Sábio Milenar,
nascido

na Grécia Primeira
e de troante falar,
pois, de verdade!,
verdade verdadeira!,
a estória do Bhima,
escrita pelo Sábio,
Amigo da Sábia

Mineira,
infelizmente,
não li direitinho,
não!!!,
mas vou ler
muito em breve!!!,
pode acreditar!
Mas,

não se acostume
com este narrar
ritmado e sem-fim,
de rimas tão pobres!,
coitada de mim!
À prosa sem rima
pretendo voltar,
mas, se por acaso
houver recaída
e meu ego teimar
em rimar,
peço-lhe para,
por favor!!!,
perdoar!

sábado, 29 de maio de 2010

18.6 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: CAMINHANDO PELAS ESTRADAS ARBORIZADAS DO DIVINO

NEUZA MACHADO



18.6 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: CAMINHANDO PELAS ESTRADAS ARBORIZADAS DO DIVINO

NEUZA MACHADO


A Caminhada da Veneranda
até à Estrada da Beira do Rio
durou alguns minutos
de cansaço e exaustão.
O Bhima também, coitado!,
ficou um pouco cansado!
O motivo, é bom relembrar-lhe!,
é que as Ruas da Cidade Divinal
eram (e ainda são!)
de Morros Tão Íngremes,
capazes de cansar
qualquer remediado cristão,
fazendo-o preocupar-se
com as temidas doenças
do coração.

Naquele Início
de Terceiro Milênio,
o Mal Maior
da Humanidade
de Vida Melhor
era a execrada
doença de obesidade.
Os Humanos
um pouco mais ricos,
todos estressados,
coitados!,
comiam
e comiam
e comiam,
durante o dia inteirinho!,
sem parar um minuto sequer,
sem parar um estantezinho.
E então,
não havia jeito não!
Engordavam
e engordavam,
três vezes!,
engordavam,
e, depois, saiam
pra caminhar
caminhar
e muito caminhar,
achando que com isto
as calorias do corpo
podiam queimar.

O Bhima Bonzinho,
é bom que Você saiba!,
já estava indo
pelo mesmo caminho.
O Extra-Terrestre
era um fã ardoroso
de refeições saborosas.
Não foi por acaso,
em um Passado Remoto,
naquela Fase de Vida
em que se tornou Semi-Humano,
que o apelidaram de Bhima,
o Comedor Voraz,
Executor de Tarefas
Hercúleas Demais.
Então?
Então, eu já não lhe contei
de sua grande paixão?!!!
A Culinária Mineira
era a sua perdição!
(torresmos de porco
com tutu de feijão).

sexta-feira, 28 de maio de 2010

18.5 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: CAMINHANDO PELAS ESTRADAS ARBORIZADAS DO DIVINO

NEUZA MACHADO



18.5 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: CAMINHANDO PELAS ESTRADAS ARBORIZADAS DO DIVINO

NEUZA MACHADO


Entre Tantos EntreTantos,
e Somados os Desvios,
Prosa e Versos,
o Descanso Previsto
Durou Muito Pouco,
porque,
lá do Alto,
Naquela Providencial
Nuvem Nacarada,
na qual ele sempre
estacionava a Vimana
Dourada,
ele viu
quando a Diana Valente
Super-Humana
saiu de seu Micro-Casulo
Repleto de Sonhos,
para Andar Sem-Destino
pelas Estradas Floridas
Coloridas
e Arborizadas
daquela Região
da Zona da Matta
de Antigas Floradas.

Aí, o Bhima
olhou
e olhou
e novamente olhou
ao seu redor,
para ver se havia,
Naquele Momento,
dentro de sua Vimana,
alguma Coisa Melhor
pra ele fazer,
do que sair Atrás
da Veneranda Diana,
que estava a Andar
Saltitante
e Contente
a Direção ao Nascente
do Rio dos Divinenses
e Carangolenses Ausentes.

Aí, o Bhima Pensou
e Pensou
e Novamente Pensou:
“O que será que a Diana
vai fazer na Beira
do Rio Divinal?
Acho que irei até lá,
só para dar uma Espiada
e depois Voltar
para o meu Quintal!”
E ele Não Pensou
uma Quarta Vez,
pois saiu em Disparada
só para Alcançar
a Veneranda,
deapé mesmo,
pois já estava
Meio Gordinho,
com Falta de Ar,
e Precisava Caminhar
para fazer um Necessário
Exercício
Exemplar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

18.4 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O FERIADO DO BHIMA

NEUZA MACHADO



18.4 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O FERIADO DO BHIMA

NEUZA MACHADO


Assim,
naquele dia 24 de Outubro,
o Bhima resolvera descansar,
quomodo já lhe informei
anteriormente,
para com isso
o seu Feriado aproveitar.
Como ele estava ali
na Montanha do Divino
Espírito Santo,
aquele seu Lugar Preferido,
mas também o Lugar Preferido
da Sábia do Sábio
e da Diana Caçadora
Praláde Valente,
o Bhima, muito prudente,
preparou-se
para descansar a mente
e, ao mesmo tempo,
Bisbilhotar o que se passava
no Terreiro de Terra Batida
da Grande Vidente.

A Grande Vidente,
por certo,
penso que Você
já compreendeu
o meu relato!,
era a Sábia Väjira
do Manto Azulado,
às vezes Escarlate,
às vezes Dourado.
Entretanto,
abandonou a Idéia
de Bisbilhotice
no Terreiro da Sábia,
porque preferiu Bisbilhotar
e anotar
o entretanto de vida
que iria acontecer,
naquele Dia,
com a Diana
de Atitudes Rompantes
Discípula da Sábia
Caçadora de Muitas Aventuras
Intrigantes Mirabolantes
em seu Longo Viver
de Mulher Viajante.
Mas, o Bhima
cuidava em descansar,
pelo menos por uns
Segundinhos,
na sua Caminha Azulada
e Flutuante,
localizada
em um ReCanto Aconchegante
de sua Vimana Brilhante.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

18.3 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O BHIMA NO DECORRER DO TEMPO

NEUZA MACHADO



18.3 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O BHIMA NO DECORRER DO TEMPO


NEUZA MACHADO



Assim,
Naquele 24 de Outubro de 2003,
Dia Dedicado
ao Santo Archanjo Raphael
e aos Gênios da Humanidade,



ele resolvera ficar
quietinho em casa,
só para desfrutar
de um necessário
repouso corporal e mental.




Afinal,
se todos na Terra dos Homens
tinham o seu feriado,
aquele dia de Outubro de 2003
por certo
era o feriado do Bhima.
Então?



Então, não era ele também
uma espécie de Anjo
do Supremo Senhor
de Memorável Veneração?,
se o avaliassem quomodo
os dizeres dos Humanos?
Então???
Então, bem que ele merecia
o tal feriado,
pois o Bonitinho,
em virtude
das inúmeras guerrilhas
da Humanidade Sem-Rumo,
nunca descansara realmente
no nosso Planeta Azulindo,
no qual, de vez em quando,
nesses milhares
e milhares de Annos-Luas,
sempre apareceu e ainda aparece,
para a Vida de Paz perturbar,
um Decadente
Belicoso Governante
Guerreiro Demente.

Quomodo Vigilante Intergalático
de sua Suprema divindade,
descansar sempre fora,
por ele,
algo não muito esperado.
Mesmo, quando se refugiava
na sua Montanha de Luz Encantada
da Minas Gerais Muito Amada,
as Aventuras apareciam de montão,
graças à Varinha-de-Condão
da Veneranda Discípula da Sábia
do Alto da Conceição.
O fato, três vezes!, verdadeiro,
era que, desde o Meado do Século XX,
quando do nascimento
da Veneranda Diana dos Anjos Reis,
em uma manhã radiosa,
em que a Aurora Fermosa
surgiu matutina e muito dengosa,
o Bhima se apegara,
por demais da conta!,
àquela menininha magrelinha
filhinha da Briseides Joaninha.
Com o passar dos Annos,
o afeto pela Dianazinha Magrinha
foi aumentando,
e naquele momento,
muitos Annos Passados,
o Bhima já não podia pensar
em viver longe
da Dianazona Gordinha.
A bem da verdade,
ele já havia se apegado
ao círculo familiar
do Antônio Aquileu
muito antes do nascimento
da Dianazinha Menininha.
A cada falecimento,
de cada um dos integrantes
da numerosa Família,
era um sofrimento sem-fim
para o Bondoso Extra-Terrestre
da Terra e do Ar
e de Mundos Afins.
Foi o que aconteceu,
por exemplo,
quando dos falecimentos
dos Filhinhos Pequenininhos
do Antoinzim Aquilim.
O primeiro foi o Alício,
o terceiro Filho
do Antônio Aquileu,
afilhado daquela Alice
das páginas atrás,
tá lembrado?,
que de febre desconhecida morreu,
quando o Antônio Aquilão
morava ainda
no Alto da Fermosa
Serra da Conceição.
O Bhima, um ser incorpóreo,
sentiu muito a morte do Menininho.
Depois, já morando perto
da Santa Luzia do Carangola,
a padroeira dos Cegos Borromeus
de toda a região,
o desafortunado Antoinzim
perdeu mais dois Meninins:
a Menininha Aparecida
TãoBreve NaVida,
e o Meninim Altamirim do Prado
de Jesus Afilhado.
A Jane Mamãe
quase morreu de tristeza
e paixão,
foi definhando
sem explicação,
salvou-a o Amor
do Antônio Aquilão.
O casal só ficou,
naquela ocasião,
com o Zé Aquileu
e o Tatão Aquilão,
os seus Filhinhos do Coração.
Mas, então,
no Anno Seguinte nasceu
a Diana Valente
Caçadora de Incríveis
Aventuras Diárias,
aquela privilegiada
proprietária de Cem Ferozes
Invisíveis Cachorros Malteses,
todos originários da Ilha de Malta
e das Ilhas Canárias,
enviados a ela,
para a sua necessária proteção,
pelo Supremo Senhor
da Antiga Nação,
uma vez que o mesmo
sentia por ela
uma especial affeição.

No entanto,
esquecia-me de dizer-lhe
que os referidos Cachorros
eram pura invenção.
A Diana de Bom Coração
saía sozinha,
e os Cachorros a seguiam
em sua imaginação.
O único que via
a malta exemplar
protegendo a Diana,
quando ela saía
de casa para Aventuras
mirabolantes
caçar,
era o Bhima Bonzinho,
que também a seguia
com muito carinho.


terça-feira, 25 de maio de 2010

18.2 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O BHIMA NO DECORRER DO TEMPO

NEUZA MACHADO



18.2 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O BHIMA NO DECORRER DO TEMPO

NEUZA MACHADO


Mas, quomodo
estava a dizer-lhe,
de tempos em tempos,
desde àquele Passado
Remoto,
em que viera vigilar
a Terra dos Homens
por ordem
do Supremo Senhor,
o Extra-Terrestre
aprendera a procurar
um recanto,
de muita Paz e Luz,
para ali estacionar
a sua Vimana-Residência
Incomum.
Ele conhecia, muito bem!,
a sua função
de observador
e escrevinhador
dos Acontecimentos
do Mundo em geral,
deeeeeesde tempos
imemoriais!!!!!,
mas as Guerras
do Séculos XX e XXI
eram tãããããão estressantes!
que o pobrezinho,
já um pouco Velhinho,
de vez em quando
afastava-se
da observação
e escrevinhação
das Contendas,
para desfrutar
alguns instantezinhos
de pura solidão.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

18.1 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O BHIMA NO DECORRER DO TEMPO

NEUZA MACHADO


18.1 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O BHIMA NO DECORRER DO TEMPO

NEUZA MACHADO


Saiba Você que,
de Século em Século,
o Bhima procurava
um Recanto na Terra
dos Homens Sem-Rumo,
repleto de muita Paz e Luz,
bem distante das guerras
inglórias,
para ali estacionar
a sua Vimana Maravilhosa
Voadora,
e, ao mesmo tempo,
dali, observar
as Mudanças Históricas
que ocorriam no Mundo.

A sua Casa-Vimana Voadora
era um pequenino
e especial
Veículo Espacial,
inventado
exclusivamente
para ele
pelo Supremo Senhor
de Grande Valor.
O Bhima sabia muito bem que,
entre os muitos Sentinelas
do Espaço Sideral,
todos Extra-Terrestres como ele,
a sua Figurinha Estranha
Incomum
e Fenomenal
recebia da poderosa divindade
uma atenção paternal.

De verdade,
o formato exterior
de sua Vimana
era totalmente diferente
dos formatos exteriores
das Vimanas
de seus já há muito esquecidos
Complanetários Parentes.
Ouso dizer Complanetários,
para designar os pares de Bhima,
porque não sei o nome do Planeta
em que ele nasceu.
O nome do tal Planeta
sempre fora um segredo
só conhecido pela Sábia
Väjira Diamante
de Curta Cabeleira Abundante.
A Venerável jamais revelou
a seus discípulos esotéricos
o nome real
do tal Planeta Sem-Igual,
onde ainda reside

o Supremo Senhor
e seu Exército Celestial.
Se o Solitariozinho
fosse um Humano,
nascido nesta nossa
Terra Azulinda,
eu poderia pronunciar
Conterrâneo,
mas como não sei o nome
do tal Planeta distante,
prefiro referir-me
aos pares do Bhima Sentinela
quomodo
Complanetários Vigilantes.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

17.7 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O FINAL DA ESTÓRIA DE ALICE

NEUZA MACHADO


17.7 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O FINAL DA ESTÓRIA DE ALICE

NEUZA MACHADO


Mas, voltando
à Aventura Sem-Igual
divinal
da discípula da Sábia
Väjira Diamante
dos Curtos e Brancos
e Revoltos e Anelados
Cabelos Brilhantes,
as duas se despediram,
prometendo ambas
novos encontros,
pra relembrarem
o passado
do Antônio Aquileu
e de Joaninha Briseides
Gloriosa Mamãe;
a Discípula da Sábia
se encaminhou
para o Banco Monetário
do Brasil Varonil,
para pagar suas Continhas
Chatinhas
e retirar, também,
um Dinheirim Suadim,
para comprar o pão
e o feijão-mulatim.

E o Bhima?
O Bhima voltou deapé
para a sua Residência-Vimana,
estacionada
em um Recanto de Paz
na Imortal Cidade
do Divino Espírito Santo
das Minas Gerais
das Pedras Preciosas Demais,
que ficava
bem pertinho
de Carangola Frajola
a Princesinha
da Zona da Matta Mineira.

Logo que chegou
à sua residência,
a dita Casa-Vimana,
acionou os botões
da Tela Mágica do Passado,
para relembrar
algumas Cenas de Então,
acontecidas
no Grande Terreiro
de Terra Batida
do Antônio Aquilão.
Entretanto,
enquanto as imagens
iam se avolumando na Tela,
o Bhima correu à cozinha,
para fazer um caffe colonial
à moda das Matriarcas
Mineiras Matreiras.
De tanto conviver
com os Mineiros Altaneiros
da Zona da Mata
de Santíssima Fé,
ele, há muuuito!!!!,
se viciara em caffe!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

17.6 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DISFARÇADO DE ARAGEM MATUTINA

NEUZA MACHADO


17.6 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DISFARÇADO DE ARAGEM MATUTINA

NEUZA MACHADO


Enquanto as duas conversavam,
o Bhima ficou por ali, à espreita
das Impagáveis Aventuras,
as quais, tão bem!,
a Veneranda Diana
sabia quomodo encontrar.
Ele ficou por ali escutando tudo,
com a mais especial atenção!,
pois sua missão
era exatamente aquela
na Terra dos Homens.

Quomodo Sentinela
do Espaço Sideral,
deveria observar e escutar
os Homens-Sem-Rumo,
para depois relatar o todo
ao Todo Supremo Senhor.
Mas, em se tratando
da Diana Valente
Caçadora DeMente
de Aventuras Sem-Fim,
convenhamos!,
aquele era uma Aventura
e tanta!
“Só mesmo a Veneranda Diana
pra descobrir
uma Velhíssima Conhecida
de seus Pais Adorados,
já Cinquenta e Seis Annos Passados!”,
assim pensou o Bhima Bonzinho.

Mas, ele ficou, por ali,
até que o Ônibus Circular
do Divino Espírito Santo
chegasse,
e as duas nele entrassem.

Ainda curioso,
sem que ninguém o percebesse,
entrou no Ônibus também,
por certo disfarçado
de Aragem Matutina,
porque a Tal Aventura
aconteceu pela parte
da Manhã Brilhantina.

Aí, o Bhima
ainda ouviu as duas conversando,
aniiiiiimadas,
até à Ágora Central Divinal,
prometendo ambas
reencontros posteriores.

Aí, então!,
as duas se despediram,
porque a Alice,
que havia saído do Espelho
recentemente,
já Antiquíiiiiissima!,
estava indo de visita
à Santa Luzia do Carangola,
pois fizera uma promessa à Santa,
para que protegesse seus Velhos Olhos,
uma vez que desejava,
ainda!,
por Muitos Annos!,
ver todas as Coisas Bonitas
do Mundo Infantil,
esquecendo
esquecendo
esquecendo
o Passado Senil,
o Passado Malvado
de Atroz Legado.
Seus Olhos, coitada!,
já estavam um pouco

prejudicados,
mas a Alice ainda queria
Enxergar
as Mágicas Visões

do Mundo Profundo
Com Muito Vagar.
“Com certeza!”,
pensou o Bhima,
“esta Alice da Conceição
ainda vai viver bastante,
passará dos Cem Annos
e mais tranquilamente,
então,
em Muitos Espelhos Viverá,
além das Inúmeras
e Afamadas

Maravilhas da Vida
que apreciará.”

Não sei se já lhe contei,
o Bhima sempre fora engraçado.
Uma de suas graças consistia
em pensar em versos.
Sempre dava um jeitinho
de colocar uma rima aqui,
outra acolá,
e, com isso,
procurava os pensamentos ritmar.
Penso que esse costume do Bhima
era influência dos versos do Mago Vyasa,
o primeiro que o colocou
nas páginas da História
dos Homens Sem-Rumo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

17.5 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS PADECIMENTOS FÍSICOS E MORAIS DE ALICE

NEUZA MACHADO


17.5 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS PADECIMENTOS FÍSICOS E MORAIS DE ALICE

NEUZA MACHADO


Os sofrimentos
do passado da Anciã Jovial
se misturavam aos lamentos
das doces e/ou amargas
recordações.
O casamento precoce
aos doze annos de idade,
com um velho decrépito
distante da mocidade;
a tentativa de aborto frustrado
aos treze annos de idade;
a morte da filha doente
aos oito annos de idade
e rejeitada por ela,
quando a pobre Alice
já contava vinte e um annos
de vida sofrida;
as surras de correia dadas pelo pai;
o sexo ansioso e amoroso
no meio do mato
com outros rapazes audazes;
os abusos sexuais de homens
praláde malvados;
as ameaças de morte;
a fuga para o Rio de Janeiro,
Capital do Brasil,
ajudada pelo Compadre
Antoinzim Aquileu
e a Joaninha Briseides
de Recontos Fabulosos Mil;
os doidos casamentos
na Cidade do Rio;
as traumáticas separações;
os filhos abandonados
com os diversos pais;
o desprezo dos filhos;
um filho militar
indiferente
aos seus apelos de mãe,
inclemente!;
os inúmeros relacionamentos,
et cetera e tal.

Então, veja Você!,
todos esses Acontecimentos
passando
diante dos olhos de Alice,
naquele preciso momento,
acionados por sua fala
entrecortada,
anormal,
e registrados
pela Veneranda Diana
e pelo Invisível Sentinela
do Espaço Sideral,
ambos emocionados
com os muitos entretantos
existenciais
daquela incrível Senhora.

E quando o Nenêm,
um guapo rapaz,
buscou-lhe o sexo,
no meio do mato?
E a surra de vara de guaxima
que o pobre levou do pai dele?,
só porque o pobrezinho
fizera sexo com ela?
Um Velhinho danado
e linguarudo,
que vira tudo de longe,
fora o culpado pela surra
que o belo Nenêm levara do pai.
“Coitado!, tive tanta pena dele!”
(exclamara a Alice)
“Queria tanto pedir-lhe perdão,
por ter sido a causa
de seu sofrimento e purgação!
Mas, ele nunca mais olhou para mim!,
você acredita?
Acho que ele tinha vergonha,
coitado!
Ou, então, talvez, pensasse
que a linguaruda fora eu!
Até hoje penso e repenso
no que aconteceu.
Penso que o Nenêm nunca soube,
de fato,
que quem contou pro pai dele
foi aquele Velho danado,
que morava ali perto
daquele recanto do mato.”
E a fuga para o Rio de Janeiro?
“O meu pai queria me matar!,
e foi o seu Pai,
o compadre Antoinzim Aquileu,
que me levou, de madrugada,
para embarcar no trem,
em Carangola.
A comadre Joaninha,
coitadinha!,
preocupada com a minha segurança,
foi junto,
com um cabo de vassoura na mão,
e o compadre Antoinzim
levava uma foice afiada
para me defender,
caso algum dos bate-paus de meu pai
aparecesse com a intenção
de me matar.
Tudo isto os seus Pais fizeram,
para me proteger,
até à saída do trem.
Eles, os capangas de meu pai,
ferozes,
queriam me matar,
a mando de meu próprio pai,
minha Senhora!
Foi o seu Pai,
o Compadre Antoinzim,
que me salvou da morte a pauladas,
me colocando no trem da madrugada.
Aí, eu fui para o Rio de Janeiro
com a intenção de enricar
e, depois, uma Fazenda comprar.
Eu queria ser Fazendeira,
ser rica com o suor de meu rosto,
sem precisar de casar
com um qualquer Fazendeiro mandão.
Fui mesmo é empregada doméstica!
Comi o pão que o diabo amassou,
no Rio de Janeiro!
Tive uns quatro maridos por lá,
fora os homens
com quem deitei sem amor.
Abandonei meu filho,
deixando-o com o pai.
Até hoje o meu filho não me perdoa!,
nem liga pra mim!
Telefonei para ele no dia das Mães.
Sabe o que ele fez?
Desligou o telefone na minha cara!
Eu abandonei o menino
porque não tinha como criá-lo.
Ele não me perdoa!
Tive mais filhos!
Estão todos espalhados por aí.
Tenho uma filha no Rio de Janeiro
que é cabeleireira;
outra, em Guarapari.
Estão todos espalhados por aí.
Mas, eu conheci todos os seus parentes,
minha Senhora!
Conheci sua Avó Justiniaña,
seu Avô Emilianno,
seus Tios e Tias.
Tinha um, coitadinho!,
que pegou doença venérea
em uma Casa de Puta.
O pinto dele inflamou
e apodreceu a pontinha.
O saco também inflamou!
O médico teve de cortar
o pedaço podre do pinto do seu Tio,
coitado!
Eu vi!
Ele me mostrou
e mostrou também à Justiniaña,
Mãe dele,
coitado!
Acho que foi o Duca,
seu Tio,
que perdeu um pedaço
do pinto inflamado!”
“Não!, Alice!, não foi o Duca, não!
Foi o Pedro de Brises da Conceição.
Mas, o pinto dele sarou
e ele casou-se!
Não teve filhos,
mas foi muito feliz com a a Fiota,
mulher sem-igual!
A tia Fiota foi,
para o Pedro de Brises da Conceição,
uma mulher amorosa,
valerosa,
fenomenal
e de bom coração.
Adotaram uma Sobrinha,
e a amaram demais!
Ele já faleceu, mas foi muito feliz!,
e viveu quomo quis!
O Duca José também
já está residindo
no Reino dos Mortos da Santa Sé,
Alice!
Quase todos os meus tios,
já foram pro Céu!”

terça-feira, 18 de maio de 2010

17.4 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS PERSONAGENS DO PASSADO DE ALICE

NEUZA MACHADO


17.4 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS PERSONAGENS DO PASSADO DE ALICE

NEUZA MACHADO


Naqueles quarenta
e cinco minutos
de muita conversa
e emoção,
a Diana ficou sabendo
da vida da Alice,
depois que ela entrou
no Espelho
da Vida Tumultuada
da Cidade do Rio de Janeiro
Encantado.
Até que resolvera voltar,
Annos depois,
para a Cidade de sua concepção.

Todos os personagens
do passado
atormentado
de Alice,
lá do Alto da Conceição,
desfilaram por intermédio
da Velha Senhora
diante dos olhos
deslumbrados de Diana,
repletos de emoção.
Aqueles personagens
transcendentais
eram todos conhecidos
da Veneranda,
e por ela muito amados,
graças aos recontos
insólitos
de Jane Mamãe
do Passado Idolatrado.

Nos olhos envelhecidos
de Alice,
todos esses conservaram
uma estranhíssima
eterna juventude.
A Alice não os conheceu
no auge de suas velhices.
E a Veneranda, emocionada,
viu seus fantasmas familiares
exibindo as irretocáveis
graças da juventude,
através das nostálgicas
e tristes lembranças
da Alice Velhinha.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

17.3 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: ALICE SAIU DO ESPELHO NA CIDADE DIVINAL

NEUZA MACHADO


17.3 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: ALICE SAIU DO ESPELHO NA CIDADE DIVINAL

NEUZA MACHADO


A Veneranda,
uma mulher muito falante
e despachada,
logo que se postou
no tal Ponto do Ônibus Circular,
entabulou uma conversinha
sem pé nem cabeça
com uma Velha Senhora
de lenço nos cabelos,
que estava ali também
à espera do mesmo Ônibus.

Conversinha vai,
conversinha vem,
a Veneranda percebeu
que a dita Senhora
não possuía
os mesmos trejeitos
e falares das pessoas
natas do lugar.
Então, a Veneranda perguntou
à Velha Senhora
se ela era natural da Cidade
do Divino Espírito Santo.
A Velha Senhora respondeu-lhe que,
na verdade,
ela era natural daquela Cidade,
mas por supuesto
passara a maior parte de sua vida
no Rio de Janeiro.

Então, o Bhima ouviu,
porque estava prestando
muita atenção!,
a Diana Caçadora perguntar-lhe
de que lugar era ela?,
se era ali dos arredores?,
ou não?
A outra respondeu-lhe
com muita animação:
“Nasci logo ali,
mas passei a infância e mocidade
no Alto da Conceição.”
E a Diana retrucou-lhe:
“Não é possível
tanta coincidência! Não!!!
Saiba que os meus pais,
antes do meu nascimento,
quando eram ainda recém-casados,
moraram no Alto da Conceição,
aquele Lugar Encantado
e de Pura Tradição.
E, sem querer ofender a Senhora,
de jeito nenhum!,
diga-me o seu nome e idade,
por favor!”
A outra então respondeu-lhe:
“Meu nome é Alice
e já conto Oitenta e Três Annos.
Nasci no Anno de 1920.”
“Oh!, não!, não é possível!
(exclamou a Veneranda),
então, a senhora conheceu
o meu Papai Antônio Aquileu
e a minha Mamãe Jane Briseides
Martins D’Amorim.
Eu sou filha do Antoinzim Aquileu,
tocador de violão nas Antigas Festas
do Alto da Conceição,
e da Jane Briseides de Bom Coração.
Sou Neta do Velhíssimo
Emilianno de Brises
e de Justiniaña de Ogiges
da Alvorada da Consolação,
o Casal Centenário
da Vila do Norte de São João.”
A outra respondeu-lhe:
“Oh! o Destino Pagão!
Você é filha do meu
Compadre Antoinzim
e da Comadre Joaninha
do Alto da Conceição,
oh!, não é possível, não!
E eles ainda estão vivos?, estão?”
“Infelizmente, não!”
E a conversa girou
sobre a Família da Diana
e os trompaços da vida
que a Alice levou no passado
e, ainda, levava no presente.
Até àquela data,
a pobre mulher viera
levando da vida somente pauladas.
A última vez que ela vira
o Compadre Antoinzim
e a Jane Briseides,
a Diana Caçadora era apenas
uma Menininha de Colo.
Então, preste atenção:
o que é o Destino Pagão?!!!
A Alice saíra
do Espelho da Juventude,
daquele Passado Distante,
para se encontrar Annos Depois
com a Filha do Antoinzim Aquileu
e de Jane Briseides Mamãe
de Recontos Brilhantes.

O Bhima estava estarrecido.
O Destino Pagão
dos Gregos de Então
pregava mais uma peça
nos Devotados Cristãos,
daqueles Meados do Terceiro Anno
do Terceiro Milênio em Ação.

domingo, 16 de maio de 2010

17.2 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS DEDOS DO DESTINO GREGO

NEUZA MACHADO


17.2 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS DEDOS DO DESTINO GREGO

NEUZA MACHADO


Só Que, Naquele Dia Diferente,
Os Dedos do Destino Grego
Estavam Ocupados em Tecer
Alguns EntreTantos Interessantes.

O fato verdadeiro foi que
a Veneranda Diana Caçadora,
não se sabe o porquê,
Naquele Dia,
saiu de seu refúgio
na Cidade Divinal
e foi, naquele exato momento,
esperar o Ônibus Circular
da Linda Cidade Senhorial.

O Bhima,
que já estava acostumando
a apreciar as reviravoltas diárias
que aconteciam com ela,
com a Veneranda Dianna,
lá do Alto de sua Vimana,
resolveu prestar
uma atenção redobrada
aos movimentos da dita Senhora,
porque,
segundo suas próprias deduções
de Extra-Terrestre Vigilante,
com certeza,
logo depois,
Estranhos Acontecimentos
Poderiam Ser Registrados.

Então, o Extra-Terrestre Bonzão
preparou seu

Caderninho de Anotações
que estava sempre à Mão,
ajustou os botões

de seu Binóculo Mágico
das Grandes Ocasiões,
preocupou-se em desenhar,
em uma Maquininha Especial,
cada Momento Vivido

pela Veneranda,
naquele Dia Especialíssimo,
depois saiu de sua Casa-Vimana
deapé
até ao tal Ponto de Ônibus,
e ficou ali à espreita
de alguns Momentos Irrepetíveis,
os quais seriam vividos
pela Honorável.

Aí, começaram a ocorrer
Fatos Imprevistos.

sábado, 15 de maio de 2010

17.1 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OUTRO RECONTO DE UMA MEADA ENROLADA

NEUZA MACHADO


17.1 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OUTRO RECONTO DE UMA MEADA ENROLADA

NEUZA MACHADO


Naquele dia,
o Bhima Sentinela
acionou o botão
da Tela Mágica do Passado,
só para relembrar
alguns fatos acontecidos
com o Antônio Aquileu
e a Jane Briseides,
enquanto ambos existiram
nesta Terra Azulinda.

Mas, para que Você
não perca o fio
desta Meada Enrolada,
digo-lhe que,
este desejo do Bhima
de relembrar os Amigos,
só aconteceu porque,
no dia anterior,
ele havia estacionado
a sua Vimana Maravilhosa
Voadora
no Topo Mais Alto
da Cidade do Divino Espírito Santo
da Zona da Mata Mineira,
e, lá do Alto,
de seu Mirante Maravilhoso,
ele viu quando a Diana Caçadora,
aquela Veneranda Discípula
da Sábia Väjira,
encaminhou-se em direção
ao Ponto do Ônibus,
para ir ao Banco de Dinheiro
do Brasil Varonil,
pois pretendia saldar
algumas continhas
que a incomodavam.

As tais contas eram todas
da TELEMAR
(a Companhia Telefônica Atual
(Anno: 2003)
do País Varonil),
porque a Venerável,
apesar de estar
com os bolsos meio vazios,
tinha três linhas de telefones
- duas no Rio de Janeiro
e uma no Divino Altaneiro -
e todos os meses
era aquela obrigação:
pagar as tais contas,
para que o seu Nome
não ficasse sujo
na Praça do País
Brasileirão.
Assim, prestando bastante atenção
às ocorrências do dia exemplar,
o Bhima viu quando
a Veneranda Diana atravessou a Rua
e foi postar-se no ponto
à espera do tal Ônibus Circular.

Na verdade, o trajeto,
até à Praça Central,
era pequeno,
mas, quomodo já lhe relatei
páginas atrás,
a Cidade do Divino de Minas Gerais
é, realmente,
quase toda formada
por Ruas Íngremes;
é cada Ladeira de arrebentar
o Coração
de qualquer Mortal Sentimental.
Assim explicado,
Você agora vai entender
o porquê de a Veneranda
ter ficado ali à espera do Ônibus
de Santa Luzia do Carangola,
por quarenta e cinco minutos.
Ela, coitada!,
não estava mais acostumada
a subir Ladeiras,
e, convenhamos!,
já não tinha mais Idade
para essas façanhas,
de ficar subindo
e descendo
Ruas Praláde Ingremes.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

16.12 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: FINAL DA ESTÓRIA DA MÁGICA VIAGEM ATÉ URUCÂNIA

NEUZA MACHADO


16.12 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: FINAL DA ESTÓRIA DA MÁGICA VIAGEM ATÉ URUCÂNIA

NEUZA MACHADO


A cada parada para
as refeições,
a Vovó magicamente
retirava do mágico embornal
deliciosas guloseimas,
as quais eram
instantaneamente
devoradas pelo grupo
de Viajantes felizes,
felizmente.

O Bhima,
mesmo com o Freezer
de sua Casa-Vimana
repleto de alimentos
(não existia freezer,
naquele tempo assinalado,
para os Humanos),
de vez em quando,
durante a dita viagem,
surrupiava
um naco de carne
do Farnel da Vovó,
só pelo prazer de comer
tão deliciosa iguaria,
pois tempero igual
não existia.

A Justiniaña Vovó
e a Jane (Joana) Briseides
eram cuidadosas,
e só pediam para parar
o Automóvel
do Motorista Marreco
quando avistavam
uma preciosa
mina d’água fresquinha,
e, mesmo assim,
só autorizavam
a parada
para as refeições,
se a localidade da mina
fosse aprazível
e bonitinha.

Naquela caminhada,
sobre as rodas do
automóvel cinzento Pontiac,
do final dos Annos Cinquenta
do Ocidental Almanaque,
o automóvel do Motorista Marreco,
muitas recordações maviosas
ficaram no espírito da Jane Mamãe
do Narrar Infantil,
até o final de seus dias na
Terra dos Homens do Brasil Varonil.
Nas recordações
da Dianazinha também!
E nas recordações do Bhima?!!!
Então, nas recordações
do Extra-Terrestre Bonzão,
nem há o que contar!
Durante o Passar do Tempo
- os Annos, os Dias e Noites,
- as Horas e os Minutos
e os Segundos -,
ele sempre se lembrava
com saudade
daquele passeio que fizera,
acompanhando
disfarçado de aragem,
é claro!,
o Antônio Aquileu
e sua Família.

Realmente, a Jane Briseides Mamãe
era uma mulher de se tirar o chapéu.
Não é que, durante os Annos todos
de sua Vida na Terra dos Homens,
encantada,
ela cuidara de registrar na memória,
com detalhes,
cada etapa daquela
Viagem Sonhada.
Não se esqueceu, nunca!,
dos nomes das localidades
por onde passaram,
de cada rio,
de cada florezinha do caminho,
e sempre dizia:
“Tá lembrado, Antônio Aquileu!,
do rio Pomba de Urânia,
por onde passamos,
quando de nossa ida a Urucânia?
Você se lembra?,
naquele dia o rio estava cheiínho.
Era a época da cheia dos rios
e, mesmo assim, graças a Deus!,
não pegamos
nem uma gotinha de chuva
durante aquela Viagem
à moda de Hebreus!
Tá lembrado, Antônio?
E o Antônio Amoroso Marido,
muito comovido,
balançava a cabeça,
dizendo que sim.

O Bhima bem se lembrava
da dita Mamãe.
Quantas vezes ele se disfarçara
de aragem
– matutina e vespertina –
e se deslocara a direção
ao Grande Terreiro
de Terra Batida
dos Aquileus,
só para ouvir
as diferentes estórias de Mamãe.
A Jane Mamãe contava
e contava
e recontava
as peripécias
de sua Vida de Menina
e Adolescente,
acrescentando
graciosos entrementes,
os quais faziam dos relatos
autênticos contos de fada.
E a Jane Mamãe
era mesmo uma Fada
toda disfarçada de gente,
o Bhima bem o sabia.
E foi numa dessas visitas
que ele ouviu,
pela primeira vez,
a estória da mulher do Padre
de uma desconhecida localidade,
a qual, por ter se enamorado
do tal Padre Encantado,
fazendo-o abandonar a batina,
fora transformada, por Deus!,
em Mula-Sem-Cabeça.

Mas esta estória
da Jane Mamãe
dos Campos de Café e Arroz
contar-lhe-ei bem depois.
Só posso adiantar-lhe
que o Bhima ficou
horas e horas entretido,
escondido
em um cantinho
da Imensurável Cozinha
da Jane Briseides,
apreciando os recontos
graciosos
da dita Mamãe,
orgulhosa,
pomposa,
a narrar o Terrível Caso
da Mula-Sem-Cabeça
Mulher do Padre Reborgosa,
a cretina,
“aquela deslavada!,
sem-vergonha!,
afamada!”
(palavras de Mamãe),
que fizera um Servo de Deus
abandonar a batina.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

16.11 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: PIQUENIQUE DURANTE A VIAGEM LONGA DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE ATÉ URUCÂNIA

NEUZA MACHADO



16.11 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: PIQUENIQUE DURANTE A VIAGEM LONGA DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE ATÉ URUCÂNIA

NEUZA MACHADO


O mais gostoso da Viagem
― o Bhima bem se lembrava! ―
(porque ele também
resolvera acompanhar
a família do Antônio Aquileu,
de longe, evidentemente,
com a Vimana Maravilhosa
Voadora
em silêncio sepulcral,
para não chamar
a atenção dos viajantes)
então!,
o mais gostoso da Viagem
eram as refeições
saboreadas
de quando em quando.

A Grande Mamãe
Justiniaña de Ogiges,
uma Afamada Cozinheira
do Córrego Limpíssimo
da Gruta da Liberdade Encantada,
um Lugar Mineiro Maravilhoso,
fizera uma matolotagem
de primeiríssima qualidade.
Assim, no Farnel da Vovó,
a dita Justiniaña de Ogiges,
foram colocadas
algumas galinhas assadinhas;
muita farofa
de farinha de fubá torrado
com ovos mexidos
e linguiça de porco
e azeitonas verdinhas;
arroz amarelão graúdão
soltinho gostoso
e uma delícia de bão!,
do jeitinho mesmo
que só a Justiniaña Vovó
sabia fazer;
e muuuitas frutas:
um imenso balaio de taquara
cheiííínho de bananas-maçã
e bananas-prata
e bananas-oiro
e laranjas-lima
e laranjas-da-bahia
e laranjas-seleta
e mangas-espadona
e mangas-ubá
e mangas-coquinho
e mangas-rosa
e goiabas brancas
e goiabas vermelhas
e abacaxis tropicais
e melancia rosada
docinha e aguada,
e muito milho verde
pra se assar na fogueira,
batatas-doce
pra se assar na fogueira;
todas essas delícias,
cultivadas no Sítio da Vovó,
foram colocadas
no bagageiro do Automóvel
do Motorista Marreco.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

16.10 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: A VIAGEM LONGA DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE ATÉ URUCÂNIA DE MINAS GERAIS

16.10 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: A VIAGEM LONGA DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE ATÉ URUCÂNIA DE MINAS GERAIS

NEUZA MACHADO


Naquela época, existia
naquela Cidadezinha Religiosa
um velhíssimo Padre
que era considerado por todos
quomodo um Milagreiro.
O Padre Antônio
(por pura coincidência,
xará do Antoinzim Aquileu),
segundo os Católicos da Região,
era um Enviado de Deus,
e por todos muito amado,
já que realizava
os mais impensados Milagres.

Em frente à residência paroquial,
Na Antiga Minúscula Vilazinha,
perdida lá nos confins das Minas Gerais,
Interiorzão do Mineiro Sertão,
formavam-se filas e filas
e filas de romeiros,
de diversas localidades
do Vastíssimo Brasil Varonil
― deficientes físicos, cegos,
pessoas com males incuráveis ―,
todos ansiando pelas Bênçãos
do Bom Sacerdote de Deus,
certos de que,
pelo simples toque
de suas santas mãos,
alcançariam a Graça Desejada.

Assim, incentivado pela Jane Mamãe,
o Antônio Aquileu contratou os serviços
do motorista Marreco
(ainda vivo, com quase cem annos,
neste Anno de 2003),
da Cidade da Santa Luzia de Carangola
da Zona da Mata Mineira,
convidou a Sogra Justiniaña de Ogiges
para acompanhá-los na Viagem,
e foram todos alegres a direção
àquela outra já dita Cidadezinha
das Minas Gerais.

terça-feira, 11 de maio de 2010

16.9 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UMA VIAGEM LONGA DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE

NEUZA MACHADO



16.9 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UMA VIAGEM LONGA DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE

NEUZA MACHADO


Assim, houve aquele dia
em que foram fazer
uma viagem mais longa.
A Jane Mamãe,
que gostava muito de passear,
inventou uma promessa
católica apostólica romana,
só para que o Antônio Aquileu
pudesse levá-la a conhecer
um lugar mais distante.
A vontade de viajar era visível,
mas a promessa católica
era verdadeira e sincera.

A verdade era que,
em uma retomada
de antigos fogaréus sexuais
no relacionamento afetivo do casal,
a Jane Mamãe havia engravidado
aos quarenta e um annos,
e, preocupada com o parto,
fizera a tal promessa.
Assim, pediu a Deus
que a protegesse
na hora do nascimento
de sua criança,
e que, se tudo corresse bem,
ela iria até Urucânia,
em Minas Gerais,
com o Antônio Aquileu,
a Dianazinha
e o filhinho de Mamãe,
para agradecer a proteção.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

16.8 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS PASSEIOS DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE

NEUZA MACHADO



16.8 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS PASSEIOS DE ANTOINZIM PAPAI AQUILEU E JANE (JOANA) MAMÃE

NEUZA MACHADO


O Bhima recordava-se,
por exemplo, naquele dia,
e naquele preci(o)so momento,
dos passeios recreativos
de Antônio Aquileu
com a Jane Briseides Mamãe,
passeios que eram as delícias
da Dianazinha Menininha,
que sempre os acompanhava.
Os passeios eram todos
ali por perto mesmo,
nas pequenininhas Localidades
próximas à residência do casal.

Como a Jane Briseides Mamãe

era analfabeta,
o Antônio Papai Aquileu

ia lendo as placas
localizadas ao longo da estrada,
que indicavam os nomes dos rios
e dos pequenos povoados da região.
O mais interessante era que
a Jane Mamãe ia ouvindo os nomes
e, depois, relembrava-os,
com exatidão,
ao retornar ao lar,
e, quando por ali passava novamente,
em um outro dia qualquer,
durante um outro passeio qualquer
por aquelas bandas,
ela dizia algo assim:
“Aqui é que é

a Cachoeira do Boi Afogado,
não é?, Antônio?!”;
ou então:
“Aqui é que é a entrada
pra São Francisco do Glória,
não é?, Antônio?!”
O Antônio Aquileu,
admirado da boa memória

de sua Jane,
assentia com a cabeça, comovido,
e começava a desfiar
uns outros tantos nomes de localidades,
enquanto o Ônibus corria velozmente
em direção aos sonhos mais lindos
de Jane Mamãe.

domingo, 9 de maio de 2010

16.7 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: A NARRADORA HOMENAGEA A JANE (JOANA) MAMÃE

NEUZA MACHADO


16.7 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: A NARRADORA HOMENAGEA A JANE (JOANA) MAMÃE

NEUZA MACHADO


Para que você possa entender melhor
as preferências gastronômicas do Bhima,
digo-lhe e afirmo-lhe,
em meu nome e em nome da Sábia
Väjira Diamante dos Curtos
e Anelados
e Revoltos Cabelos Brancos Brilhantes,
ele aprendera a cozinhar quando,
disfarçado de aragem matutina,
às vezes vespertina,
se postava em um canto
da cozinha de Jane Briseides Mamãe,
para vê-la contar Estórias da Carochinha,
de arrepiar!,
à sua filhinha engraçadinha
Diana Menininha,
aquela proprietária de Cem Bellíssimos
Cachorros Malteses Invisíveis Ferozes,
enquanto (a Jane Briseides Mamãe) cozinhava
as deliciosas mineiras refeições diárias.

A Dianazinha, fique você sabendo!,
ficava ao redor da Mamãe
repleta de curiosidade infantil,
e o Bhima também!,
ambos ansiosos por se entrelaçarem
àquele vaivém constante
de reminiscências e lendas,
as quais, tão bem!,
a Jane Mamãe sabia recontar.

Enquanto aquilo,
o cheiro das Saborosas Iguarias
inundava o ambiente,
e o Bhima se extasiava a ouvir
as estórias de Jane Briseides
e, ao mesmo tempo,
se extasiava ao sentir
as emanações fluídicas
que provinham das panelas
de brilhante alumínio batido
da Encantadora Mamãe,
as quais iam entrando,
sem pedir a mínima licença!,
nas limpas narinas do Bhima.
E era um prazer triplicado
para o Extra-Terrestre de Sonhos
partilhar incognitamente
dos entretantos vivenciais
da família do Antoinzim Aquileu,
ouvir as estórias mirabolantes
da Jane Briseides
e, ao mesmo tempo,
apreciar o cheiro maravilhoso
da deliciosa comida mineira
de Mamãe.

Às vezes,
quando a Jane Mamãe se descuidava,
o Bhima espertamente
tirava um naco
de carne de porco da panela
e um punhado de arroz japonês,
de inigualável sabor,
cozido com muito alho socado
e frito em gordura de porco
e um pouco de sal,
e saboreava-os,
feliz por viver!,
sem que a Jane Mamãe
se apercebesse do fato.

Foi assim que o Bhima passou
a apreciar a comida dos humanos,
com muito prazer!,
e se interessou em aprender
a forma e fórmula de cozinhar
das cozinheiras mineiras,
e, convenhamos!,
a Jane Mamãe
foi uma excelente professora
de culinária para o Bhima!
Ele aprendeu direitinho
quomodo se faz o famoso
arroz fritado no alho
dos mineiros matreiros;
o feijão cozido e bem temperado
com alho e sal e louro,
dourados em gordura de porco
bem quente,
e outras deliciosas receitas
perfeitas
da culinária de Minas Gerais.

Por todas estas razões,
naquele momento,
depois de toda a limpeza
e fabricação dos tais alimentos,
que deveriam durar uma semana,
pelo menos!,
no freezer Compact90 Cônsul
do Século XX Passado,
o Bhima começou a lembrar-se
de Jane Mamãe com muito carinho.

A verdade verdadeira
era que a Jane já não existia mais
na Terra dos Homens.
Desde o último dia de Junho
do Século XX,
Quatro Annos e Meio
antes do Final do Século
e Final do Milênio de Peixes,
a Jane Briseides Mamãe
já havia ido para o Céu.
A Jane Briseides Mamãe contava
Setenta e Nove Annos,
completados em um
Primeiro Dia de Abril de 1996,
quando se trasladou para a Região
dos Espíritos do Bem
e do Amém,
e o Bhima costumava
lembrar-se dela
com muito carinho.

Quantas vezes,
naqueles Annos Posteriores
à Morte da Jane,
o Solitariozinho se disfarçou
de Aragem Vespertina,
às vezes Matutina,
e ficou ao lado
da Diana Caçadora,
só para lembrar-se
com mais nitidez
da Jane Mamãe.

sábado, 8 de maio de 2010

16.6 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS HÁBITOS ALIMENTARES DO BHIMA EXTRA-TERRESTRE

NEUZA MACHADO



16.6 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: OS HÁBITOS ALIMENTARES DO BHIMA EXTRA-TERRESTRE

NEUZA MACHADO


É bom que você saiba que
o Bhima já estava acostumado
com a forma de vida
dos humanos.
Também pudera!
Já estava residindo
na Terra dos Homens
há milhares e milhares
de Annos-Luz,
e já nem se lembrava mais
de quomo eram as refeições
em seu Planeta de origem.
Não se lembrava,
de jeito nenhum!,
se lá em seu Planeta,
em sua Galáxia longínqua,
existia o hábito de se alimentar
do jeito que os humanos
se alimentavam.

Às vezes, ele pensava:
“Será que a minha Mamãe
Extra-Terrestre
cozinha os alimentos,
lá na minha Longínqua Galáxia,
em fogão-de-gás?,
ou será que se utiliza de fogão-de-lenha,
quomodo as Antigas Cozinheiras
Camponesas de Minas Gerais?
Será que existe fogo por lá?, será?
Será que existe o gostoso
arroz com feijão?, será?
E linguiça de porco?
Será que há porcos por lá?, será?

A verdade era que o Bhima viera
muito jovenzinho
para a Terra dos Homens,
e os hábitos de sua Antiga Vida
foram esquecidos.
Adotara os costumes

dos Humanos
desde que se materializara
quomodo Filho

da Rainha Kunti,
e, então,
depois que conheceu

o Brasil Varonil
e, principalmente,
as Terras Encantadas

de Minas Gerais,
de verdade!, a partir daí,
o Bhima já não podia viver
sem os saborosos alimentos
degustados naquela parte
do Mundo Rotundo.
O arroz com feijão,

então, nem se fala!,
era (e ainda é)

a sua refeição preferida.

Por tudo isto, o Bhima,

naquele dia,
abarrotou o freezer Compact90
de marca Cônsul,
que estava bem instalado
na Micro-Cozinha

de sua Vimana,
com a deliciosa comida mineira,
feita por ele mesmo,
pois, há muuuito!!!, aprendera
os segredos daquela
tão decantada culinária,
praláde apreciada

no Mundo Inteiro.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

16.5 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM EXTRA-TERRESTRE TRABALHADOR

NEUZA MACHADO



16.5 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM EXTRA-TERRESTRE TRABALHADOR

NEUZA MACHADO


Mas, voltando ao relato sensato,
o Bhima sempre fora muito caprichoso
com a sua Vimana de Sonhos.
“E é tão gratificante viver
em uma Vimana Maravilhosa Limpinha!”,
pensava exclamativamente
o nosso Extra-Terrestre.
Por tudo isto,
antes de se recolher pensativamente,
arrumou com muito cuidado
a sua Vimana-Residência,
retirou toda a poeira da viagem,
sacudiu as cortinas das janelinhas,
trocou o lençol de sua caminha
azulada
flutuante,
lavou o banheiro,
limpou o vaso sanitário,
lavou as Varandas-Mirantes,
limpou a Micro-Cozinha,
colocou na geladeira
os legumes e frutas
comprados na Cidade
do Divino Espírito Santo,
organizou os cereais na despensa,
os cereais comprados também
em um grande SuperMercado
da mesma Cidade,
olhou com muita atenção as sacolas,
para ver se havia comprado
todos os alimentos e frutas
de sua preferência,
para que,
com esse cuidado todo,
não precisasse sair de seu refúgio,
naquela Altíssima Montanha.
E, antes de recolher-se,
apressou-se em cozinhar
uma bela quantidade
de feijão-amendoim,
o seu preferido,
com bastante toucinho de fumeiro
e linguiça-de-porco;
cozinhou também
uma boa quantidade de arroz japonês,
temperado com sal e alho fritado;
cozinhou chuchu com jiló
(uma delícia!);
preparou as verduras verdinhas
e tomates vermelhinhos;
caprichou em preparar
uma imensa jarra de laranjada dourada,
colocando-a na geladeira para gelar;
e atarefou-se com outros
cozimentos suculentos,
porque, em verdade,
planejava ficar
de papo-pro-ar
durante uma semana,
sem mais nem menos,
recolhido,
sem trabalhar quomodo Vigilante,
saboreando a farta refeição
que estava a fazer,
a qual foi distribuída
em potinhos plásticos,
logo após o término
dos cozimentos,
e, depois,
colocada no freezer Compact90,
e que daria para ele se alimentar
por uma semana,
quomodo o previsto,
sem que fosse preciso preocupar-se
com cozimentos diários.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

16.4 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O HÁBITO DO CONSUMISMO

NEUZA MACHADO



16.4 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: O HÁBITO DO CONSUMISMO

NEUZA MACHADO


Em verdade,
três vezes!!! verdadeira!,
o Bhima,
naqueles últimos Annos
do Segundo Milênio,
adquirira o hábito
do consumismo,
aquele péssimo hábito
de angustiosa demência,
instigado pelos
Grandes Capitalistas,
o que levava
a maior parte
da Massa Humana
à falência.

As Máquinas de Propaganda
anunciavam
os mais disparatados produtos,
as mais disparatadas invenções,
louvando e enaltecendo
as qualidades dos ditos produtos,
e, com isto, induziam a massa
(os despreparados viventes)
ao consumo desenfreado.
Era um tal de comprar e comprar
e nunca parar de comprar!
As propagandas instigavam
cada ser humano
a se encarregar de encher sua casa
com objetos sem utilidade,
os quais só serviam
para entupi-la de cacarecos,
e, em consequência,
obrigando o comprador
a gastar o suado Talentinho
com compras desnecessárias.

E o Bhima já estava indo
pelo mesmo caminho!,
ele gostava de comprar
quomodo fosse também um Mortal.
A única diferença era que,
quando percebia que a sua Vimana
já estava a se tornar
um saco de objetos sem uso,
colocava tudo em um lugar acessível,
certo de que os humanos
sete vezes mais pobres
iriam, com certeza!,
aproveitar os tais objetos.

Fora isto mesmo que ele fizera,
quando daquela Invasão
dos Cupins Gigantes
nas terras do Marciano Guerreiro,
tá lembrado?
O Bhima,
depois da tragédia
ocorrida com o Marciano
e seus auxiliares,
se encarregara de os prover,
com roupas e alimentos,
até que se recuperassem
da devastação
e a Fazenda do Marciano
tornasse a florir.

Assim foi em outras Eras
(e ainda é!) o nosso Bhima!!!
Um bom Extra-Terrestre!!!
Um Solitário no Mundo Rotundo!!!
Até hoje

os Humanos Incrédulos
ainda não o visualizaram,
mas ele se sente muito feliz,
feliz mesmo!!!,
por morar na Terra dos Homens
quomodo Sentinela
do Espaço Sideral Infinitesimal
a serviço do Supremo Senhor
de Poder Sem-Igual.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

16.3 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM MUITO NECESSÁRIO DESCANSO

NEUZA MACHADO



16.3 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM MUITO NECESSÁRIO DESCANSO

NEUZA MACHADO


Ah!, é bom que lhe diga
que o Bhima
sempre fora
muito caprichoso
com o seu corpinho
de Extra-Terrestre
Bonitinho
Charmoso,
e com a sua
Casinha Voadora
Tão Acolhedora.
Este capricho,
à moda dos Humanos,
fora adquirido
desde o tempo
em que ele
se materializara na Terra,
por uns tempos,
nascendo quomodo filho
da Rainha Kunti Querida,
na Índia Antiga Florida.

Na infância, ele aprendera
com seu pai adotivo,
o Rei Pandu,
que a limpeza de uma moradia
somada à limpeza do corpo
é o primeiro sinal
que valoriza um Homem
diante de outros Homens.

O Solitariozinho
já não era mais visto
pelos Humanos,
mas conservara o hábito
de sempre limpar
a sua Vimana-Casa Voadora,
assim quomodo tomava
seu banho refrescante,
diariamente,
usando os mais
perfumados sabonetes
conhecidos
pelos Habitantes da Terra
do Ocidente e Oriente.
Ele era um Extra-Terrestre,
é verdade!,
mas possuía um segredinho,
só do conhecimento dele,
para comprar
nas Grandes Lojas
das Cidades Terráqueas
os objetos de consumo
próprios da Humanidade,
sem que fosse reconhecido
quomodo
um ser de outro Planeta.

terça-feira, 4 de maio de 2010

16.2 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM MUITO NECESSÁRIO DESCANSO

NEUZA MACHADO



16.2 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM MUITO NECESSÁRIO DESCANSO

NEUZA MACHADO


Mas, eis que, naquele dia,
o Bhima resolveu afastar-se
das visões das Contendas,
e recolheu-se, por uns dias,
em sua Concha de Luz.

Quomodo sempre,
o lugar escolhido,
para o necessário repouso,
foi aquele tal Alto de Serra
das Minas Gerais.

No pico mais alto de uma
montanha arborizada,
Bhima estacionou
a sua Vimana Bacana
Esplendorosa Brilhante Voadora,
de uma forma que poderia avistar
uma boa parte da região,
sem ter de sair de sua comodidade.

Ali, entre as maiores
maravilhas das maravilhas,
o silêncio imperava.
As flores se multiplicavam
alegres e coloridas.
Os passarinhos
faziam seus ninhos
nas frondosas árvores.
As ditas árvores balouçavam
suas frondosas copas.
E tudo era muito verde
e grandioso
ao redor da Vimana.

Extasiado com tanta beleza,
primeiramente,
ele se ocupou em arrumar,
com muito esmero e dedicação,
o interior de sua Casa Voadora
de Beleza Sem-Par.
Limpou-a com muito cuidado,
atento a cada cantinho,
retirando toda a sujeira,
lavando os ladrilhos
com a pura água borbulhante
das fontes
do Divino Espírito Santo
de Bellíssimos Horizontes.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

16.1 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM MUITO NECESSÁRIO DESCANSO

NEUZA MACHADO



16.1 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UM MUITO NECESSÁRIO DESCANSO

NEUZA MACHADO


E eis que, naquele dia,
o Bhima resolveu afastar-se,
por uns dias,
de sua função
de Vigilante Intergalático
do Supremo Senhor,
para desfrutar
de um muito necessário descanso.

Em nome da pura
e mais chocante verdade!,
o fato era que o Mundo
dos Homens
estava a pegar fogo,
guerras e mais guerras
por todos os lados,
violentíssimas disputas
ocorrendo entre Irmãos
na Terra e no Céu,
muitos tristes episódios
acontecendo
em cada cantinho
do mundo de Deus,
e todos esses fatos
necessitando
de um escritor intergalático,
para levá-los ao conhecimento
do Supremo Senhor.

O fato era que o Sentinela
Escrivinhador do Espaço Sideral
já estava cansado de assistir
a tanta violência,
ou do alto de sua Vimana
Maravilhosa Bacana,
por meio de seu Binóculo Mágico,
ou pelas telas do aparelho televisão,
invenção dos Humanos,
e, mais ainda,
pelo fato de ter de olhar
os bélicos acontecimentos
sempre de longe,
sem nunca poder
socorrer os feridos,
uma vez que a sua função
era apenas a de observador
e anotador,
nada mais do que isto.

No entanto,
mesmo reconhecendo
a sua pouca contribuição
para a Paz entre os Homens,
pelo menos ficava a saber
das guerrinhas do Mundo Rotundo
dos Homens Sem-Rumo.

domingo, 2 de maio de 2010

15.12 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DESCANSANDO DA VIAGEM

NEUZA MACHADO



15.12 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DESCANSANDO DA VIAGEM

NEUZA MACHADO


Aí, então, Três Vezes! então!,
enquanto a Veneranda Diana
Discípula da Sábia
do Alto da Conceição
procurava o táxi da preferência,
para chegar sem tardança
à sua segunda residência,
o Bhima acionou
o controle remoto,
controlador
de sua Vimana Bacana,
quando esta
se movimentava sozinha,
alojou-se novamente
em seu interior,
acionou novamente
os botões de comando,
e foi depressa estacioná-la
em uma azulada
e friorenta nuvem protetora
praládiamada.

Depois, de estacionar
o seu Maravilhoso Carro Voador
nas imediações
de uma Serra Esverdeada,
arejou o seu Quartinho Bonitinho,
depois fechou as Janelinhas
da Maravilhosa Engenhoquinha
e foi descansar da
Loooooonga Viagem
de seis horas ininterruptas
(apenas quinze minutos de lanche
umas horas atrás,
e as poucas e rápidas paradas
para as descidas dos passageiros).

O Solitariozinho
aconchegou-se nas cobertas macias,
se agasalhou muito bem,
porque fazia um frrrrrriiiiiio
tremendo
de enregelar os pinguins
do Pólo Sul também,
e foi dormir muito contente.
No dia seguinte,
ele bem o sabia!,
outras Aventuras Futuras apareceriam
em seu caminho repleto
de mágicos momentos,
quando quebrasse mais uma esquina
nas rotas aéreas ou terrestres
enroladas
entrópicas
dos Céus do Grandioso
Brasil Varonil.

sábado, 1 de maio de 2010

15.11 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: RECORDAÇÕES DO PASSADO DENTRO DO ÔNIBUS ALADO

NEUZA MACHADO



15.11 - AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: RECORDAÇÕES DO PASSADO DENTRO DO ÔNIBUS ALADO

NEUZA MACHADO


Daí a Futuros Momentos,
Incríveis!!!,
enquanto esperava
que o Motorista Ariston
terminasse o seu almoço,
a Veneranda Discípula
da Sábia Väjira Diamante
dos Curtos e Anelados
Cabelos Brancos
Brilhantes Esvoaçantes
começou a conversar
com uma Senhora,
que também estava viajando
no Tal Ônibus.

Ambas resolveram pedir
aos Agentes da Mileum
que mandassem limpar
o Toalete do Ônibus Alado,
que estava empestado.
Eles atenderam prontamente
o pedido das duas.
E o Tal Toalete Solerte
ficou limpo novamente.

Naquele entretanto,
acomodaram-se todos no Ônibus,
para recomeçar a Viagem.
E então as duas reataram a conversa,
iniciada durante a parada do Ônibus.
E as duas Senhoras perceberam
(o Bhima acompanhava tudo atentamente)
que possuíam Trechos
de Histórias de Vida em comum.
A Veneranda nascera na Cidade
em que a outra morava
já há um bom par de Annos,
e, assim,
descobrira que a Francisca
(este era o nome da outra Senhora)
era natural da Cidade
do Rio de Janeiro,
mas se casara com um médico
conterrâneo da Dita Veneranda,
e para lá se mudara
depois de casada.

A Francisca era Nora de um Senhor
muito conhecido na Cidade Natal
da Veneranda Parlante.
O Mais Interessante
desta História Implexante
era que o Irmão da Veneranda,
quando Adolescente,
fora empregado da Farmácia
do dito Senhor
Sogro da Francisca.
As duas passearam pelo
Passado Encantado,
enquanto o Ônibus corria
em direção ao Futuro Sonhado.

O Bhima já estava quase cochilando
quando finalmente ele
e a Veneranda Discípula
da Sábia Sabida Väjira Diamante
dos Curtos e Anelados e Brancos
Cabelos Brilhantes
chegaram à Cidade
do Divino Espírito Santo
das Minas Gerais.

Quando o Extra-Terrestre
abriu seus Grandes Olhões,
e se preparou para descer saltitante,
avistou as duas
se despedindo alegremente
dentro do Ônibus Itinerante.
Antes de saírem do Ônibus
(ele e a Veneranda),
o Atilado Extra-Terrestre
ainda ouviu a Francisca dizendo:
“Este Pedaço da Viagem,
de Leopoldina City até aqui,
conversando com você,
foi mesmo uma
Agradável Aventura!”
O Solitariozinho Intergalático
não tinha muita certeza
se foram estas exatamente
as palavras da Francisca,
mas o sentido das mesmas
era mais ou menos assim.